Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As escolas não ensinam:




Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou em uma conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola.

Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil " para as crianças têm criado uma geração sem conceito da realidade, e como esta política têm levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.

Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais...Bill Gates falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.

Regra 1: A vida não é fácil: - acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3: Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar e arrumar seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto NÃO se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido..., RUA !!!!! Faça certo da primeira vez!

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a noite e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles .

By Bill Gates - Dono da maior fortuna pessoal do mundo, e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a Big Blue (IBM) desde de sua fundação em meados de 1900.... A empresa que construiu o primeiro Cérebro Eletrônico computador) do mundo. 
Fonte:(Autorizado por www.netmarkt.com.br) 

Como proteger seus filhos das drogas...

Muitos pais me perguntam: O que posso fazer para prevenir que meus filhos que não comecem a usar drogas? A Prevenção se inicia muito cedo e dentro de casa. A Família é a principal instituição de socialização, é onde se faz o aprendizado dos valores que serão levados vida a fora.
Uma educação com limites claros, um bom ambiente familiar, sem abusos físicos ou psicológicos, a proximidade afetiva dos pais (ou dos cuidadores), a capacidade de diálogo verdadeiro entre seus membros, o bom exemplo dos pais, permitem à criança, ao adolescente e ao jovem assimilar conceitos e valores mais consistentes.

Se aliarmos a convivência da família, com uma orientação e prática espiritual/ religiosa, teremos então formado a base de um Ambiente Familiar que classificamos como Protetor.
Este ambiente demonstra ser bem efetivo para prevenir não só o uso de drogas, mas também a delinqüência, a violência e outros riscos à saúde, como a gravidez juvenil.
A Criança e o Jovem na sociedade contemporânea: uma transição complexa para o mundo adulto dos dias de hoje:
Nossa sociedade atualmente prega “valores” tais como:
  • a auto-realização em primeiro lugar,

  • o prazer acima da responsabilidade,

  • a apologia ao individualismo, 

  • a valorização do poder de consumo, onde TER é mais importante do que SER,

  • o escancaramento da intimidade,

  • as relações pessoais e sexuais transitórias, sem a necessidade de envolvimento sentimental.
    A Família está sofrendo com o afrouxamento de laços familiares.
    Atitudes que estatisticamente são eficazes para a prevenção primária do uso de drogas, vão muitas vezes, na contra-mão destes “valores” disseminados na sociedade pós-moderna.
    Temos evidências bem documentadas, de eficácia na prevenção com as seguintes atitudes:

  • Atender as necessidades básicas da criança e do jovem: afeto, atenção, alimentação, saúde, educação e lazer.

  • Treinar nas crianças e jovens, em habilidades e competências sociais, no sentido de se sentirem satisfeitos com a interação social. Lembramos que as competências sociais não são traços de personalidade, e podem ser aprendidos e desenvolvidos mediante estímulos.

  • Melhorar performance acadêmica e a ligação com família e a escola. Evitar a evasão escolar.

  • Evitar o trabalho precoce, buscar outros meios de melhoria da renda familiar.

  • Estabelecer normas e limites claros contra o uso de álcool, tabaco e outras drogas. Ter uma atitude coerente sobre o que se fala, frente ao que se faz com relação ao uso de drogas. Não passar dupla mensagem.

  • Reduzir disponibilidade de álcool e tabaco. Não incentivar o consumo dentro de casa.

  • Dar o exemplo. Dar limites. Dar Amor. Evitar a violência física e psicológica.

  • Cobrar responsabilidades adequadas à faixa etária e a capacidade intelectual- emocional da criança e do jovem. Evitar estresse e angústias desnecessárias.

  • Construir dia a dia, um diálogo e uma convivência construtiva, baseada na verdade.

  • Monitorar as amizades e os ambientes que freqüentam. Nem tudo que “está na moda” ou “é usual”, é bom ou adequado!

  • Monitorar conteúdos de sites, vídeos-games, o acesso ao celular e filmes, evitando a exposição a conteúdos violentos ou inadequados à capacidade de compreensão e elaboração emocional da criança e do adolescente.
    Fazendo foco em situações de maior risco: Quando é mais importante prestar mais atenção:

    Genética e ambiente:

    Quando há outros casos na família ( avós, pais, tios, primos...) que tenham transtornos emocionais, tais como dependência química, outros transtornos do impulso, déficit de atenção, hiperatividade, etc..
    Quando falta tempo no convívio diário e os pais tem dificuldade de impor limites no tempo restante:

    Muitas vezes surge um sentimento de culpa por estar fora o dia inteiro e os pais tentam “comprar o afeto dos filhos”.
    • Muitas vezes as mães que exercem dupla jornada (casa e trabalho) estão esgotadas ao final do dia, e não tem energia para cumprir seu papel de educadoras.
    • Crescer sem os dois pais pode ser um fator de risco. Exige um duplo esforço e redobrada atenção de quem fica cuidando da criança.
    • Em situações de separação dos cônjuges é importante amparar emocionalmente a criança e continuar mantendo diálogo. Vale lembrar que estatisticamente famílias onde não há separação e divórcio tem menor incidência de consumo de drogas.
    • Muitas vezes na separação dos pais há o declínio da função do pai: menor autoridade ou menor presença na vida dos filhos. Diluição do papel do pai por distância física e/ou emocional (ex: “pai” de final de semana). Ter boa relação com o pai é sempre um fator protetor.
    • Quando o foco da família está voltado primordialmente para aos filhos e os pais têm a crença que a criança “tem todos os direitos e o único dever é de fazê-las feliz” ou “meu filho vai ter tudo aquilo que eu não tive”.
    • Nestas situações é comum ficar inadequadamente tudo muito fácil, não dando a oportunidade para que a criança possa valorizar suas próprias conquistas.
    •    Quando a criança está submetida ao estresse constante, em situações de competitividade e exigências cada vez maiores, acima de sua capacidade de suportar.

