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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sacramento- MG - O berço do velho Chico (Rio São Francisco)

Em uma região calma nasce um dos mais importantes rios brasileiros, o São Francisco. O Velho Chico, rio da integração nacional, surge como um filete e pouco depois despenca em uma cachoeira esplendida de 200m. Aliás, cachoeira é o que não falta neste chapadão em forma de baú, daí o nome canastra. Mas, assim como os outros parques nacionais, a Canastra também sofre com a falta de fiscalização e os incêndios criminosos.

Nascente do Rio São Francisco

O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 com o intuito de proteger a nascente de um dos rios mais importantes do país, o São Francisco, além de outras nascentes localizadas dentro de seus 71.525 hectares. Seu cenário belíssimo inspirou o pintor francês Jean-Baptiste Debret a pintar a Cachoeira Casca D Anta no século XIX.
A região ecoturística da Serra da Canastra tem mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória e Capitólio. A maior atração é o Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972 para proteger as nascentes do rio São Francisco e tem a portaria principal em Sacramento- Minas Gerais e outra em São Roque de Minas. Dentro do Parque Nacional estão alguns dos mais belos cartões postais do Brasil, como a cachoeira Casca D'Anta, palco de um cascading perfeito de quase 200 metros, e a primeira grande queda do "velho Chico".
cachoeira de Casca d'anta



A região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, possui algumas das mais deslumbrantes e desconhecidas paisagens do Brasil. Durante muito tempo, esteve isolada por precárias estradas de terra e só há poucos anos entrou nos roteiros de viagem como lugar privilegiado para a prática de esportes radicais, vivência ambiental e turismo ecológico.



Aspectos culturais e históricos

A unidade apresenta na extremidade norte uma cultura arqueológica representativa como as pinturas de caverna, agulhas de osso, machados de pedra e cerâmica. Quanto à cultura contemporânea apresenta lendas da localidade e lugares históricos.

Aspectos naturais

O relevo do Parque é caracterizado por dois chapadões: o da Serra da Canastra e o da Zagaia, tendo ainda um perfil plano. As encostas dos chapadões consistem em descidas íngremes e precipícios.

algumas pousadas da região oferecem esportes radicais

Com vegetação típica de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, a flora é representada por canela-de-ema, fruta-de-lobo, pequi e pau-de-colher.

chapadão da Azagaia

A fauna não é muito diversificada e apresenta diversas espécies em extinção: tatu-canastra, lobó-guará e o tamanduá-bandeira. Aves como o tucano-açu, a ema, o canário-da-terra e o curió também são encontradas ali.


lobo guará

Clima

O clima da região é subtropical com temperaturas médias anuais de 17°C no inverno e 23°C no verão. Um bom período para visitar o parque vai de abril a outubro, quando chove menos e as águas das cachoeiras ficam mais cristalinas. Novembro e dezembro são meses de bastante chuva. O mês mais frio é julho e os mais quentes são janeiro e fevereiro. A época ideal para visitação é de abril a outubro.


Atrações


Possui muitas belezas cênicas, algumas de difícil acesso. As mais procuradas são a nascente do rio São Francisco e as partes alta e baixa da cachoeira Casca D’anta. Deve-se visitar também: Cachoeira do Rolinho; Garagem de Pedras (que oferece vista panorâmica do Vale dos Cândidos) e Serra da Babilônia.


capivara em seu habitat natural


Foto de cachoeira nas aproximações do Rio



cenários lindíssimos



Trilhas para mountain bike


Existem lugares apropriados para quem gosta de off road




Para que a sua visita ao Parque alcance os seus objetivos, siga as seguintes instruções:
1) Para sua segurança, a entrada e o consumo de bebidas alcoólicas não são permitidos;
2) A entrada e o uso de equipamentos coletivos de som não são permitidos, por perturbarem a fauna e visitantes;
3) No Parque, só é permitido trafegar nas estradas abertas à visitação. A velocidade máxima é 40 km/hora;
4) Em sua visita ao Parque não colete nada, principalmente plantas, animais e rochas;
5) Para sua segurança a prática de esportes radicais como: rapel, canyoning, tirolesa, pêndulo, escalada e outros não são permitidos no Parque;
6) É permitido fazer churrasco somente na parte baixa do Parque-Portaria Casca D’anta;
7) Em sua visita ao Parque retorne com o lixo para as Portarias, por gentileza;
8) A entrada de animais domésticos no Parque não é permitida;
9) Em Unidades de Conservação não é permitida a entrada de visitantes portando armas, materiais ou instrumentos destinados a corte, caça e pesca;
10) Para sua segurança é aconselhável o uso de sapato fechado, antiderrapante e confortável. (Em caso de qualquer irregularidade, será aplicada multa prevista em Lei).
Infra-estrutura
É aberto à visitação todos os dias, de 8:00 às 18:00 hs e é cobrado um valor pequeno para entrar no parque. O parque conta com Centro de Visitantes e alojamento para pequenos grupos e pesquisadores. Delfinópolis e São Roque de Minas possuem infra-estrutura simples com pequenos hotéis, pousadas, campings e restaurantes.
Objetivos específicos da unidade
Proteger significativa área que apresenta praticamente todas as fitofisionomias que englobam formações florestais, savânicas e campestres, o que é pouco comum em outras áreas protegidas do Cerrado e ainda área de tensão ecológica entre o Cerrado e a Floresta Atlântica.
Proteger, em estado natural, zonas de recarga e cabeceiras de drenagem inseridas nos Chapadões da Canastra e da Babilônia. Proteger nascentes das bacias dos rios São Francisco, Araguari, Santo Antônio (Norte e Sul), Bateias, Grande e Ribeirão Grande.


* As fotos que ilustram esse artigo foram retiradas das imagens do google, não posso atribuir créditos, se souberem avisem que postarei, ok?

3 comentários:

Estrela de Órion disse...

Xênia,
Que lugar mais maravilhoso!
As fotos são lindas, e pelo que você descreveu em seu texto, esses lugares deveriam ser muito bem preservados, mas, infelizmente, o próprio homem acaba destruindo as belezas da natureza, e muito desse beleza se acaba com o passar do tempo, infelizmente.
Parabéns pela lindíssima postagem.
Bjs.

Xênia da Matta disse...

Verdade. Mas, vale a pena conhecer, viu? beijos.

Xênia da Matta disse...

Verdade. Mas, vale a pena conhecer, viu? beijos.