Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dia internacional da Mulher - atividades e desenhos para colorir,

Fonte: Blog da Liza

Atividades para o dia da mulher - desenhos para colorir dia da mulher - poesia dia da mulher e modelos de lembrancinha para o dia da mulher:

Dia 08 de Março, dia internacional da mulher.
Dia de quem começou menosprezada, sem voz, sem vez,
Dia de alguém que, talvez,
Nem se sentisse digna de um dia ser homenageada
Não apenas como esposa e mãe,
Como mulher!
Como ser especial, de múltiplos dons e milagres.
O milagre do multiplicar o tempo,
pois a inserção no mercado de trabalho
Te fez exercer vários papéis!
Hoje, teu nome é milagre.
Milagre de mãe, de esposa, de profissional.
Atenção, candura, meiguice e ternura
Preparação para o trabalho, força, fibra, garra, determinação!
Mulher...
Dádiva divina,
Sopro de Deus amenizando as mazelas de nossa espécie,
Mão estendida, mão hábil, mente criativa, destreza e leveza.
Teu dia são todos os dias,
Pois todos os dias vividos por uma mulher
São páginas, pequenos parágrafos
Na linda história, no lindo livro que é a vida inteira
do ser, do estar, fazer, acontecer mulher.
Parabéns pelo seu dia,
Parabéns a todas nós pelo nosso dia, mulheres!
Mulheres de fibra
Que sonham e constroem os alicerces do sonho.
Que querem e vão a luta!
Mulheres reais!
Um beijinho carinhoso a todas!
Liza, Espaço Educar.










SER MULHER É...
Viver mil vezes em apenas uma vida,
é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,
é estar antes do ontem e depois do amanhã,
é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.
Ser mulher é chorar de alegria
e muitas vezes sorrir com tristeza,
é cancelar sonhos em prol de terceiros,
é acreditar quando ninguém mais acredita,
é esperar quando ninguém mais espera.
Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez,
é fazer mil papéis ao mesmo tempo,
é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.
Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito,
é uma dádiva,
é ter dentro de si um tesouro escondido
e ainda assim dividí-lo com o mundo!

♥♥♥

Parabéns para todas as mulheres!
8 de março
Dia Internacional da Mulher

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***

Origem do Dia Internacional da Mulher


O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".Educar.

Educar.










Desterrados de si mesmos





A cena inicial do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é de singular beleza. Forte e leve ao mesmo tempo, ela descreve perfeitamente as agruras de um militante de esquerda em situação de clandestinidade em meados dos anos 70.

Daniel e Bia (Simone Spoladore e Eduardo Moreira, respectivamente) são os pais de Mauro (Michael Joelsas), um garoto de 12 anos. Em função de serem militantes clandestinos, os pais são perseguidos pelos órgãos de repressão da ditadura militar e são obrigados a deixar o filho na casa da avó. O momento em que Mauro olha para o fusca azul que se afasta, deixando-o na calçada com os olhos marejados e com o coração repleto de insegurança, tendo ao fundo a belíssima trilha sonora composta por Beto Villares, é uma das cenas mais bonitas do cinema nacional.

A situação de clandestinidade exigia o abandono de antigas relações familiares e sociais e, em seu lugar, novas relações eram adotadas, uma vez que se trocavam nomes, se mudavam aparências e, em muitos casos, se criavam novos documentos de identidade. Os clandestinos afastavam-se de seus familiares e amigos de profissão. Deixavam suas casas, seus bens, suas roupas. Ou seja: os militantes em situação de clandestinidade passaram a levar, num primeiro momento, uma vida de militância invisível. Sua sobrevivência estava diretamente ligada ao poder de invisibilidade de sua militância política.

Para sustentar essa atuação política invisível, os militantes clandestinos tiveram que montar uma nova rede de sociabilidades que lhes permitisse certa mobilidade de ações. Em sua grande maioria, essa rede era composta por outros militantes em situação de clandestinidade, o que aumentava mais ainda a tensão existente.

Uma característica muito interessante para a sustentação de uma rede de sociabilidades clandestina é o controle necessário sobre a mesma. Ela não pode ser muito pequena a ponto de não expressar capacidade de mobilização, mas também não pode ser muito grande a ponto de representar um risco para a segurança do militante e da própria organização. Seu sucesso e seu fracasso dependem do mesmo fator, portanto, sua agilidade.

Esses militantes em rede dependiam de outro fator fundamental para sua sobrevivência: capacidade para ocupar os espaços a eles destinados no jogo político a que se propunham. Trilhar os itinerários políticos de forma a conseguirem expressar suas ideias era determinante para justificar a existência da própria clandestinidade. Entretanto, esses itinerários não eram determinados exclusivamente pelos militantes ou suas organizações. Em alguns casos, eram levados a se deslocar para esse ou aquele lugar. Nesses deslocamentos eram considerados os objetivos que desejavam alcançar. Compreender a racionalidade que neles se observa é avançar na compreensão dos fatores determinantes para as escolhas políticas de seus atores.

Montando e sustentando essa rede de sociabilidades alternativa, trilhando trajetórias geográficas e ideológicas, os militantes de esquerda em situação de clandestinidade foram debatendo idéias, pontos de vista, produzindo documentos que expressavam suas interpretações do momento político brasileiro.

A condição de militante clandestino era, por tudo que se afirmou acima, uma tentativa radical de manter vivo o desejo de restituir a democracia no Brasil. Exigia inúmeros sacrifícios; o mais difícil de todos era, sem nenhuma sombra de dúvidas, superar o desterro de si mesmo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CIENTISTA COMPROVA O PODER DA PALAVRA






Masaru Emoto, cientista japonês, demonstrou como oefeito de determinados sons, palavras, pensamentos, sentimentos alteram a estrutura molecular da água.
A técnica consiste em expor a água a esses agentes, congelá-la e depois fotografar os cristais que se formam com o congelamento.