    Se você é familiar de alguém que está entrando ou já entrou no mundo das drogas, procure ajuda e orientação imediatamente. Não se omita e não faça de conta que não está vendo. Com o tempo, este problema tende a piorar.
    Frases ou colocações do tipo:
    “O problema começou quando descobri que ele estava usando drogas...”
    “Meu marido é ótimo, só fica agressivo quando bebe..”.
    “Eu eduquei bem. Isto nunca vai acontecer com meu filho...”
    “A culpa é daqueles amigos dele, que são más companhias...”
     “Se houver algum problema de drogas na escola, a escola que resolva... !”
    “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço...!”
    “Já cansei de dizer para ela parar de fumar...”

    Simplesmente, desgastam e não resolvem a questão!


  • domingo, 26 de setembro de 2010

    Com amigos se vai mais longe





    Você tem muitos amigos? Cultiva as suas amizades? Vez por outra, costuma se decepcionar com elas? Ter verdadeiros amigos é uma tarefa que parece estar ficando a cada dia mais complexa. O ritmo acelerado de vida dos dias atuais, muitas vezes, dificulta ou mesmo nos impede de dedicar algum tempo para cultivar boas amizades. Nas grandes metrópoles, por exemplo, as pessoas costumam estar sempre muito ocupadas e já não é tão fácil ter amigos de verdade.

    “Com um amigo ao lado, nenhum caminho é longo demais”

    Ditado japonês

    Recentemente, me dei conta de que precisava praticar algum esporte para manter a saúde em dia. Dai, como havia comprado, alguns anos atrás, um par de raquetes de tênis, decidi que seria hora de usá-las. Fui até um clube próximo a minha casa ver se os horários disponíveis para treinar atendiam ao meu interesse. Como não obtive sucesso, recorri a uma área pública onde há quadras. Lá eu encontrei disponibilidade.

    Foi quando me dei conta de problemas ainda maiores: encontrar um amigo que goste de jogar tênis, que queira praticar comigo e que tenha um nível de desempenho compatível ao meu. Peguei a agenda e comecei a ligar. Dai, descobri que havia mais um outro desafio: localizar alguém que tivesse compatibilidade de agenda comigo. O resultado? Faz quatro meses e ainda não consegui jogar uma única partida.

    “Quem não tem amigo anda como estranho pela terra que ninguém pertence”

    Heinrich Zschokke

    Mas, nunca devemos abandonar a idéia de manter bons amigos. Segundo o filósofo grego Aristóteles, há três tipos de amizade: por interesse, por prazer e por bondade. Para ele as duas primeiras não merecem ser chamada de amizade, pois, quase sempre, duram muito pouco tempo. A verdadeira amizade, segundo ele, é a por bondade. Muitas vezes achamos que temos muitos amigos e, não raro, descobrirmos da pior forma possível que não é bem assim. Durante muitos anos ocupei o cargo dediretor de um grande grupo empresarial. Lá, eu tinha sempre muitos amigos e estávamos sempre em contato nos encontros de almoço, jantare, coquetéis, reuniões etc. Havia até um casal de amigos que passava em minha casa bem cedo, nos finais de semana, para pegar os meus filhos para passear de lancha.

    Depois de alguns anos, deixei a organização para me aventurar numa vida empreendedora. A transição de executivo para micro-empresário não foi nada fácil e as mudanças nos hábitos familiares, também, não. Meus filhos de três e cinco anos, por exemplo, não entendiam por que não eram mais convidados para dar uma volta de barco. Mas, o duro mesmo foi ser abandonado por quase todos os “amigos”. Insisti, algumas vezes, em contatá-los, porém não obtive sucesso. As suas secretárias sempre diziam: “o senhor fulano disse que assim que terminar a reunião retornará.” Já se passou quase quinze anos e, muitos deles, ainda não retornaram.

    “Amicus certus in re incerta cernitur” (Conhece-se o verdadeiro amigo na adversidade).

    Cícero

    Porém, a experiência não parou por ai, lembro-me de algumas vezes ter telefonado para alguns amigos e a secretária ser uma novata. Daí, elas sempre perguntavam: “de onde é o senhor?” Como eu não tinha mais certeza de que eles ainda eram meus amigos (já que nunca atendiam ou retornavam os meus contatos) e como eu também não tinha uma empresa ou emprego, o jeito foi improvisar e dizer que eu era da João Caetano (nome da rua em que eu morava e todas pensavam tratar-se de uma empresa). Com eles, o artifício não funcionou muito bem, mas para os novos contatos foi um grande sucesso: eu quase sempre conseguia ser prontamente atendido.

