Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Fórmula da Necessidade




E um cientista, o maior matemático de todos os tempos, depois de muitos cálculos e pesquisas, chegou à conclusão, e agora era capaz de provar através de fórmulas matemáticas, que o ser humano precisaria de certos "itens", e estes poderiam ser objetos, idéias ou coisas abstratas, que seriam imprescindíveis ao seu viver. Era uma questão de necessidade, e agora era oficial, cientifico, e a fórmula provava isso. Isso significava dizer que, se a fórmula provasse, o indivíduo não mais poderia viver sem aquela referida coisa. 

Assim, por ser capaz de provar suas conclusões, ele desenvolveu um método, uma técnica infalível para avaliar se alguma coisa existente, objeto, palavra, crença ou qualquer outra, era ou não necessária, vital, ao ser humano. Era algo como ser capaz de traçar o perfil de potencial de venda de qualquer produto existente, recém lançado, ou por lançar, no mercado de consumo. Com a aplicação do tal método e comprovação através de sua fórmula, ele poderia afirmar se aquele produto, seria ou não de uso obrigatório pela sociedade, o que induziria o ser humano a comprá-lo, no caso de um produto, e a segui-la, no caso de uma idéia, mesmo sem saber o motivo pelo qual o estaria fazendo.



"Não adianta", disse ele, "A fórmula e todo roteiro para a aplicação da técnica, está em minha cabeça, e apenas lá. Nem uma linhazinha do processo foi documentada em papel, ou qualquer outro meio onde se possa escrever. Não tornarei de uso público, é perigoso, será para sempre um segredo só meu. Mas, para alguns, poderei calcular se seus produtos são, ou se tornarão ou não de uso obrigatório, e ainda poderei dizer o que falta no produto, para que ele se enquadre como de "necessidade vital". E tudo, é claro, pago, muito bem pago, afinal de contas, a fórmula já atestou que o uso dela mesma é uma necessidade vital". 

Foi um alvoroço, um rebuliço sem precedentes no mundo acadêmico e da pesquisa científica, e logo foram organizados seminários e conferências para explicar a coisa ao resto do mundo. Era sem dúvida uma novidade, pois a partir de agora, através de fórmulas científicas, estava comprovado que o ser humano, de qualquer parte do planeta, não importasse crença, raça, nacionalidade, nível social, não poderia sobreviver sem algumas "coisas" que aquele método era capaz de identificar com clareza. Ora, isso sempre fora o sonho de qualquer campanha de publicidade, dos governos, de todos os tipos de interesses, por isso se tornou uma questão de segurança mundial. 

E todos queriam saber se seus produtos "passavam", eram aprovados, pela fórmula. Sendo aprovado pela fórmula, um objeto, uma ideia, ou qualquer outra coisa, era a certeza atestada de sucesso, afinal de contas, cientificamente, ela provava que o ser humano "não poderia viver sem aquele item que fora homologado". 

E antes de entrar no mercado como uma "espécie de selo de qualidade", o selo mais desejado do mundo, que apenas alguns felizardos poderiam estampar em suas marcas, criou-se um órgão regulamentador oficial para fiscalizar. Ideias ou produtos não autenticados pela fórmula, mas que usassem o selo sem autorização, seriam sumariamente retirados de circulação e seus responsáveis punidos com o exílio perpétuo nas montanhas negras do Himalaia. Isso porque, depois de autenticado pela fórmula, as pessoas, não mais poderiam viver sem aquela coisa, e criar "falsas dependências", se constituía um crime sem direito à fiança. Mas ficou combinado que alguns vícios seriam liberados. 

E o primeiro produto aprovado pela fórmula, como de necessidade indispensável à existência humana, foi um pequeno aparelho eletrônico, na verdade uma versão móvel de telefone. E logo todos se perguntavam: "Nossa! Como foi que conseguimos viver até hoje sem isso, como era possível?". Depois vieram os livros, alguns títulos, que, segundo a fórmula, todos precisavam ler, na verdade, não mais poderiam viver se não os lessem. E como as crianças pequenas ainda não eram capazes de ler e entender o que estavam lendo, seus pais e educadores se encarregariam de lhes passar o conceito por trás das páginas. Depois vieram as ideias e modo de pensar que todos deveriam adotar como norma de vida, e assim por diante. 

