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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O melhor de Rubem Alves



"A celebração de mais um ano de vida é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe.Fósforo que foi riscado.Nunca mais acenderá.Daí a profunda sabedoria do ritual de soprar as velas em festa de aniversário.Se uma vela acesa é símbolo de vida, uma vez apagada ela se torna símbolo de morte."


"Toda alma é uma música que se toca."



"A alma é uma coleção de belos quadros adornecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...) que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não esxiste coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais.(...)Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer..."



“É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. ‘Cena’ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava.... E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”


"Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.Está sempre à procura de companheiros para brincar."


"Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!"


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel."


“Aprenda a gostar, mas gostar mesmo, das coisas que deve fazer e das pessoas que o cercam. Em pouco tempo descobrirá que a vida é muito boa e que você é uma pessoa querida por todos.”


"Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos..."


“... Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”



" Toda separação é triste.
Ela guarda memória de tempos felizes ( ou de tempos que poderiam ter sido felizes....)
e nela mora a saudade."



'Não fiquem inquietos por aquilo que ainda não aconteceu e nem se sabe se acontecerá. Tratem de cuidar dos males do amanhã, amanhã."


"Mora em nós a madrasta( a ser perdoada).
Mora em nós a criança perdida ( cujo nome se ouve noite adentro).
Mora em nós este imenso maternal vazio,
que acalenta os nossos sonhos, em cujo teor adormecemos.


"A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Ha certas coisas que tem que acontecer de dentro para fora."


"Se eu tivesse intimidade com o Criador eu lhe diria que há uma coisa a se fazer para aliviar o sofrimento das crianças: é só trocar os olhos dos pais, por, no lugar dos seus olhos, os olhos dos avós.[...] Os olhos dos pais são olhos administrativos: tentam administrar a infancia, achando  que assim o futuro vai ficar garantido. [...] Os olhos dos avós são olhos sábios, no sentido preciso da etimologia da palavra: sapio, em latim, quer dizer, "eu degusto". As crianças são objetos de degustação. De apreciação..."

Um comentário:

Principe Encantado disse...

Minha vida conduzo por este caminho
"'Não fiquem inquietos por aquilo que ainda não aconteceu e nem se sabe se acontecerá. Tratem de cuidar dos males do amanhã, amanhã.""
Abraços forte