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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como proteger seus filhos das drogas...

Muitos pais me perguntam: O que posso fazer para prevenir que meus filhos que não comecem a usar drogas? A Prevenção se inicia muito cedo e dentro de casa. A Família é a principal instituição de socialização, é onde se faz o aprendizado dos valores que serão levados vida a fora.
Uma educação com limites claros, um bom ambiente familiar, sem abusos físicos ou psicológicos, a proximidade afetiva dos pais (ou dos cuidadores), a capacidade de diálogo verdadeiro entre seus membros, o bom exemplo dos pais, permitem à criança, ao adolescente e ao jovem assimilar conceitos e valores mais consistentes.

Se aliarmos a convivência da família, com uma orientação e prática espiritual/ religiosa, teremos então formado a base de um Ambiente Familiar que classificamos como Protetor.
Este ambiente demonstra ser bem efetivo para prevenir não só o uso de drogas, mas também a delinqüência, a violência e outros riscos à saúde, como a gravidez juvenil.
A Criança e o Jovem na sociedade contemporânea: uma transição complexa para o mundo adulto dos dias de hoje:
Nossa sociedade atualmente prega “valores” tais como:
  • a auto-realização em primeiro lugar,

  • o prazer acima da responsabilidade,

  • a apologia ao individualismo, 

  • a valorização do poder de consumo, onde TER é mais importante do que SER,

  • o escancaramento da intimidade,

  • as relações pessoais e sexuais transitórias, sem a necessidade de envolvimento sentimental.
    A Família está sofrendo com o afrouxamento de laços familiares.
    Atitudes que estatisticamente são eficazes para a prevenção primária do uso de drogas, vão muitas vezes, na contra-mão destes “valores” disseminados na sociedade pós-moderna.
    Temos evidências bem documentadas, de eficácia na prevenção com as seguintes atitudes:

  • Atender as necessidades básicas da criança e do jovem: afeto, atenção, alimentação, saúde, educação e lazer.

  • Treinar nas crianças e jovens, em habilidades e competências sociais, no sentido de se sentirem satisfeitos com a interação social. Lembramos que as competências sociais não são traços de personalidade, e podem ser aprendidos e desenvolvidos mediante estímulos.

  • Melhorar performance acadêmica e a ligação com família e a escola. Evitar a evasão escolar.

  • Evitar o trabalho precoce, buscar outros meios de melhoria da renda familiar.

  • Estabelecer normas e limites claros contra o uso de álcool, tabaco e outras drogas. Ter uma atitude coerente sobre o que se fala, frente ao que se faz com relação ao uso de drogas. Não passar dupla mensagem.

  • Reduzir disponibilidade de álcool e tabaco. Não incentivar o consumo dentro de casa.

  • Dar o exemplo. Dar limites. Dar Amor. Evitar a violência física e psicológica.

  • Cobrar responsabilidades adequadas à faixa etária e a capacidade intelectual- emocional da criança e do jovem. Evitar estresse e angústias desnecessárias.

  • Construir dia a dia, um diálogo e uma convivência construtiva, baseada na verdade.

  • Monitorar as amizades e os ambientes que freqüentam. Nem tudo que “está na moda” ou “é usual”, é bom ou adequado!

  • Monitorar conteúdos de sites, vídeos-games, o acesso ao celular e filmes, evitando a exposição a conteúdos violentos ou inadequados à capacidade de compreensão e elaboração emocional da criança e do adolescente.
    Fazendo foco em situações de maior risco: Quando é mais importante prestar mais atenção:

    Genética e ambiente:

    Quando há outros casos na família ( avós, pais, tios, primos...) que tenham transtornos emocionais, tais como dependência química, outros transtornos do impulso, déficit de atenção, hiperatividade, etc..
    Quando falta tempo no convívio diário e os pais tem dificuldade de impor limites no tempo restante:

    Muitas vezes surge um sentimento de culpa por estar fora o dia inteiro e os pais tentam “comprar o afeto dos filhos”.
    • Muitas vezes as mães que exercem dupla jornada (casa e trabalho) estão esgotadas ao final do dia, e não tem energia para cumprir seu papel de educadoras.
    • Crescer sem os dois pais pode ser um fator de risco. Exige um duplo esforço e redobrada atenção de quem fica cuidando da criança.
    • Em situações de separação dos cônjuges é importante amparar emocionalmente a criança e continuar mantendo diálogo. Vale lembrar que estatisticamente famílias onde não há separação e divórcio tem menor incidência de consumo de drogas.
    • Muitas vezes na separação dos pais há o declínio da função do pai: menor autoridade ou menor presença na vida dos filhos. Diluição do papel do pai por distância física e/ou emocional (ex: “pai” de final de semana). Ter boa relação com o pai é sempre um fator protetor.
    • Quando o foco da família está voltado primordialmente para aos filhos e os pais têm a crença que a criança “tem todos os direitos e o único dever é de fazê-las feliz” ou “meu filho vai ter tudo aquilo que eu não tive”.
    • Nestas situações é comum ficar inadequadamente tudo muito fácil, não dando a oportunidade para que a criança possa valorizar suas próprias conquistas.
    •    Quando a criança está submetida ao estresse constante, em situações de competitividade e exigências cada vez maiores, acima de sua capacidade de suportar.

    Se você é familiar de alguém que está entrando ou já entrou no mundo das drogas, procure ajuda e orientação imediatamente. Não se omita e não faça de conta que não está vendo. Com o tempo, este problema tende a piorar.
    Frases ou colocações do tipo:
    “O problema começou quando descobri que ele estava usando drogas...”
    “Meu marido é ótimo, só fica agressivo quando bebe..”.
    “Eu eduquei bem. Isto nunca vai acontecer com meu filho...”
    “A culpa é daqueles amigos dele, que são más companhias...”
     “Se houver algum problema de drogas na escola, a escola que resolva... !”
    “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço...!”
    “Já cansei de dizer para ela parar de fumar...”

    Simplesmente, desgastam e não resolvem a questão!


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