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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A força dos sentimentos





É importante diferenciar bem entre sentimentos e pensamentos para poder usá-los do melhor modo possível na nossa vida diária, e especificamente, nas técnicas desenvolvidas na segunda parte deste trabalho. 
O pensamento é um conceito lógico, que segue uma estrutura definida e está sempre associado a um conteúdo claro, por exemplo, penso em uma casa e posso imaginar algo que vai ter certos elementos reconhecíveis por todos; pode ter um ou dois andares, poucos ou muitos 
quartos, mas vai sempre ter algum tipo de portas e janelas. 
Se eu falo “a casa da minha infância”, eu incorporo outro elemento que é o sentimento. Não só vou ter uma representação mental de um objeto, mas agora vai estar carregada com sensações e sentimentos que vem da minha vida nessa casa e que vão ser positivos e/ou negativos. 
Ou seja, o pensamento como está definido aqui, é neutro, intelectual, enquanto que o sentimento traz uma série de outros elementos psicológicos, conscientes e inconscientes. Porque é tão importante essa diferenciação? Porque nós percebemos um estímulo ou uma situação, não como ela é objetivamente, mas como ela é para nós, de acordo à nossa história pessoal. Isso é normal até um certo ponto mas quando a distorção, a diferença entre a situação real e o modo como a percebemos, é muito grande, vamos ter problemas de adaptação. 
No caso da fobia, por exemplo, uma situação externa negativa é percebida como um estímulo tão grave e ameaçador que “paralisa” inconscientemente a pessoa e ela não consegue reagir do modo adequado. 
Todas as suas energias ficam bloqueadas e por esse motivo não consegue se defender e agir normalmente. Nesse momento, seus sentimentos se sobrepõem aos pensamentos lógicos e sua reação não vai ser adequada à situação. 
Um dos propósitos principais destas páginas é aprender a lidar com os estímulos negativos, deixar vir e identificar os sentimentos, mas não permitir que eles dominem nosso comportamento. 
As nossas reações vão estar cada vez mais ligadas, então, às características reais das situações, evitando o medo e a preocupação excessiva e liberando assim energia psicológica para curtir cada vez mais nossa vida. 

É importante diferenciar bem entre sentimentos e pensamentos para poder usá-los do melhor modo possível na nossa vida diária, e especificamente, nas técnicas desenvolvidas na segunda parte deste trabalho. 

O pensamento é um conceito lógico, que segue uma estrutura definida e está sempre associado a um conteúdo claro, por exemplo, penso em uma casa e posso imaginar algo que vai ter certos elementos reconhecíveis por todos; pode ter um ou dois andares, poucos ou muitos 
quartos, mas vai sempre ter algum tipo de portas e janelas. 

Se eu falo “a casa da minha infância”, eu incorporo outro elemento que é o sentimento. Não só vou ter uma representação mental de um objeto, mas agora vai estar carregada com sensações e sentimentos que vem da minha vida nessa casa e que vão ser positivos e/ou negativos. 

Ou seja, o pensamento como está definido aqui, é neutro, intelectual, enquanto que o sentimento traz uma série de outros elementos  psicológicos, conscientes e inconscientes. 

Porque é tão importante essa diferenciação? Porque nós  percebemos um estímulo ou uma situação, não como ela é objetivamente,  mas como ela é para nós, de acordo à nossa história pessoal. Isso é normal até um certo ponto mas quando a distorção, a diferença entre a situação real e o modo como a percebemos, é muito grande, vamos ter problemas de adaptação. 

No caso da fobia, por exemplo, uma situação externa negativa é percebida como um estímulo tão grave e ameaçador que “paralisa” inconscientemente a pessoa e ela não consegue reagir do modo adequado. 

Todas as suas energias ficam bloqueadas e por esse motivo não consegue se defender e agir normalmente. Nesse momento, seus  sentimentos se sobrepõem aos pensamentos lógicos e sua reação não vai ser  adequada à situação. 

Um dos propósitos principais destas páginas é aprender a lidar com  os estímulos negativos, deixar vir e identificar os sentimentos, mas não  permitir que eles dominem nosso comportamento. 

As nossas reações vão estar cada vez mais ligadas, então, às  características reais das situações, evitando o medo e a preocupação excessiva e liberando assim energia psicológica para curtir cada vez mais nossa vida. 

Sentimentos versus Comportamentos 

Muitas vezes podemos nos livrar de comportamentos negativos e até sintomas simplesmente deixando nossos sentimentos se expressarem livremente. Isto deveria ser automático mas as pessoas sentem-se culpadas pelos sentimentos chamados “negativos” e bloqueiam sua percepção. 

Suponhamos que eu dissesse: “Sinto-me culpada por gostar da cor vermelha e não amarela”. Todos ficariam surpresos porque gostar ou não de uma cor é aceito pela sociedade. Mas se eu disser: “Não gosto de fulano” já não teria a mesma aprovação geral. Porque, se ambos são expressões afetivas, de gostar ou não? Simplesmente porque no segundo caso existe um juízo de valor: Não é bom não gostar de alguém (ou pelo menos falar sobre isso). 

Porém, nós não deveríamos nos sentir culpados pelos nossos sentimentos. Eles existem como parte de nós e devemos aceitá-los como aceitamos nossa altura ou que não temos habilidade para desenhar. 

Quando a pessoa aceita realmente seus sentimentos, não precisa desperdiçar preciosa energia psicológica para bloqueá-los, energia que poderia, então, utilizar de um modo mais produtivo. 
Eu posso ouvir a resposta de vocês: “Não dá para aceitar os sentimentos negativos, assim a sociedade seria um caos, todo mundo brigando com todo mundo...” 
Pelo contrário, se todos nós aceitássemos nossos sentimentos, o relacionamento social e toda nossa vida melhorariam muito, porque não devemos confundir sentimentos com comportamento. 
Eu devo aceitar todos meus sentimentos, mas não os comportamentos provocados por eles. 
Essa diferenciação é muito importante e é básica no nosso caminho de autoconhecimento. Os sentimentos são uma parte fundamental de nós e querem se manifestar. Se são bloqueados, vão se acumular e criar uma pressão psicológica cada vez maior até serem expressos muitas vezes de formas violentas, que poderiam ter sido prevenidas. 
Em psicologia, como em física, “nada se perde, tudo se transforma”. Se eu não aceitar meus sentimentos normalmente, eles vão se manifestar através de sintomas e até doenças psicossomáticas. 
Pelo contrário, se eu tomar consciência desses sentimentos “negativos” (tristeza, raiva, frustração) e aceitá-los como parte da minha personalidade nesse momento, vou poder lidar com eles de um modo muito mais amadurecido. 
Porque estou enfatizando “nesse momento”? Porque, apesar do medo que as pessoas têm geralmente para aceitar esses sentimentos, eles não são eternos. Normalmente, são reações a estímulos externos e se não os bloquearmos, vão se expressar de um modo adequado e desaparecer sem traumas. 
Mas se nós não aceitamos esses sentimentos, eles não desaparecem, ficam dentro de nós, esperando pelo momento de serem extravasados de forma mais violenta, ou então, disfarçadamente, através dos sintomas. 




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