    Todavia, percebi logo que esse não é um fato novo. Afinal de contas, a Bíblia, em Eclesiástico nos revela: “há amigo que é companheiro de mesa, mas que não será fiel no dia de tua tribulação. Na tua prosperidade é como se fosse um outro tu, na tua desgraça ele se afasta de ti. Se és humilhado, estará contra ti e se esconderá da tua presença” (6,10-12).

    “Só através da amizade pode-se conhecer alguém de verdade”.

    Santo Agostinho

    O fato é que a vida costuma nos ensinar que é preciso dedicar algum tempo para cuidar de nossas amizades. Anselm Grün em seu magnífico livro A arte de viver comenta: “quem está sempre ocupado, quem se refugia no trabalho não só não tem tempo para a amizade, mas também é incapaz de ser amigo de alguém. Os melhores amigos não são os bem-sucedidos, mas os deserdados da sorte, os que tomam posição diante da própria ameaça, os que estão conscientes de seus limites e fraquezas. A amizade exige abertura para o outro. Quem afoga seus sentimentos em atividades será incapaz de dividi-los com o amigo. E quem não tem mais nada a dividir não pode ser amigo de ninguém. A amizade só é proveitosa para quem se apresenta em toda sua pobreza”. 

    E você, conhece bem seus amigos? Está cultivando boas amizades? Pois, lembre-se do que disse Santo Agostinho: “Só através da amizade pode-se conhecer alguém de verdade”.

    Pense nisso, boa semana é até breve,

    Evaldo Costa 

    Escritor, Consultor, Conferencista e Professor.

    Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”- www.evaldocosta.com.br. E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com.br.

    Formação da vontade nos filhos

    A palavra educação vem do latim ''educere'', que significa sacar, extrair. A palavra autoridade vem de ''augere'', que quer dizer aumentar. Vemos a estreita relação que existe entre estes dois vocábulos. Como pais e mães, queremos que nossos filhos e filhas sejam autônomos e responsáveis. Para isso temos que desenvolver suas possibilidades, educando sua vontade e motivando seu esforço.
    É a partir dos 4 anos que as crianças reconhecem o que está bem e o que está mal, e, quando têm uso da razão, são capazes de argumentar. Refletiremos, neste contexto, se somos capazes de fazer com que distingam o que está bem do que está mal, e se os progenitores e os familiares do filho ou da filha que se quer educar são um referencial adequado, proporcionando pautas e modelos de ações coerentes com os valores que se quer transmitir.

    Para educar a vontade, temos que nos apoiar na criação de hábitos e nas suas respectivas motivações: 

    1 - Criação de hábitos

    É na primeira infância que devem ser inculcados os hábitos; assim, de modo habitual, os filhos vão fazendo a aprendizagem do esforço. Logicamente cada família tem o seu estilo de vida e suas circunstâncias, se bem que deve haver regras no lar, para fazer-se obedecer e tornar mais agradável a convivência de todos. É necessário manter o costume de se cumprir o que for estabelecido, sempre na mesma hora, embora uma vez ou outra se possa ter a flexibilidade de fazer alguma mudança. Quando  isso ocorrer, devido a circunstâncias extraordinárias, pelo fato de as crianças viverem o momento presente, é aconselhável prever e avisá-las com antecedência.

    A ordem é fundamental na educação. Ter horários para levantar e  para dormir, para as refeições, para o tempo de lazer, para o estudo, para recolher os brinquedos... É conveniente organizar-se, levando-se em conta as possibilidades e limitações do casal, para que não se dê o caso de que, por demasiado perfeccionismo, nos equivocássemos na hora de determinar os objetivos a serem alcançados. Por este motivo, é conveniente prever o horário dos dias de festa e o horário dos  dias de trabalho, os cônjuges  devendo conversar para se porem de acordo e partilharem as tarefas.


    A experiência nos mostra que muitas vezes todo o serviço recai sobre a mãe, erro que é preciso evitar. A organização de um lar não é a mesma de um museu ou de um cemitério, pois onde há vida, há movimento. Deve ser, antes, a obra de um artífice,  em que o amor dos pais para com os filhos marcará os limites daquilo a que se propuserem. A vontade dos filhos se fortalecerá na medida em que ela for exercitada, mediante o cumprimento de suas obrigações diárias. 

    2 - As motivações

    Nossos filhos e filhas precisam sentir o desejo de cumprir aquilo que os pais lhes pedem, e que os ajudará a se tornarem responsáveis. É deste modo que uma atitude positiva estimula a obediência e o cumprimento das normas estabelecidas, com mais entusiasmo.

    Sobre este assunto, convém recordar que a auto-estima de cada um se faz necessária para obedecerem com mais prontidão. Devemos ter claros os objetivos da formação que queremos dar às crianças e adolescentes, bem como dos valores que queremos lhes transmitir.

