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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Promoção à Saúde Juvenil : Sensibilização de Prevenção ao Uso das Drogas

Resumo 


Por: Paula Mendes

O presente artigo tem como objetivo sensibilizar o adolescente quanto à prevenção ao uso indevido de Drogas, despertando-o para a promoção da saúde. Possibilitar ao jovem a busca de um significado para a sua EXISTÊNCIA. Promover a saúde aos adolescentes, incentivando a uma vida saudável. Oportunizar umas reflexões sobre o uso indevido de drogas. 

Palavra Chaves: Promoção, Saúde, drogas 

Hoje se percebe o indivíduo frágil por estar inserido em um mundo aparentemente descontrolado e desordenado. Centrando-se no ocidente, pode-se dizer que se vive a universalização da economia, a invasão da mídia na sociedade, a perda de qualidade dos modelos de habitação e de consumo, a degradação do ambiente natural e principalmente a velocidade do progresso da ciência e da tecnologia. Enfim, um momento específico, com impactos tanto psíquicos quanto físicos na vida do indivíduo (IANNI, p. 42). 

Diante dessa realidade, vê-se a importância de mobilizar o indivíduo, principalmente os jovens[1], a promover a saúde, estimular a instrução e reflexão, na esperança de que esses possam ser protagonistas das suas próprias vidas. 

A Oficina da Vida, organização não governamental que objetiva promover o protagonismo juvenil, aborda em seus trabalhos o papel do jovem na sociedade, onde este assume a responsabilidade pelo próprio crescimento e usa sua energia para realmente transformar o meio em que vive[2]. Mas para que o jovem alcance o seu protagonismo, ele precisa se conhecer, saber fazer algo muito bem, necessita do conhecimento, do estudo e da ação. 

Por fim, deve conseguir transmitir suas idéias, saber se comunicar. A partir daí, estará atuando como um verdadeiro protagonista juvenil. 

Sabe-se que a juventude é a fase da vida em que se tem maior potencial, é a fase que se recebe maior fonte de informações, tanto positivas quanto negativas. No entanto, o que se percebe é que grande parte da juventude não é preparada para assumir as suas ações e não se preocupa em ser protagonista da sua vida. 

Normalmente os jovens crescem se orientando pela mídia e pela sociedade, com a idéia das pressões geradas pela vida que têm conduzido o corpo humano a respostas desesperadas como a progressão das doenças, a procura excessiva por remédios, as dificuldades de ordem psicológica entre outras, passando pela vida sem senti-la com prazer, simplesmente vivendo por viver. 

No que diz respeito aos adolescentes é comum que eles se sintam dominados pelo seu grupo de iguais e pelos julgamentos que tal grupo traz consigo.Nas palavras de Chesneaux: 

A relação entre narcisismo e indecisão é particularmente clara no caso dos jovens, na medida que são super programadas, aprovisionadas em abundância, superprotegidas no interior de um espaço familiar voltado para si mesmo e são demasiadamente ameaçados no espaço social exterior, perseguidas pela violência [...], agredidas pela publicidade (1996, p.51).

Conhecendo a abrangência do fenômeno das drogas, só resta abrir essa porta do saber e revelar a sua ação, o seu mal. Diante das estatísticas das casas terapêuticas, mais de treze mil adolescentes nos próximos dois anos serão vítimas do grande vulcão da morte. Esse foi o alerta das autoridades participantes da Conferência das Casas Terapêuticas (CARLINI, 2002, p. 8). 

Para trabalhar com o adolescente é importante que o educador o conheça. Isso poderá levá-lo a compreender com mais facilidade as transformações que se apresentam nesta fase e encontrar respostas do porquê das bruscas mudanças que ocorrem nele, assim como os sintomas de insegurança que aparecem sem que o adolescente se aperceba. 
Sessões de debate sobre a adolescência devem oportunizar a compreensão e aceitação das transformações físicas e psicológicas, motivando-o na busca de sua identidade. Esta busca é fortemente influenciada pela identificação com os pais, educadores, grupos de amigos, ou outros ídolos. Encontrando no grupo a identidade ameaçada pelas mudanças, o adolescente sente-se mais protegido, com menos dúvidas e menos conflitos. Aceito e valorizado pelo grupo, transfere para este a dependência da família, aceitando também os seus usos, costumes e rituais. Aí então o perigo do jovem buscar um grupo onde o uso de drogas faça parte dos seus rituais. Diante de tantas alterações, não sendo mais criança e sem os poderes dos adultos, sofre e faz sofrer aqueles com os quais convive. Conforme as lições de Stone, 

Quando um adolescente quer afirmar sua individualidade, ele tende a fazê-lo, levando a moda ao exagero. Em parte porque o indivíduo quer manter-se e em parte para reassegurar-se da solidez de sua nova cultura, ele está sempre procurando intensidade e extremos (1969, p.272). 