E uma criança implica com sua mãe: "Mãe, eu não aceito que o Universo foi criado por uma explosão chamada Ping Pong, nem que o mesmo é quadrado e redondo nas pontas!". E sua mãe tentando convencê-lo: "Mas filho, está comprovado pela fórmula, precisamos pensar assim, você precisa aceitar essa verdade, essa informação é indispensável à nossa vida!". "Para mim não é; não preciso disso para nada. Não há quem me faça mudar de ideia!". E sua mãe resolve a questão: "Está bem, você aceita a ideia e eu compro aquela bicicleta azul que você pediu!". Feliz da vida ele concorda: "Aquela aprovada pela fórmula, que tem o selim com som MP3 polifônico?". 

Em outro lugar do mundo, cultura diferente, outra criança pergunta à sua mãe:"Mãe, porque nós precisamos de aparelhos celulares com máquina de Raios-X, e com ferro de passar roupa embutidos, e máquina de lavar roupa com acesso à internet e GPS, e computadores com telas de 60 polegadas, se a maior parte dessas coisas quando não atrapalham não serve para nada?". E sua mãe disse:"Ora filho, aparentemente não serve, mas é uma necessidade sem a qual não conseguiríamos viver, está provado pela fórmula que deve ser assim...", e ninguém mais tocaria naquele assunto. 

E desde aqueles tempos, qualquer coisa que fosse atestada pela fórmula como de necessidade vital à humanidade, seria consagrado como uma lei, um quesito que se tornaria parte integrante daquele homem. Palavras, frases e ideias que as pessoas deveriam repetir como parte de suas personalidades, tudo isso passaria pela aprovação da fórmula. E então aconteceu aquilo que ninguém esperava. A fórmula atestou, provou que os homens, na verdade, não eram homens, apenas ainda não haviam se cientificado do fato, mas agora que a fórmula atestara, todos deveriam cumprir seus destinos. Não se tratava de uma escolha, a fórmula atestara que os homens eram na verdade, Ratos urbanos, da espécie Gabirus Erectus. 

Assim, desde então, nos tornamos Ratos urbanos, vivendo em imensas cidades degradadas, com uma diferença, agora conscientes disso. E finalmente, antigos adágios tomaram seu devido lugar. Dizemos agora "Degrade sua cidade e viva feliz", ao invés do antigo: "Conserve e Cuide a sua cidade e viva feliz". 

Vivíamos felizes até os dias de hoje, quando nos chega a notícia de que outro cientista, um cientista Rato é claro, acaba de compilar uma nova fórmula, um novo teorema, que prova que nós Ratos, somos na verdade humanos não conscientes. Eu que não caio mais nessas histórias, especialmente nessas ideias mirabolantes criadas por Ratos cientistas. Imagine, dizer que nós somos humanos, e ainda querer provar através de fórmulas de que isso é verdade! 


Autor: Alberto Grimm





Castigos e Recompensas


Eu e meu filho Pedro


Pais e educadores deveriam se preocupar com a chamada educação compensatória, onde o filho ou aluno recebe presentes ou agrados para cumprir seus deveres escolares, ou as pequenas tarefas do seu dia a dia. Se em casa os pais vêem na recompensa uma forma de motivá-los e dar-lhes uma força extra na hora de cumprirem suas tarefas rotineiras, na escola, o educador, em nome da instituição e do sistema, incentiva o comportamento competitivo, ao conferir honras a aquele que alcança as metas estabelecidas. Em ambos os casos, cria-se uma inevitável situação de competição entre todos os indivíduos. Na escola será entre os alunos, e em casa, entre irmãos ou com os próprios pais. Em ambientes assim, o entendimento entre as pessoas é impossível, uma vez que todos, de alguma forma se tornam adversários entre si.



Por que não deveria ser uma coisa natural o cumprimento de uma tarefa em benefício próprio? Para escovar os dentes é realmente necessário um incentivo; um convencimento mediante um agrado, ou outro tipo de persuasão? Não seria mais simples mostrar para as crianças a realidade das coisas, os efeitos da omissão caso não cumpram com seus deveres, ao invés de torná-las simples máquinas cumpridoras de ordens, sempre esperando receber alguma coisa em troca? Há algum tipo de ação em nossas vidas que façamos sem esperar absolutamente nada em troca? Duvidamos que haja. 

