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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se eu fosse dono(a) do mundo


No dia 31/05/10, estive na Escola Municipal Maria Ramos para falar a alunos do 2º e 3º colegial sobre a arte de escrever artigos e crônicas. Quem sou eu para falar de algo que não há fórmulas pré-estabelecidas para se conceber? Tentei e, para minha alegria, a experiência foi maravilhosa.

Depois de amistosa interação, passei aos alunos sem que esperassem o tema: “SE EU FOSSE DONO(A) DO MUNDO” para ser dissertado. Justificando a surpresa, contei-lhes como foi que  há doze anos, permitiram-me entrar nessa “roda” que jamais quero sair. Tive poucas horas para escrever. O que os jovens sentiram na hora e eu, naquele tempo, podemos chamar de ansiedade salutar.

É desnecessário dizer que fiquei surpresa com o alto nível das mensagens escritas pelos adolescentes. Todos eles em seus textos reverenciaram a paz, o amor, a família, a ajuda, a bondade, a cidadania, o meio ambiente e outros itens que muitas das vezes não creditamos a eles.

Guardarei comigo todas as redações e faço com prazer uma exaltação àquele valioso grupo de 100 alunos reproduzindo duas frases deles: a) “No meu mundo não teriam tempestades, sofrimentos, maldades, preconceitos, drogas, solidão, desigualdades, misérias...” - Ana Cristina Machado - 3º Col. b) “Trocando em miúdos, se eu fosse dono de tudo, eu seria Deus...” - Valter Divino R. Valeriano - 2º Col.

Pode-se logo concluir que o mundo sugerido para a redação dos jovens não é o mundo físico tocado com as mãos físicas, mas o mental de cada um. Desse mundo sim, Ana Cristina, Valter Divino, seus colegas e cada ser humano, podem ser os únicos donos. O difícil é ter consciência da vastidão desse mundo, e o que de bom podemos fazer nele com e ele.

Percebe-se então que, nos arcanos mentais da juventude, está o mundo que ela sonha ver sempre direcionado para o bem. A prova está nos propósitos altruístas de todo jovem quando o interpelamos. Naqueles escritos constatei bondades incontáveis. Pena é que nós os “mais velhos” estamos perdendo a capacidade para ver o mundo grandioso do jovem.

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