O educador deve estar consciente que o adolescente necessita de ajuda, para que possa alcançar um equilíbrio psíquico, tão importante na caminhada em direção à maturidade. Tudo depende da maneira com que o adulto convive com ele. Nessa fase, muitas vezes o indivíduo toma a decisão de experimentar o álcool ou outra droga, pois o período que atravessa se caracteriza pelo desafio às autoridades, às normas, às leis e às instituições em geral; busca novas sensações e descobertas, pelo espírito de aventura, pela curiosidade. O jovem mostra-se crítico em relação a tudo e a todos, especialmente aos valores vivenciados pelos pais, escola e igreja. Seu humor é quase sempre instável: varia da tristeza à euforia, da solidão à sociabilidade. Age impulsivamente, não pensa nas conseqüências de seus atos. Tem atitudes reivindicatórias e de justiça social, muitas vezes exacerbadas. É capaz de passar da rebeldia à delinqüência, caso não haja clareza e orientação quanto aos seus limites. 

Considerando o acima exposto, é fundamental orientá-lo para os riscos existentes decorrentes da curiosidade de experimentar a droga. O uso indevido de drogas tem sido tratado na atualidade como questão de ordem internacional, objeto de mobilização organizada das nações em todo o mundo. Segundo Carlini, 

O que se tem visto por meio da política, várias demonstrações de vontade de querer solucionar essa questão. Como em 2000, a regulamentação do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD, estrutura sistêmica, que tem a finalidade de organizar e integrar as forças nacionais públicas, privadas e não governamentais para o combate ao uso indevido e ao tráfico ilícito de drogas (2002, p. 30). 

Os efeitos negativos trazidos afetam toda a estabilidade das estruturas, ameaçam valores políticos, econômicos, humanos e culturais dos Estados e sociedades, contribuindo para o crescimento dos gastos com internação hospitalar e tratamento médico, para o aumento dos índices de acidentes, de violência urbana e de mortes prematuras, e ainda para a queda de produtividade dos trabalhadores. Geralmente começa com os adolescentes, afetando adultos, idosos, pessoas com ou sem instrução, profissionais especializados ou sem qualificação. Atinge, inclusive, bebês recém-nascidos que herdam doenças ou a dependência química de suas mães toxicômanas (CARLINI, 2002). 

No século XX, a juventude correspondia a uma fase de transição da pré-adolescência a idade adulta, de acordo com a nossa cultura ocidental. Hoje podemos dizer que a adolescência é uma etapa da vida de grande importância e de maior potencialidade, ou seja, esse momento da vida do indivíduo é uma grande oportunidade. Por isso, é uma fase que precisa de orientação e atenção. Conforme explicita Bock et alii, 

A adolescência é uma fase típica do desenvolvimento do jovem de nossa sociedade. Isso porque uma sociedade evoluída tecnicamente, isto é, industrializada, exige um período para que o jovem adquira os conhecimentos necessários para dela participar (1995, p.257). 
Promover a saúde juvenil é um dos objetivos de sensibilização aos adolescentes quanto à prevenção ao uso indevido de drogas, até porque a droga representa para a nossa sociedade um modismo e o acesso a ela é muito fácil, além de sua fama de “prazerosa” ser muito difundida atualmente. A ampliação deste fenômeno, bem como seu caráter evolutivo, causa surpresas à sociedade, especialmente às famílias que reagem, ora com medo, ora com agressividade, à procura de um culpado que as liberte deste mal. 

Diante do contexto em que o ser humano está vivendo, a conscientização é uma alternativa que desponta para o desenvolvimento pessoal, social e econômico de um indivíduo, acompanhando seu processo de constante transformação. Pretendendo estimular no indivíduo a curiosidade, o desejo, provocar a criatividade, o interesse por algo que desperta a vontade de crescer, para que possa, além de acompanhar, participar nas transformações da modernidade de modo efetivo e consciente. 

Referência Bibliográfica 

ADOLESCER:Compreender, atuar, acolher. Projeto Acolher/Associação Brasileira de Enfermagem. Brasília: ABEn, 2001. 

BOCK, Ana, FURTADO, Odair e TEIXEIRA, M. L. Psicologias: Introdução ao Estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 1995, Número de páginas. 

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Adolescentes promotores de saúde. Brasília: 2000. 

CARLINI, E.A. Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil. São Paulo: SENAD, 2002. 

CARVALHO, Vânia. Desenvolvimento Humano e Psicologia. Minas Gerais: UFMG, 1996. 

CHESNEAUX, Jean. Modernidade-Mundo. Rio de Janeiro: Vozes, 1996. 

DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. São Paulo: Poliglota, 2000. 

IANNI, Octavio. A Era do globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997. 

OFICINA DA VIDA. Disponível em: . Acesso em: 09.maio.2004. 
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[1] Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, a adolescência constitui um processo fundamentalmente biológico e vivências orgânicas, no qual se aceleram o desenvolvimento cognitivo e a estruturação da personalidade. Abrange pré-adolescentes (faixa etária de 10 a 14 anos) e adolescentes jovens (dos 15 aos 19 anos) e jovens adultos (dos 20 aos 24 anos) (BRASIL, 2000). 

Um comentário:

SOS_Atitude disse...

Interessante o texto... bem como todo o blog... voltarei eventualmente para "bisbilhotar"!
Gostei mesmo!