Como podemos esperar uma sociedade justa, se o justo para nós é a compensação, alguma forma de pagamento pelo que quer que façamos? Não precisa ser uma compensação imediata, material, pode ser um consolo espiritual, uma compensação maior para o futuro, ou além da vida, e assim por diante. Não é tudo a mesma coisa; uma busca por compensações, a exemplo daquilo que aprendemos quando éramos crianças?



Buscamos a perfeição, não porque sabemos ser imperfeitos, mas porque isso significa obter mais poder, e representa o ponto culminante no meio social onde vivemos, onde todos disputam entre si, em busca de destaque pessoal. Numa situação permanente de disputa como esta, não é possível introduzirmos em nossas vidas o que chamamos de ordem. Não podemos admitir que possa existir ordem numa sociedade onde a disciplina tem que ser obedecida à base da força, das leis, o que caracteriza claramente falta de ordem, o que indica que a falta de bom senso é a única realidade que temos. 

Por isso mesmo, a desordem que faz parte dos nossos dias, faz nascer em cada um de nós, um sonho de uma ordem capaz de colocar tudo nos eixos. É claro que não conhecemos essa ordem, esse modelo perfeito de organização contrário ao caos que podemos ver à nossa volta. Como pais ou educadores, cientes de que o mundo, dentro da atual condição, apenas conseguirá levar o homem a mais sofrimentos e crescentes angústias, cabe a nós encontrar os meios necessários para que, através de uma correta orientação, tenhamos em nossos filhos e alunos, aliados em busca de um mundo melhor, e não meros multiplicadores do caos que já existe. 

Nessa busca, precisaríamos em primeiro lugar, nós próprios, encontrarmos as respostas capazes de operar uma transformação pessoal, de modo que de posse dessa solução, fossemos então capazes de repassarmos a eles; não no papel de instrutores, simples difusores de soluções prontas, mas como espelhos capazes de refletir pela conduta, tal realidade. De que adiantaria desejarmos mudar a mentalidade do mundo, se a nossa própria permanece nos moldes desse mundo? 

Os erros, infelizmente ou felizmente, para o homem, ainda são a principal fonte dos seus acertos. Cada erro se propõe a nos ensinar, desde que estejamos dispostos a aceitar isso como um fato. 

Um erro se presta a nos ensinar como não devemos agir, e a partir deles, se bem aceitos e compreendidos, tendem a nos favorecer. É certo que ninguém, de bom senso, deseja errar de forma intencional, e a despeito dos efeitos e malefícios que são capazes de causar à nossa volta, também é certo que deles só podemos tirar a algum proveito, se estivermos dispostos a aceitá-los, não como punições ou castigos, mas como reflexo do ser imperfeito, independente de nossa condição social, credo ou raça, que ora somos. Somos produtos de um mundo imperfeito, não podemos ser perfeitos, e a razão é bastante simples: Um mundo psicologicamente imperfeito não é capaz de produzir homens psicologicamente perfeitos. 

Ao buscar na recompensa uma forma de motivar o filho ou o aluno a cumprir seu dever natural, há aí uma grande falta de respeito; então vejamos. O incentivo por menor que seja, logo cria o hábito de que a qualquer tarefa realizada, sempre alguma coisa ele obterá em troca. Se como adultos somos motivados à elogios, ou promessa de méritos, logo a origem de tudo, tem no nosso passado o ponto de partida. Na verdade tal prática incentiva à preguiça, uma vez que a disciplina e ordem natural que cada um deveria desenvolver em sua prática diária, logo é corrompida com a idéia de que, para tudo que alguém se presta a fazer, há sempre uma compensação a sua espera. A disciplina então torna-se obrigação, e a obrigação um negócio, um meio de ganhar alguma coisa. 

