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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia dos Namorados, a crítica!

Oba, mais um dia celebrativo! É uma pena não ter campeonato mundial destes dias inventados pelo comércio, pela política e pela propaganda. Se existisse, o Brasil já estava na final... Dia da criança, do idoso, das mães, dos pais, dos namorados, e noivos e casados, da tristeza e da alegria, dos pinguços e dos infartados, das profissões todas, médicos, odontólogos, advogados, professores, normalistas, vigaristas, cachaceiros e punguistas, vamos acrescentando e inventando, tudo vale nesta terra do vale-tudo... 

Desde que dê notícia no jornal e venda nos shoppings. E olhem que não entrei na safra dos políticos: dia do vereador, deputado e senador, e por aí acima até o dia do presidente... Agora então podíamos ter um dia entrelaçado: dia dos namorados candidatos do eleitorado! Aproveita, meu amigo, dá tempo: amigo, aqui está seu candidato, um enamorado ansioso pelo seu voto! Gostando da data e da oportunidade, leio na imprensa os namoros políticos, dos candidatos e dos partidos, safadezas dos amores traídos. Se os amores não são necessariamente sérios, os de origem política ganham o campeonato em qualquer campo ou Estado. 

Vejo a salada mineira, Helio Costa roubando os partidos do Anastasia, que namorava com o PT, que namorava com... deixa pra lá, porque nos demais estados a confusão é igual. Penso para conferir e consultar meus leitores. O maior partido nacional é o PMDB, certo? Existe forte em todos os estados, e serve de exemplo para nosso dia do namorado político: em cada estado tem um comportamento e uma aliança normativa particular. Mais interessante e brasileiro: o próprio PMDB confessa a fragilidade de seus namoros, porque o casamento que realmente pretende é com a Presidência – e nesta não lhe deram oportunidade. Minha conclusão é: política, como namoro, é doença de prognóstico incerto, e risco “ vergens ad malo”, que significa “piorando”. Isto porque seus namoros são frágeis e interesseiros. Querem a prova? Perguntem a qualquer namorado da política por quantos partidos (e até noivados...) já passou... 

Em minha vida de observante, pelo tempo podendo ser chamada de cadeirante da política, garanto que já assisti coisas inacreditáveis nos namoros políticos. Inimigos  em uma eleição se abraçam e até beijam no palanque político da eleição seguinte. Tudo, é claro, anunciado e discursado: pelo bem da pátria e salvação do Brasil! Por isto e tudo, este dia dos namorados pode ser seguido de dores e fracassos. Porém, não chorem, amantes e amorosos do Brasil. Na política, e com certeza, este dia já é fracasso e consolo desde o seu nascimento. Vam bora pra lagoa pescar, Dino. Lá  pelo menos existem ainda traíras fiéis!

Um comentário:

Jairo Cerqueira disse...

Pancada neles, Xênia.
Um artigo literalmente fabuloso.
Faltou o 'Dia do político fixa limpa'. Mas... esse não será rentável ao comércio. rsrsr
Um abraço.