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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os dez princípios que Maria utilizou para educar o menino Jesus... 1º príncipio

Maria vivia sua vida como um contrato de risco

Santa família - para colorir -


Educadores respeitados evitam riscos, rejeitam situações novas, não querem ser objeto de rejeição, crítica ou vexame público. Para Maria, ao contrário, sua vida se tornou um contrato de risco.
Desde que aceitou ser mãe do menino Jesus, sua vida tornou-se um palco de surpresas, nem sempre agradáveis. Começou a andar no fio da navalha entre a aceitação e a rejeição, os aplausos e o vexame social.
Se Maria desejasse viver em uma zona de conforto 
jamais seria escolhida. O bebê enquanto se desenvolvesse em seu útero estaria protegido, mas quando fosse expulso para o útero social perderia todo o conforto. Passaria pelos relevos acidentados das dificuldades, pelos desertos mais cáusticos das frustrações.
Antes de estudar os eventos ligados à concepção, quero destacar um fato surpreendente que ocorreu logo após o nascimento do menino Jesus.
Oito dias após o menino ter nascido, os pais foram cumprir o ritual judaico da circuncisão. Passado pouco tempo o levaram para Jerusalém, para apresentá-lo no templo. Logo depois da apresentação apareceu subitamente um homem idoso, com uma intelectualidade incomum, chamado Simeão.
Ao ver a criança, suspirou e agradeceu a Deus e disse: "Agora posso morrer em paz porque meus olhos viram o Senhor"1. Num momento de êxtase, tomou o menino nos braços e proclamou um belíssimo cântico. Suas palavras exaltaram o pequeno menino, revelaram sua missão e encantaram seus pais.
Em seguida, o sábio desconhecido descreveu com precisão cirúrgica um dos mais importantes fenómenos que pautariam a história de Jesus, não apenas no seu tempo, mas em todos os séculos.
Simeão fitou particularmente Maria, penetrando em seus sentimentos, e disse-lhe que o menino não apenas seria grande, mas também alvo de contradições. Estava destinado à ruína e à construção, derrubaria uns e levantaria outros.
A história de Jesus foi tecida por paradoxos. Ele foi amado e odiado, aplaudido e vaiado, recebido com entusiasmo e rejeitado com inigualável fúria. Como pode um homem idoso que nunca havia visto Jesus descrever a linha dorsal dos eventos que o precederiam?
Jesus era incompreensível tanto para os seus discípulos do presente quanto para os do futuro. Ao mesmo tempo que queria se fazer conhecido, gostava de se esconder. Anunciava o enigmático reino de Deus, mas vivia de um modo simples, com amigos simples. Mostrava um poder incomum, mas vivia como um ser humano.
Simeão ainda disse a Maria algo incomum: que Jesus abriria como lâmina a alma humana para expor os pensamentos de muitos. Maria não compreendia o significado dessas palavras, mas não se intimidou diante delas.
Não poderia ser superprotetora, pois o filho que cresceria aos seus pés enfrentaria o sistema social sem nenhuma proteção. Ele exporia destemidamente as discriminações humanas na terra do preconceito. Proclamaria versos sobre o amor incondicional ao próximo num momento histórico em que a vida pouco valia.
RlSCOS DO FUTURO
Riscos e mais riscos era a palavra de ordem na biografia de Jesus. Se Maria tivesse medo dos eventos da vida, não estaria apta para educar o menino Jesus. Se ela, como muitos pais, fosse escrava do medo do futuro, seria despreparada para educar o liomem que mais correria riscos na História.
Jesus não poderia ser educado por uma mãe que temesse a vida. Ele cresceu destemido, sem receio de dissecar a alma humana, expor suas hipocrisias, denunciar a maquiagem que cobria o moralismo religioso, um moralismo que não sabia perdoar, que excluía as pessoas, que parecia "sepulcros caiados", belos por fora, mas insensíveis e inumanos por dentro.
Alguns educadores são controlados pelo medo de falhar, preferem a omissão à ação. Maria preferia a ação. Bons educadores evitam surpresas, a jovem mãe do menino Jesus viveu uma vida pautada por fatos imprevisíveis.
Maria tinha de ser muito mais que uma educadora sensata. Não sabia quais seriam os percalços do caminho, mas estava disposta a ir em frente. Educar é caminhar sem ter a certeza de onde se vai chegar.
Educadores que querem controlar tudo na educação dos seus filhos e alunos e até de seus colegas de trabalho, que têm temor de falhar, acabam transmitindo o que mais detestam: a insegurança e o medo.
Muitos riscos rondam a educação dos jovens. Riscos de desenvolverem transtornos psíquicos, de usarem drogas, de não terem empregos satisfatórios, de serem infelizes em seus casamentos e muitos outros.
O que fazer quando algo der errado com os jovens? Enfiar a cabeça na lama da culpa? Sucumbir no vale do desespero? Não! A culpa excessiva esmaga a lucidez e o desespero esfacela o prazer de viver.
Devemos dar o melhor de nós na educação, mas devemos estar convictos de que não fabricamos a personalidade dos nossos filhos e alunos, apenas a influenciamos. Quem não quer correr riscos está inapto para educar.
Maria talvez quisesse controlar todos os fenômenos ao seu redor, mas sabia das suas limitações e da complexidade da existência. Sabia que não tinha controle sobre os fatos e as circunstâncias.
Quem tem medo da vida nunca a desfrutará plenamente, muito menos extrairá suas riquezas. O medo é um ladrão da psique humana. Um dos maiores riscos que um ser humano corre é viver superficialmente sem se conhecer, sem entender o ladrão que sutílmente habita o secreto do seu ser, espreitando um momento para furtar os melhores dias de sua vida.
Para Alfred Adler, ex-discípulo de Freud, um dos maiores desafios humanos é conhecer seu interior.
Desde que recebeu o convite para conceber o menino Jesus, o mundo da jovem Maria virou do avesso. Ela estava só. A não ser seu futuro marido, ninguém poderia oferecer-lhe o ombro para chorar. Tinha de usar suas lágrimas para irrigar a serenidade e se conhecer para não entrar em desespero.
Tanto na sua biografia como principalmente na do seu filho foram gravadas em letras maiúsculas estas palavras: RISCOS E FATOS IMPREVISÍVEIS.