Quando não somos capazes de acreditar em nossos próprios filhos ou alunos, a recompensa é o único meio de motivá-los; de extrair deles algum resultado, mesmo que seja a própria educação. Se ao incentivarmos nossos filhos a escovar os dentes após às refeições, os próprios benefícios dessa prática, o que significa a saúde dos seus dentes, deveria ser em si mesmo meio e fim, sem necessidade de prêmios ou motivações complementares. Explicar e fazê-los compreender os benefícios que obterão para si mesmos com tal hábito, deveria ser nosso papel, e não o emprego de qualquer tipo de coação. Ao coagi-los sob a força de prêmios a realizar algo que se reverterá em benefício próprio, estamos criando um indivíduo incapaz de respeitar o que quer que seja, a não ser por força de alguma obrigação ou medo. 

É a recompensa de todo nociva ao desenvolvimento do indivíduo, que antes disso, deveria pela autodisciplina, descobrir que o respeito pelo seu próximo, começa com o respeito pessoal. Aprendendo a cuidar de si porque compreendeu que é a coisa certa e sensata, que é o caminho que o tornará independente e o ensinará a respeitar o espaço alheio, ele exigirá menos dos outros, irá valorizar o esforço pessoal e alheio. Terá mais possibilidade de viver num mundo integrado e livre dos antagonismos comuns, de um mundo de disputas, próprio daqueles que trabalham numa só direção, a dar para receber algo em troca. 

Assim, nosso papel de explicar o que devem fazer, e mais importante, porque estão fazendo, é fundamental. De pouco serve exigirmos que nossos filhos passem anos e anos numa escola, sem contudo, lhes explicarmos porque estão fazendo isso; não podemos deixar isso na mão dos educadores, eles não o farão. Precisamos ir além e enumerarmos para eles, de forma compreensível, todos os benefícios que deverão esperar de tal esforço, isso é respeito, é o mínimo de um máximo que poderíamos dispensar à eles, se houvesse interesse de nossa parte. Faríamos isso de boa fé, se tivéssemos a certeza de que seríamos imediatamente, de alguma forma, recompensados. 










quarta-feira, 28 de julho de 2010

Livro Grátis : Educação sobre a AIDS para a Juventude


Educação sobre a AIDS para a Juventude
Joe Babendreier 





Educação sobre a AIDS para a Juventude


A motivação por traduzir este livro nasceu da maravilhosa experiência de lê-lo com meus próprios filhos. A sua leitura proporcionou oportunidades diversas de discussões enriquecedoras sobre a dignidade humana e a natureza da sexualidade dentro de um projeto de vida que leva a felicidade por se viver a castidade.
Ketty A. de Rezende, tradutora


O site Alegrias e Desafios para Jovens disponibiliza esse livro gratuitamente, que tem o objetivo de resgatar conceitos ainda mal esclarecidos, ajudando o jovem a entender questões importantes e a entender-se, de modo a estar apto a tomar decisões livres fazendo escolhas pessoais conscientes que afetarão positivamente toda a sua vida.


Disponível em: http://jovens.alegriasedesafios.net/livros 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mãe espanca filho de 03 anos até a morte em Sacramento/MG



Confira a  triste notícia no Jornal de Uberaba:



Criança de apenas três anos foi espancada até a morte na cidade de Sacramento. A principal suspeita de praticar o homicídio é a própria mãe do garoto.

O crime aconteceu na noite de quinta-feira (22) na residência dos envolvidos, situada na rua Oliziel Gomide, no loteamento Karashima. De acordo com informações da Polícia Civil, Ana Paula Gomes Mendes, 24 anos, procurou o hospital da cidade com a criança já sem vida. À equipe médica, alegou que o filho havia caído de um portão, no momento em que brincava.

Ao tomar conhecimento do caso, o médico responsável pelo atendimento desconfiou da versão apresentada pela mãe e acionou o Instituto Médico Legal (IML), de onde o funcionário contatou o delegado Cezar Felipe Colombari. “Após averiguações e informações obtidas, constatei que não se tratava de um simples acidente, e sim um homicídio com requintes de crueldade”, afirmou o delegado, que logo após saiu à procura da mãe. Ao receber voz de prisão, ela tentou fugir, antes de ser capturada com o auxílio de policiais militares. “A mulher se recusou a prestar qualquer tipo de declaração, reservando-se no direito de permanecer calada e falar somente em juízo. Aindaassim, foi presa em flagrante pela prática do homicídio por meio cruel e pelo recurso que impossibilitou a defesa e o socorro da vítima”, completou.
Antes de procurar ajuda médica, porém, Ana Paula se dirigiu para outro ponto da cidade, exatamente no sentido contrário à direção em que fica o hospital, onde procurou auxílio de familiares. No entanto, quando esses parentes tiveram acesso à vítima, a mesma já estava morta.
No local onde foi praticado o crime, a perícia constatou manchas de sangue na terra. Além disso, as roupas que a criança utilizava na hora em que foi agredida até a morte estavam jogadas pela residência, o que chamou a atenção dos investigadores. “Quando alguém vai prestar socorro, trocar a roupa da vítima é a última preocupação!”, declarou Colombari.