    Os sucessos que almejamos que os filhos alcancem devem ser acessíveis para que possamos valorizar seu esforço. Se exigíssemos além de suas possibilidades, lhes causaríamos uma constante frustração que os deixaria sem motivação para levar a bom termo aquilo que têm que fazer.
    Por isso, é preciso conhecer com profundidade cada filho ou filha, e pactuar, dialogar, para se chegar a acordos satisfatórios.

    retirado de: Fonte: vidadefamilia.org

    sexta-feira, 24 de setembro de 2010

    DE CAPACHO A MULHER DOS SONHOS





    DEIXE-ME APRESENTÁ-LA À MULHER BOAZINHA

    Todas nós conhecemos uma mulher boazinha. É aqueque se entrega por completo a um homem que mal conhece, sem que ele tenha que investir muito. É a mulher que se dá cegamente porque anseia receber de volta a mesma atenção.
    É a mulher que age de acordo com o que ela acha que o homem gosta ou deseja porque quer manter o relacionamento a qualquer custo. Toda mulher, em algum momento, já passou por isso.

    É verdade que as revistas femininas, em geral, estimulam esse comportamento: “Comece bancando a difícil. Mas no segundo encontro prepare uma refeição dos deuses para ele, crie um ambiente romântico com música suave, champanhe em copos de cristal e luz de velas... Não se esqueça dos guardanapos bordados e dos morangos orgânicos daquela loja maravilhosa a duas horas da sua casa. Depois, sirva tudo usando uma camisola de renda preta.” Essa é uma receita perfeita para quê? Para um desastre.


    Tudo aquilo que perseguimos foge de nós.

    Principalmente quando se trata de homens. Mas com um pequeno detalhe: se você correr atrás dele usando uma camisola de renda preta, primeiro ele vai transar com você... e depois vai sair correndo.
    Por que um homem foge de uma situação como essa? Porque o comportamento da mulher indica que ela não se valoriza suficientemente. A relação é nova e os laços que unem o casal
    ainda são tênues. Entretanto, ela já permitiu que ele tivesse todos os trunfos na mão.
    O fato de a mulher se exceder nas atenções com um sujeito que é praticamente um estranho pode levá-lo a duas conclusões: ou ela está desesperada ou vai para a cama com qualquer
    um. Ou ambas as coisas. O esforço que ela fez não é apreciado.

    E quando o homem começa a perder o respeito por uma mulher que sutilmente se desvaloriza, ele perde também o desejo de se aproximar dela. Com ou sem camisola de renda preta.
    Por outro lado, uma mulher poderosa nunca se mata só para impressionar alguém. Começa preparando algo simples e descontraído. Sem guardanapos bordados. Ela pode até perguntar:
    “Do que é que você gosta?”, como faria com qualquer pessoa amiga. Por isso, seis meses depois, quando a mesma mulher capricha no jantar para o mesmo homem, ele conclui:“Puxa! Eu sou especial para ela!” E não é preciso ter champanhe ou caviar. Se o homem perceber
    o afeto e o cuidado que foram colocados no preparo da refeição, ele vai se sentir um verdadeiro rei. A diferença agora é que o jantar é uma resposta a todo o investimento da parte dele. Como não recebeu tudo de graça, ele valoriza muito mais o que conquistou.


    As mulheres que enlouquecem os homens nem sempre são excepcionais. Em geral, são aquelas que dão a impressão de não se importar muito. Isso não tem nada a ver com joguinhos de conquista. Trata-se de ser muito carente ou de gostar da própria companhia e demonstrar que, de certa forma, você se basta.
    O que aconteceria se você o deixasse perceber que está disposta a dar tudo de si, desde o primeiro dia? Ele acharia que você está desesperada e começaria a testá-la. Isso faz parte da natureza humana. E quanto mais você cedesse, mais ele exigiria. Em pouco tempo, ele a veria como um produto do qual poderá tirar o máximo proveito: “Até onde ela vai? Quanto consiguirei extrair dela?”

    As garotas boazinhas precisam aprender algo que as mulheres poderosas já sabem. As concessões excessivas e a ânsia de agradar diminuem o respeito que o homem tem pela mulher e acabam com a atração que inicialmente os aproximou. Os homens, em geral, não se sentem desafiados quando se vêem diante de uma mulher que não mede sacrifícios para conquistá- los. Elas não oferecem o desafio mental que os homens procuram.

    Por outro lado, as mulheres erram ao imaginar que, se tiverem doutorado, se souberem defender suas idéias em uma discussão sobre política internacional ou se entenderem de investimentos, serão naturalmente capazes de oferecer um estímulo mental ao homem. 
    O desafio mental tem muito mais a ver com a atitude do que com a conversa. Geralmente, a mulher que se faz respeitar e que demonstra não ter medo de viver sozinha constitui um desafio mental muito mais instigante.
    A boazinha comete o erro de estar sempre disponível. “Não gosto de joguinhos”, explica. Assim, ela permite que seu parceiro veja quanto teme perdê-lo, demonstrando claramente que ele tem total domínio sobre ela. Em geral, é nesse momento que a mulher começa a reclamar: “Ele nunca tem tempo para mim. Ele não é mais tão romântico quanto antes.”

    A mulher poderosa está disponível algumas vezes, mas outras não. Porém ela é amável o suficiente para levar em consideração as preferências do namorado quanto ao dia em que ele gostaria de vê-la, de forma que ela possa, às vezes, adaptar seus planos aos desejos dele. A conseqüência disso? Um relacionamento em que ninguém domina ninguém. E a mulher que larga tudo o que está fazendo, a qualquer hora do dia ou da noite, para ir ao encontro de um homem?