* Retirado do livro Maria, a maior educadora que ja existiu de Augusto Cury

8 comentários:

Estrela de Órion disse...

Xênia,
Que lindo esse texto sobre Maria!
Esse primeiro princípio foi muito importante, agora só nos resta aguardar pelos próximos nove.
Parabéns pela postagem.
Bjs.

-*Vera Luz*- disse...

Olá Xenia!!

Uma maravilhosa postagem, amo ler os livros de Augusto Cury, pra mim são de uma consciência, que ilumina a mente de quem participa da leitura dos seus livros.

Um abraço,
"Todo o Conhecimento é Luz que Inspira a Alma" -*Vera Luz*-

Xênia da Matta disse...

Obrigada, por comentarem no blog. Beijos

Ministério da saúde disse...

Não conseguiu vacinar seu filho? A vacina contra a paralisia infantil ainda está disponível em toda a rede pública do país. Vá ao posto de saúde mais próximo e imunize todas as crianças menores de cinco anos. A poliomielite é uma doença grave e não existe no Brasil desde 1989. Vamos ajudar a mantê-la longe das nossas casas!

Mais informações: comunicacao@saude.gov.br ou www.formspring.me/minsaude

Carol Schiffer disse...

Olá, querida!
Nossa otimo o texto..
Parabens..primeira vez q venho aqui...mas voltarei mais vezes..
bjos

Valéria Braz disse...

Xênia.... amei, e que forma interessante de ver a história de maria!
Vou aguardar os próximos com muito interesse.
Beijo no coração

Valéria Braz disse...

Xênia.... amei, e que forma interessante de ver a história de maria!
Vou aguardar os próximos com muito interesse.
Beijo no coração

Valéria Braz disse...

Xênia.... amei, e que forma interessante de ver a história de maria!
Vou aguardar os próximos com muito interesse.
Beijo no coração