Por outro lado, os peritos constataram que a criança não subiria no portão, de quase dois metros de altura, e, mesmo se isso tivesse ocorrido, a queda não causaria as lesões apresentadas. “Além de escoriações na cabeça e nas orelhas, foram constatadas mordidas por todo o corpo, inclusive no órgão genital da criança”, lembrou. Apesar de marcas variadas de lesões recentes, o corpo da vítima apresentava marcas mais antigas, após agressões sofridas nos últimos meses.
Histórico. Apesar de assustar, comover a até mesmo revoltar, o crime praticado pela jovem de apenas 24 anos contra o filho, de três anos, poderia ter sido evitado. Ana Paula já esteve presa em 2008, sob acusação de agredir a mesma criança, a qual, na época, tinha apenas um ano e oito meses de idade. “Ela foi presa e perdeu a guarda da criança. No entanto, a Justiça concedeu a liberdade provisória e até mesmo a guarda do filho”, lamenta o delegado, afirmando que não existem informações de que ela tenha problemas mentais ou envolvimento com bebidas e drogas. “Pelo contrário. Ela possui uma personalidade extremamente violenta e cruel”, completou.

Considerado um dos crimes mais graves do Código Penal, o ato que levou à morte o próprio filho pode custar a Ana Paula a pena de 12 a30 anos de cadeia. O fato de ela já ter passagens e pelas provas contundentes fazem o delegado acreditar que a acusada não consiga o direito de responder pelo crime em liberdade. “O que esperamos é que ela permaneça presa até uma condenação final”, disse.
Ouvido pelos investigadores, o pai demonstrou enorme tristeza. Além disso, afirmou que não sabia das constantes agressões sofridas pelo filho. “Percebemos que ele era alheio ao que ocorria dentro da própria casa. Quando dei ao pai a notícia, ele se recusou a acreditar”, concluiu o delegado.
Os outros dois filhos de Ana Paula foram levados à sede do Conselho Tutelar da cidade na noite de ontem. O filho mais velho foi ouvido por um psicólogo. Eles foram levados para o abrigo, segundo o conselho, para ser preservados, já que o fato tomou grandes proporções.



Cuca Super Legal: De Luto pela morte de Luis Felipe




sábado, 17 de julho de 2010

Algumas coisas que fazemos...

Tenho como certo que constituímos um mistério completo para os nossos filhos. Se fossem capazes de exprimir em palavras a perplexidade que os assalta tantas e tantas vezes, haviam de nos dizer coisas engraçadas... se não gostassem tanto de nós, talvez nos dissessem palavras que haviam de nos fazer corar. Ou talvez nos mandassem dar uma volta.



Talvez nos mandassem... crescer. É que não encontram uma lógica na forma como os tratamos. Ficam baralhados quando, depois de os termos conduzido a um certo estilo de vida, exigimos deles um comportamento exactamente oposto a esse estilo de vida.



E o pior de tudo é que têm razão. Exatamente toda a razão. A lucidez de que dispõem será infantil ou adolescente, mas ainda é lúcida. E nós já não somos muito lúcidos. Vejamos um exemplo de coisas que fazemos.


O menino lá em casa não faz a sua cama de manhã. Não prepara ele próprio a roupa para vestir no dia seguinte. Não arruma o seu quarto. Não prepara o seu lanche. A mãe tem um gosto todo maternal em realizar por ele essas tarefas.



Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.



E, depois, o pai vai levar o menino à escola, mesmo que, indo a pé, demorasse apenas dez ou quinze minutos. É que a chuva, e os atrasos, e o peso da mochila, e o perigo de atravessar a estrada... E, se for na grande cidade, os assaltos... Já uma vez roubaram um relógio do primo dele.



Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.



E, depois, o menino, além de não tratar das suas coisas, também não é envolvido nas tarefas comuns da casa. Porque, se puser a mesa, de certeza que quebra pelo menos um copo. Porque não é de grande ajuda se for preciso pregar um quadro na parede. Porque se sujaria se ajudasse na pintura da sala; e seria preciso, além do mais, andar a tomar conta dele. Porque está muito frio para ser ele a colocar o saco do lixo lá fora...



Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida. Hoje em dia, não mexe um dedo nem sequer para colocar uma cadeira no lugar. Consome as coisas que aparecem feitas, e é capaz de resmungar se não lhe lavaram bem uns tênis, ou se o jantar se atrasou.



Entretanto, chega uma altura em que os pais ficam alarmados. Assustamo-nos quando as coisas chegam a um certo ponto. Quando nos parece que ele está a ficar muito infantil, pouco maduro para a idade. Ficamos em pânico quando o menino teve uma quebra grande no rendimento escolar. Insistimos então com ele para que estude, para que seja responsável na sua vida escolar...



Mas sucede que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passamos anos a fomentar no menino um estilo de vida irresponsável, e agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passamos anos a paparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que se tivesse aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.



É claro que, quando chega a altura em que precisa mesmo de estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, não é capaz de o fazer. Pois é natural que - não tendo sido habituado ao esforço de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa... - não seja capaz do esforço de estudar, que é maior do que os outros.



É escusado levar o menino ao psicólogo. É escusado pensarmos que o problema está em que não sabe estudar, em que desconhece as técnicas de estudo. O problema dele são... os pais. Exatamente.


Seremos capazes de mudar?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mandalas para colorir








Você já deve ter desenhado muitas mandalas. Quantas vezes não rabiscamos figuras circulares enquanto falamos ao telefone ou participamos de uma reunião? Não é por acaso. As mandalas são imagens universais, gravadas no inconsciente de todos nós.


Basta olhar ao redor para ver que a Natureza está cheia de mandalas. Um girassol, um olho ou uma estrela, por exemplo. Mandala, a palavra quer dizer: Círculo em sânscrito! O círculo é a forma perfeita.

Desenhar ou colorir mandalas é uma maneira de trabalhar de forma criativa. É uma atividade que melhora a concentração. A mandala é um quadro cujas cores são a expressão de um momento. Para os hindus, a mandala é o símbolo da presença divina no centro do mundo. 

Essas imagens arquetípicas podem nos ajudar a reunir forças dispersas quando estamos estressados. 


As mandalas e as crianças 

Quando estão com dificuldades para se concentrar, as crianças gostam de rabiscar. E talvez isso explique por que pintar mandalas tem um efeito muito mais rápido e perceptível nas crianças do que nos adultos.

Os psicopedagogos e psicólogos opinam que o trabalho regular com essas imagens estimula o desenvolvimento da personalidade e aumenta a concentração. No caso de crianças com dificuldades para fazer seus deveres escolares, pintar uma mandala antes de encarar a lição de casa tem um efeito tranquilizante e concentra as energias. Crianças mais quietinhas encontram nesse tipo de atividade uma carga de energia e de alegria.

Também é útil para os que estão em crise de desenvolvimento, os que têm problemas de motricidade, os medrosos, os irritáveis ou agressivos. Ao pintar mandalas, a mente entra em um estado de relaxamento no qual as experiências traumáticas, os medos e as tensões podem ser eliminados gradativamente






































quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Prêmio do Dihitt chegou...

Gracias - Merci - Grazie - Danke


Ontem recebi pelo correio o prêmio do concurso "Eu mereço um netbook" do site de notícias Dihitt. Muito emocionante e super gratificante saber que isso só foi possível graças ao apoio e ao carinho dos amigos que votaram, indicaram e valorizaram o trabalho que estamos desenvolvendo.Obrigada também  a Estela e ao Pablo.
Obrigada amigos,  por acreditarem em mim
quando eu achava difícil acreditar em mim mesmo. 