    Ele sabe que a controla completamente. Por isso, depois de um tempo, o sujeito passa a sair com os amigos e só telefona à meianoite,  pois sabe que ela virá quando ele quiser. Quando a mulher recebe o telefonema de um homem no meio da noite, pega o carro e sai correndo para encontrá-lo, a única coisa que está faltando é uma placa luminosa no teto do carro com a inscrição: ENTREGA EM DOMICÍLIO.


    Um homem percebe que a mulher oferece um desafio mental quando ele sente que não
    tem total domínio sobre ela. O tempo que vocês passam juntos é revelador. Uma semana depois de conhecer o novo par, a mulher boazinha está sentada em uma cadeira, morrendo de tédio, enquanto ele faz algo de seu interesse, como assistir ao futebol na televisão, limpar o molinete da vara de pescar ou mexer no motor do automóvel. Ela se sente infeliz mas não dá um pio, submetendo-se a uma chateação monumental só para ficar perto dele.

    E como reagir quando o sujeito diz que gosta de louras e você é morena, tem olhos escuros e cabelos pretos? Se você aparecer, no dia seguinte, de cabelos descoloridos combinando com as
    sobrancelhas oxigenadas, não restará dúvida. Ele vai saber que tem total controle sobre você.
    E como age a mulher poderosa? Ela escolhe a cada momento o que a faz mais feliz. Se observar o namorado consertar a vara de pescar a diverte, ela fica ao seu lado. Caso contrário, vai buscar algo que a distraia. Se ele diz que gosta de louras, ela se olha no espelho para examinar a possibilidade de clarear o cabelo. Mas só vai fazer isso se lhe der prazer, sabendo que, se não gostar, é só voltar para a cor original.

    A mulher poderosa pode até ir para a cozinha fazer um prato especial para o parceiro, mas não vai se esmerar em preparar um banquete logo no primeiro encontro. E, se for para a cozinha, é porque gosta. A mulher poderosa não perde tempo refinando as habilidades indispensáveis para “agarrar um marido”.

    Nas primeiras vezes que sai com um homem, ela se concentra simplesmente em ser boa companhia.
    Preste atenção no seguinte: um homem que, desde o início do namoro, está voltado para ele mesmo e para as próprias necessidades provavelmente não será um bom companheiro.Mas
    muitas vezes as mulheres se excedem tanto em atender todos os desejos de seus parceiros – os expressos e os que elas imaginam – que eles se habituam a apenas receber. Pergunte-se: você está se esforçando demais? Não está dando chance a ele de retribuir?

    A base de um relacionamento é estabelecida logo nos primeiros  dias. Desde o início, ele, conscientemente (isso mesmo, conscientemente),  tenta determinar até que ponto conseguirá se dar bem. 

    Os hábitos relacionados ao uso do telefone também são reveladores.  Você espera que ele telefone antes de fazer qualquer  plano? Fica furiosa se ele não telefona ou não aparece? 

    Se a resposta for sim, você mais uma vez está transmitindo o  recado de que ele tem total controle sobre a relação, uma mensagem  que não deve ser dada a alguém que você mal conhece. 

    Algumas vezes o homem não telefona de propósito,  só para ver como você reage.  Faz parte da natureza do homem sondar para ver até que ponto  ele consegue se dar bem. Este mesmo comportamento se observa  em crianças e até em animais domésticos. É um comportamento 
    típico. 

    Recuar também é algo que os homens fazem para se sentirem  mais seguros. Nenhum homem vai dizer: “Querida, preciso  saber o que represento para você.” Em vez disso, ele se retrai 
    para ver a sua reação. Quando você demonstra desamparo ou  indignação, isso dá a ele uma sensação de controle. E se você se  comporta sempre da mesma maneira, com o passar do tempo  ele deixa de enxergá-la como um desafio mental. Mas, se ele não  pode prever sua reação, você passa a representar um desafio. 

    Muitas vezes o homem recua porque precisa de liberdade  para respirar. Se ele se afastar mais tempo do que o normal,  procure aceitar isso com a maior serenidade possível. Dessa 
    forma, ele vai ficar sem saber se você sente saudade (ou melhor,  se precisa) dele. Mas quando o homem percebe que a mulher tem uma carência enorme, o mais provável é que se afaste, por  estar assustado ou desinteressado. 

    Tente não dizer coisas do tipo: “Por que você não me ligou?”  ou “Por que você desapareceu durante uma semana?”. Se você  agir como se isso não tivesse tanta importância (porque você 
    tem vida própria e outras formas de diversão), ele irá procurá la  se estiver de fato interessado. Por quê? Porque não vai achar  que tem total controle sobre você. A visão que você tem de si mesma  influenciará o homem. 

    Isso funciona de duas maneiras. Assim como uma mulher de  aparência normal pode se tornar linda por causa daquilo que  transmite, uma mulher linda pode se torna feia aos olhos de 
    um homem se for muito insegura. 

    Se ele foi atrás de você, é porque a considera atraente. Um  comportamento tranqüilo e seguro irá convencê-lo de que você  é deslumbrante. 

    Você já percebeu que o importante é gostar de si mesma e se  valorizar. Se não consegue isso, procure a ajuda de um terapeuta.  Caso contrário, esses conselhos não surtirão efeito porque 
    sua atitude externa não refletirá uma segurança interna. 