Obrigada por dizerem, algumas vezes,
o que eu realmente precisava ouvir,
em vez do que eu queria que vocês dissessem,
e por terem me mostrado um outro lado a considerar. 

Obrigada por se abrirem comigo,
por confiarem-me seus pensamentos,
suas decepções e seus sonhos,
por saber que vocês podem contar comigo
e por terem pedido minha ajuda quando precisou dela. 

Obrigada por terem posto tanta sabedoria,
cuidado e imaginação na nossa amizade,
por compartilharem tantas coisas boas
e por marcarem tantas lembranças sobre nós.

Obrigada por sempre serem honestos comigo,
serem gentis e sempre presentes quando necessito.

Obrigada por serem  amigos de diferentes e significativas formas.

Obrigada !Beijos e Valeu, moçada! 

Com todo carinho,

Xênia da Matta





terça-feira, 13 de julho de 2010

Sou mais um pela paz

TEMPOS DE PAZ

A paz pode nos parecer cálida, luminosa, forte. Ou calma, fresca e dócil.
Podemos encontrá-la em lugares movimentados e barulhentos. No entanto, pode estar ausente do lugar mais calmo e mais silencioso do mundo.

Paz significa diferentes coisas para diferentes pessoas, em diferentes lugares e em diferentes épocas de suas vidas.

E então...
O que é paz?
 De onde vem ela?
 Onde encontrá-la?
 Como mantê-la?

Para continuar vivos, precisamos de certas coisas. Comida, água, moradia, roupas que nos protejam, ajuda quando estamos doentes ou machucados...

Paz é ter as coisas que se precisa.

Portanto, há coisas de que sentimos falta e que ajudam a tornar boas as nossas vidas.
Pequenas coisas...
Como uma xícara de chocolate quente numa noite de inverno, como um passeio por uma praia deserta, ou um lugar especial onde possamos ficar a sós com nossos amigos.

E coisas grandes....como não sentir medo, como ter oportunidade de estudar e aprender, como saber que somos queridos por nossas famílias ou nossos amigos.

Paz é poder ter pelo menos algumas das coisas que se deseja, ou esperar tê-las ou procurar tê-las um dias.
Cada pessoa é diferente das demais pessoas. As pessoas desejam e precisam diferentes coisas, em diferentes lugares ou em diferentes épocas de suas vidas.

Paz é você poder ser diferente dos outros e os outros poderem ser diferentes de você.


Por que as pessoas diferem uma das outras - suas 
necessidades ou carências nem sempre se
harmonizam entre si, num mesmo lugar,
ao mesmo tempo.


E mesmo quando as pessoas não diferem muito
umas das outras,
as vezes surgem problemas.


Elas podem querer possuir ou usar uma mesma
coisa num mesmo momento.
E talvez então não haja quantidade bastante
dessa coisa
que todas querem
para tocar a vida.


Viver em companhia de outra pessoas significa
que nem sempre se pode ter, na ocasião desejada,
exatamente aquilo que se quer ou se precisa.
significa que, as vezes, nosso sentimento de paz
pode sofrer uma interrupção.
De menor ou de maior importância.


Algumas pessoas tentaram viver isoladas
para que sua paz fosse completa.
Mas isso quase nunca dá certo.
Elas se sentem solitárias -
e na solidão não há paz.


Que fazer quando as necessidades ou desejos das
pessoas parecem não se harmonizar?


Pode haver discussões, palavras irritadas, silêncios
- ou até mesmo brigas.
Isso pode durar muito tempo ou pouco tempo.
Até  um dos lados ganhar.
Até conseguir o que quer ou precisa
e o outro lado desistir.


Aí, a paz se interrompe.


Mas pode acontecer algo completamente diferente.
Um outro tipo de discussão
em que ambos os lados explicam o que querem ou
precisam e por que razão...
Em que um escuta o que o outro tem a dizer.
Em que trabalham juntos na solução do problema,
de modo que ambos os lados possam ter aquilo
que querem e precisam -
pelo menos em parte...


Às vezes, pessoas alheias ao problema
podem ajudar a resolve lo
Dizer se um dos lados está sendo injusto
ou infringindo as regras do debate.


Podem sugerir maneiras de resolver o problema
de modo que a paz não se interrompa.