    Então, vamos repetir: nunca admita – nem para você mesma  – que não é bonita. Se você se achar feia, correrá o risco de se  tornar feia para os outros. Gosto é algo subjetivo. O que para 
    um homem é “feio”, para outro, é “lindo”. O primeiro encontro envolve mais a aparência. Nos seguintes, o que conta é a sua  atitude, sua segurança e sua postura.  Aja como se fosse um prêmio e ele acreditará. 

    Outra forma de se rebaixar é comparar-se a outra mulher. Portanto, nunca deixe transparecer quando se sentir ameaçada por uma beldade. Se você quiser fazer com que uma mulher nota 6  passe a valer 12, basta demonstrar que se sente ameaçada. Se  você se mantiver tranquila e segura – mesmo que por dentro a  presença dela a ameace –, seu acompanhante ficará fascinado  por você. E, então, algo curioso acontecerá. De repente, a outra  mulher não parecerá tão ameaçadora. O poder que ela tem é o  que você lhe dá.  

    Homens de qualidade são atraídos por menos, não por mais.  Atitudes discretas são mais estimulantes do que grandes exibições.  Discrição não significa falta de beleza ou ausência de uma  pitada de provocação. Se um homem vê uma mulher elegante  de terninho e coque, já começa a imaginar como ela ficará com  o cabelo solto e sem tanta roupa. Volto a afirmar: a parte mais  difícil não é despertar o interesse masculino, é saber mantê-lo. 

    Muito do processo de construção de um relacionamento sólido  depende do seu autocontrole. Dedique-se, seja companheira,  mas não exagere. Não telefone demais, não passe horas 
    na cozinha fazendo um banquete para ele nem se vista de maneira  excessivamente provocante. Lembre-se: se você vender  a alma para manter um relacionamento, vai ter que pagar a  conta depois. 

    À medida que o relacionamento se aprofundar e você adquirir  confiança, vai se sentir mais segura para saber que atitudes  tomar. Talvez queira se vestir de maneira mais sensual, 
    preparar pratos especiais, inventar novidades excitantes na  cama. Mas aí ele saberá que você faz isso porque o ama e se  sente amada e quer presenteá-lo com suas atenções e cuidados. 


    “Ele tem que me aceitar como eu sou!”, diz a mulher boazinha.  Aceitar? De jeito nenhum, amiga. Acorde. Ele tem é que  ser louco por você. Aceitação não tem nada a ver com isso. Ele 
    aceita um capacho. Mas deseja a princesa encantada. Se você  quer aceitação, procure um grupo de auto-ajuda. Estamos falando  do que o faz suspirar. Tudo começou quando ele era 
    criança. Quando recebeu de presente de Natal algo que não  pediu e com o qual brincou por cinco minutos. O brinquedo  que ele amava era aquele que ficava lá na última prateleira da 
    loja e com o qual ele sonhava. Foi preciso juntar meses de mesada  para comprá-lo. E é desse que ele sempre se lembrará, porque  teve que fazer por merecê-lo. 

    Se a escolha for entre ter dignidade e ter um  relacionamento, a mulher poderosa prioriza 
    a dignidade acima de tudo. 

    A mulher poderosa é a mesma pessoa do começo ao fim do relacionamento.  Ela não se afasta dos amigos, não abre mão da  carreira nem de seus passatempos prediletos. Ela nunca faz concessões  que a violentem para manter o homem a seu lado, não se deixa humilhar e tem consciência do próprio valor. Ao contrário  da boazinha, ela não tolera desrespeito. 

    A mulher poderosa tem enorme respeito por si mesma e faz  as escolhas que contribuem para o seu crescimento. Como ela  não tem medo, é ele quem fica com medo de perdê-la. Como não 
    se mostra carente, o homem começa a sentir necessidade dela.  Como não depende dele, ele passa a depender dela. É como um  ímã ao contrário. A pessoa que é menos dependente do resultado  do relacionamento atrai a outra automaticamente. 

    Pense com carinho na mulher poderosa, porque não se trata  de uma pessoa dominadora, arrogante ou agressiva. Não é uma  mulher rude que fala em um tom de voz áspero. Ela é gentil,  mas firme. Ela diz clara e serenamente a sua verdade e ouve a  dos outros. Ela afirma seu desejo, mas é capaz de negociar e até  de abrir mão de determinadas questões para manter o equilíbrio  do relacionamento. Assim, é mais fácil para o homem lidar  com a mulher poderosa do que com aquela que faz chantagem  emocional, se descontrola ou se submete para prendê-lo. Aqui  estão 10 características que definem a mulher poderosa: 

    1. Ela mantém a própria independência. 

    Não importa se ela é garçonete ou empresária. Ela gosta do que  faz e da capacidade de se sustentar com seu trabalho. 

    2. Ela não corre atrás do homem. 

    A lua, o sol e as estrelas não giram em torno dele. Ela não corre  atrás do homem nem vigia seus passos. Ele não é o centro do  Universo. 

    3. Ela é misteriosa. 

    Existe uma diferença entre ser verdadeira e dizer tudo o que  sente. A mulher poderosa escolhe o que quer revelar e tem um  universo próprio. Nesse sentido, ela é imprevisível e desperta a  curiosidade. 


    4. Ela deixa espaço para que ele sinta saudade. 

    Ela não o vê todas as noites, não deixa longas mensagens em  sua caixa postal nem se torna íntima da secretária dele logo  após o primeiro encontro. Os homens gostam de sentir falta da 
    mulher – isso os estimula. 

    5. Ela procura resolver os próprios problemas. 

    Ela não despeja sobre ele suas preocupações, sobretudo no início  do relacionamento. Busca outros recursos, reflete e, se acha  conveniente, divide com ele as questões resolvidas. Procura 
    acalmar-se antes de conversar. 

    6. Ela mantém o controle. 

    Ela vai devagar, principalmente quando ele tem pressa. Ela se  move no próprio ritmo, e não no dele, evitando que ele assuma  o controle sobre ela. 

    7. Ela não perde o senso de humor. 

    O senso de humor dá leveza à relação e demonstra seu desprendimento.  Entretanto, ela é capaz de tratar com seriedade  qualquer questão que ele levante. 

    8. Ela se valoriza. 

    Quando ele a elogia, ela agradece e não tenta convencê-lo de  que está enganado. Ela não pergunta sobre a ex-namorada dele  e não compete com outras mulheres. 

    9. Ela tem paixão por outras coisas além dele. 

    Uma mulher com múltiplos interesses é muito mais fascinante  do que aquela cujo único foco parece ser o homem. Como ela  tem vida própria e independente, ele terá uma parceira com 
    quem trocar experiências. E a mulher poderosa não se sente sozinha  e relegada a segundo plano quando ele está ocupado com  outras coisas. 

    10. Ela trata o próprio corpo com gosto e entusiasmo. 

    Ela cuida da aparência e da saúde. A auto-estima e o respeito de  uma pessoa por si mesma se refletem na aparência física. Ela  não deixa de usar batom vermelho porque ele não gosta dessa  cor. Também não abre mão de se cuidar só para ficar mais  tempo com ele. Mesmo porque um homem que não deseja que  a mulher se cuide não merece qualquer atenção. Fuja dele! 


     Retirado do livro: Um guia para você deixar de ser boazinha e se tornar irresistível 
    SHERRY ARGOV

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    Desenhos para colorir e imprimir grátis


    Chico Bento


    Chico Bento





    Digimon

    Digimon




    digimon
    digimon














    A força dos sentimentos - ( Maria Cristina Milred)



    Sentimentos versus Comportamentos

    Muitas vezes podemos nos livrar de comportamentos negativos e até sintomas simplesmente deixando nossos sentimentos se expressare livremente. Isto deveria ser automático mas as pessoas sentem-se culpadas pelos sentimentos chamados “negativos” e bloqueiam sua percepção.

    Suponhamos que eu dissesse: “Sinto-me culpada por gostar da cor vermelha e não amarela”. Todos ficariam surpresos porque gostar ou não de uma cor é aceito pela sociedade. Mas se eu disser: “Não gosto de fulano” já não teria a mesma aprovação geral. Porque, se ambos são expressões , de gostar ou não? Simplesmente porque no segundo caso existe um juízo de valor: Não é bom não gostar de alguém (ou pelo menos falar sobre isso).

    Porém, nós não deveríamos nos sentir culpados pelos nossos sentimentos. Eles existem como parte de nós e devemos aceitá-los como aceitamos nossa altura ou que não temos habilidade para desenhar.

    Quando a pessoa aceita realmente seus sentimentos, não precisa desperdiçar preciosa energia psicológica para bloqueá-los, energia que poderia, então, utilizar de um modo mais produtivo.

    Eu posso ouvir a resposta de vocês: “Não dá para aceitar os sentimentos negativos, assim a sociedade seria um caos, todo mundo brigando com todo mundo...”

    Pelo contrário, se todos nós aceitássemos nossos sentimentos, o relacionamento social e toda nossa vida melhorariam muito, porque não devemos confundir sentimentos com comportamento.

    Eu devo aceitar todos meus sentimentos, mas não os comportamentos provocados por eles. Essa diferenciação é muito importante e é básica no nosso caminho de autoconhecimento. Os sentimentos são uma parte fundamental de nós e querem se manifestar. Se são bloqueados, vão se acumular e criar uma pressão psicológica cada vez maior até serem expressos muitas vezes de formas violentas, que poderiam ter sido prevenidas.

    Em psicologia, como em física, “nada se perde, tudo se transforma”.Se eu não aceitar meus sentimentos normalmente, eles vão se manifestar através de sintomas e até doenças psicossomáticas. Pelo contrário, se eu tomar consciência desses sentimentos “negativos” (tristeza, raiva, frustração) e aceitá-los como parte da minha personalidade nesse momento, vou poder lidar com eles de um modo muito mais amadurecido.

    Porque estou enfatizando “nesse momento”? Porque, apesar do medo que as pessoas têm geralmente para aceitar esses sentimentos, eles não são eternos. Normalmente, são reações a estímulos externos e se não os bloquearmos, vão se expressar de um modo adequado e desaparecer sem traumas.

    Mas se nós não aceitamos esses sentimentos, eles não desaparecem, ficam dentro de nós, esperando pelo momento de serem extravasados de forma mais violenta, ou então, disfarçadamente, através dos sintomas.