E às vezes,
entre dois caminhos inconciliáveis,
pode se encontrar um terceiro caminho.
Diferente do que a principio se queria ou precisava.
Mas bom para ambos os lados.


O terceiro caminho talvez até seja melhor para
todos! E o conflito pode ser o começo
de algo novo bom.


Mas o que acontece quando não se acha um terceiro
caminho?
Quando, depois de ter falado, ouvido, pensado...
as pessoas não conseguem  harmonizar seus desejos
ou necessidades?


Ainda assim há outras opções.
Os dois lados podem concordar em afastar se
de modo que nenhum obtenha o que queria a
princípio.
Ou podem fazer um acordo sobre outras coisas que ambos desejem ou necessitem.


Há sempre opções possíveis.


Algumas podem ameaçar a paz,
outras protegê-la.


A cada dia, as pessoas fazem opções de paz
em casa, na escola, no trabalho...


Suas opções afetam os outros, tanto quanto a elas
próprias. (...)


(...) Quando se pensa em quanta dor o rompimento 
da paz tem causado
às famílias, comunidades, países e nações
do mundo todo,
em todos os tempos...


Tem que valer a pena.
A paz tem de ser  o melhor caminho.


Certas pessoas só pensam em paz para si próprias.
Não se importam com aquilo que os outros querem
ou precisam.
Tentam ficar encerradas em seus refúgios de paz,
deixando de fora os problemas das demais pessoas.
talvez isso dê certo durante algum tempo - ou até
durante bastante tempo.
mas, no fim, a unica esperança de tempos de paz
duradoura em nossos lares e comunidades,
em todos os países do mundo - 
é a paz de uma paz que seja verdadeira para todos.


Ela só poderá começar a acontecer
quando mais pessoas trabalharem para que os
outros tenham as coisas que precisam
e pelo menos algumas das coisas que desejam.


Quando mais pessoas trabalharem para assegurar
que todos recebam um tratamento justo.


Ao longo da História, houve muitos pacifistas -
pessoas que trabalharam em favor da paz
tentando tornar a vida melhor para os outros.
trabalharam para que se mudassem as leis e se
partilhassem as coisas de modo mais justo.
A fim de que todos - fossem quem fossem e de onde
fossem- pudessem ter a oportunidade de viver bem.


Ser pacifista significa muitas vezes dizer:"Não!"
Isso pode dar origem a um conflito.
Por que se você acredita que algo é errado ou injusto
- terá talvez de falar e agir.


Mas há muitas maneiras diferentes de falar e agir.
Algumas tem, mais do que outras, possibilidades de
trazer mudanças pacíficas.


o mundo é cheio de mudanças.
mudam as idéias e as crenças, mudam as maneiras
de viver, até o mundo natural muda -
em nossa própria época
em todas as épocas da História.


E nossas idéias do que precisamos
e particularmente desejamos...
mudam também.(...)



devemos pensar em conviver pacificamente com a terra.
Preocupar se com os problemas do mundo
e mesmo enfrentar os seus próprios problemas
não quer dizer que você possa mais ter paz.


Há um tipo especial de paz que vive dentro de você.
Algumas pessoas sentem esse tipo de paz
mesmo em situações de muita dor, medo ou perigo.


diversas filosofias e religiões
pregam essa 'paz" interior.
E como ficar em paz com o mundo.


Paz
não é um intervalo entre tempos de luta
e um espaço onde nada acontece.


Paz
é algo, que
vive,
cresce,
se espalha,
algo que precisa ser cuidado.




Como ser um pacifista


Entre para um grupo de paz.
Informe se a respeito do que está acontecendo no
mundo à sua volta.
Informe se a respeito das diferentes maneiras de
 viver e pensar.
Envolva se nas decisões feitas em seu nome por
pais, professores, conselheiros, políticos...


Mas, primeiro que tudo...
Informe se a seu próprio respeito,
por que você pensa, crê, sente, e age como o faz.
Aprenda a ouvir
e a ver as coisas de outro ponto de vista.
Aprenda a resolver pacificamente os problemas de
sua própria vida - primeiro que tudo.


Isso por que 
a paz começa com você.
No seu quintal.
(...)
Katherine Scholes. Tempos de paz.Tradução de José Paulo Paes, SÃO Paulo, Global, 1999.