    Condicionamento de sintomas

    Suponhamos que você está zangado com um amigo, discute com ele e sem querer, bate o braço na mesa. Depois das explicações de seu amigo, você se acalma e os dois voltam a estar bem...mas o braço continua doendo.
    Porque a dor continua, se ela começou por você estar exaltado e agora já esta calmo? Porque você entrou na área física e ela tem suas próprias regras que devem ser respeitadas.

    Assim, apesar da dor ter começado por um motivo psicológico (a discussão) agora é um elemento físico, que vai seguir suas próprias leis. Esse é o motivo pelo qual muitas vezes, só saber a causa de um problema psicológico ou de um sintoma, não é suficiente para acabar com ele. (É também de onde vem o descrédito para as terapias longas que parecem não ter efeito algum).
    O que acontece e que o corpo “decora” um tipo de reação perante os problemas, e quanto mais se repete esse padrão de comportamento, mais difícil é modificá-lo. Por isso é tão importante prevenir esses comportamentos negativos e não deixar que eles se determinem as suas reações.

    Você repetiu muitas vezes as tabuadas como criança até conseguir memorizá-las e hoje sua lembrança é automática. Do mesmo modo, o corpo “aprende” a reagir perante os estímulos. Por exemplo, você reage com taquicardia ao enfrentar uma situação que o atemoriza, e quanto mais se repete esse conjunto: situação mais taquicardia, o condicionamento se torna mais forte e mais difícil de neutralizar.

    Por isso, quanto mais tempo passa, o condicionamento é mais difícil de desaparecer, e vai contaminando até situações parecidas, que começam então, provocar a mesma taquicardia.

    Como exemplo de condicionamento podemos analisar o caso da Margarida. Ela veio no consultório porque não conseguia mais guiar. Após ter recebido sua carteira de motorista aos 20 anos, começou guiar, sempre com muito medo do trânsito mas se locomovendo normalmente.

    Um dia presenciou uma batida muito forte em um túnel e a partir desse momento, começou a ter uma certa apreensão e evitar os túneis porque eles provocavam um batimento exagerado do coração e uma forte sensação de medo.

    A Margarida tentou não dar importância a esses sentimentos até que começou sentir o medo não só nos túneis mas cada vez que ia começar a guiar. No fim, eles se tornaram tão fortes que só de pensar em guiar, tinha taquicardia e sensação de tontura até que ela desistiu completamente de guiar.

    Ainda assim, evitar passivamente a situação que provocava esses sentimentos não resolveu o problema porque seu organismo começou a reagir com as mesmas sensações perante qualquer situação um pouco diferente das que ela estava acostumada, até fazer com que a Margarida procurasse ajuda psicológica.

    Este é um caso típico de reação fóbica a um estímulo real (a batida) mas muitas vezes a causa do sintoma é bem menos compreensível; por isso é tão importante analisarmos os sentimentos que estão presentes quando aparece o sintoma para evitar os condicionamentos negativos.



    Condicionamentos negativos

    Como sempre, um exemplo real vai mostrar este processo com claridade: Em uma ocasião, uma menina de doze anos, Adriana, foi trazida pelos pais, porque ela tinha sido assaltada enquanto voltava a casa da escola, bem perto da sua residência, e estava apresentando uma série de problemas.

    Como foi um episódio violento, com o assaltante brandindo um revólver e ameaçando matá-la, Adriana sofreu um trauma muito grande e sua reação foi de um medo contínuo, que não a deixava mais sair de casa sozinha.

    Essa situação foi piorando ao extremo que após três semanas não queria sair nem na companhia dos pais, perdendo então aulas na escola e, em geral, limitando muito sua vida e a de toda a família. Foi nesse momento que os pais a trouxeram com grande esforço e eu tive a oportunidade de resolver o problema só em uma sessão. Milagre?

    Claro que não! Felizmente Adriana não tinha tido muito tempo para condicionar o comportamento de fuga e, por esse motivo, as sugestões positivas tiveram um efeito imediato.
    Como foi conseguido? Simplesmente a estimulando para fazer exatamente o que toda a família estava tentando evitar: que ela mentalizasse de novo a situação do assalto, deixando vir todas as emoções de medo, impotência, raiva, que tinham sido reprimidas.

    Apesar das resistências da Adriana, eu a estimulei para ela primeiro sentir e logo identificar suas emoções. Após a primeira parte, do “choque emocional”, ela conseguiu falar sobre cada uma dessas emoções e vê-las como reações normais à situação.

    Na segunda parte, nós analisamos a diferença entre essas emoções e o comportamento de fuga que elas estavam provocando. 
    Nesse momento, Adriana percebeu a energia que estava dentro dela, provocando esses comportamentos de fuga, e pode então, direcionar toda essa força para mentalizar comportamentos positivos, como se ver caminhando novamente sozinha. Ela conseguiu diferenciar entre os sentimentos de medo e os  comportamentos negativos que estavam sendo condicionados um pouquinho mais cada dia.

    Como esses comportamentos negativos ainda não tinham tido tempo de se estruturar, foi mais fácil para ela se livrar deles em uma única sessão.

    Infelizmente, na maioria dos casos as pessoas deixam passar muito tempo entre o começo do sintoma e a procura de uma solução, inclusive porque o comportamento (neste caso de fuga) parece uma reação natural ao acontecido. Porem, nós deveríamos aprender a aceitar o sentimento de medo, mas não o comportamento de fuga, que vai terminar nos prejudicando muito mais.