Se um simples obrigado muda uma molécula de água, imaginem o que uma prece, palavras de amor, fraternidade, encorajamento, amizade, podem fazer percorrendo nosso corpo carregado de água. Se acontece fora do nosso corpo, ocorrerá dentro dele também, cada vez que agirmos com amor e retidão!
Mas convém lembrar que o inverso também ocorrerá com palavras ou sentimentos de ódio, inveja, vingança,etc. E é com isso que a gente pode adoecer, com água carregada de energia má e destrutiva. Muitas doenças começam a partir de nós! Contudo, se quisermos, tudo acabará a partir de nós também!


Assim sendo, Se água poluída faz mal à saúde, pensamentos e palavras ruins também o fazem!


Fonte: www.hoteltaiyo.com.br/agua/agua.htm

Mexeram no meu queijo mineiro




“Mais mudando de conversa do concreto pro guatambu. Você já sentiu de perto a peleja do cafuçu? Eh... é aquele que vive lá no mato, que lhe sustenta e permite que você escolha o seu menu.” Eis a bela exaltação do artista Miguel Carlos ao sofrido homem do campo, na música de sua autoria: “Eu não tenho nada com isso; estou só falando...”

Assistimos dia desses em Uberaba a um verdadeiro soco na boca do “istamo” do pequeno produtor rural, coisa que já havia acontecido em Sacramento, MG, e que se estende por Minas inteira. Com a truculência cassaram-lhe a voz e o direito de fazer com as próprias mãos o nosso secular queijo mineiro, a pretexto de que o produto oferece riscos ao consumidor, se não estiver embalado e refrigerado. De meu saudoso e viajado pai sempre ouvi: “Minha filha, na estrada, coma queijo porque ele nunca faz mal a ninguém. As outras comidas estragam fáceis e ele não.” Recuso-me a admitir que o produto, marca registrada do povo mineiro em qualquer parte do mundo, depois de não ter feito mal, agora é o portador da maldade. Dificílimo de entender.

Alto lá, senhores fiscais da lei! Os senhores sabem o que é ter algumas reses, madrugar todos os dias, ordenhá-las, processar o leite com coalho e, com o calor das mãos, fazer um queijo? Pensam saber, mas não sabem. Agora será conhecido o outro lado da questão: homens e mulheres de bem são impedidos de trabalhar em suas pequenas propriedades rurais, não nos permitindo fazer o nosso gostoso menu. O gosto vai mudar para pior e a cultura terá um sabor amargo.

Estão confundindo artesanato com coisa clonada. O queijo mineiro da roça, que já fez tantos doutores na cidade, corre o risco de não mais fazê-los... No fundo, os grandes acabarão comprando os pequenos e o melhor queijo do Brasil poderá desaparecer. Absurdo!

Obrigar-nos a comer um produto de gosto insosso é o mesmo que nos tirar a liberdade de ir e vir. Em time que está ganhando não se mexe, e mexeram no meu queijo. É demais!

Milhões de fãs do queijo mineiro, o que devem estar pensando?

Mas e a vida? E a vida o que é, diga lá meu irmão (*)



“Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar! Cantar e cantar! A beleza de ser um eterno aprendiz. [...] e a pergunta roda. E a cabeça agita: eu fico com a pureza da resposta das crianças: é a vida, é bonita e é bonita!” (Gonzaguinha).

Ao analisarmos a letra da canção de Luiz Gonzaga Junior, o Gonzaguinha, várias inquietações nos vêm à mente. A canção nos remete a indagações como: por que o brasileiro consegue sobreviver com este salário mínimo? Qual é o jeitinho brasileiro? Por que o brasileiro é tão criativo? Quando nos vêm à mente estas indagações, lembramo-nos das dificuldades pelas quais passa o nosso povo. Lembramo-nos das enchentes que destroem, num piscar de olhos, tudo que famílias inteiras construíram durante todas suas vidas. E, o mais interessante é que eles não desanimam, estão dispostos a recomeçar do zero. Aí, surge a pergunta que sintetiza tudo isso: de onde vem a imensa força de superação de nosso povo?

Mas, para tentarmos entender esse “mistério” é preciso filosofar. Filosofar sobre a vida. Filosofar sobre as concepções de vida e de mundo. Filosofar sobre este modelo de sociedade reducionista. Uma sociedade que reduz “o tudo” ao “quase nada”. Ao analisarmos os discursos dos poderosos, dos chefes de Estado, dos governantes do mundo e da sociedade, observamos que tais discursos são carregados de coisas complexas, de palavras bonitas, de “boas intenções”, de “verdades” supostamente neutras. Mas, se analisarmos as entrelinhas de tais discursos o vazio do “não dito”, como diria Michel Foucault, verificamos que, ao contrário do que nos aparentam à primeira vista, eles são encharcados de intenções, de dissimulações, de armadilhas. São discursos que banalizam as relações humanas, que reduzem o importante à superfluidade, a alegria à tristeza, a bondade à maldade, a simplicidade à perversidade, as boas intenções à ruína. Aliás, “de boas intenções o inferno está repleto”.

Na verdade, em nome da felicidade humana, o aparato discursivo dos grandes governantes da humanidade defende, em última instância, a mediocridade da ganância, da mais valia (lucro) e da exploração do homem e dos recursos do planeta. Para eles, a felicidade se reduz ao lucro dos banqueiros, dos grandes grupos econômicos agentes da exploração do homem pelo próprio homem. Que felicidade é essa, afinal?

Agora, quando analisamos o discurso dos “de baixo”, como diria o nosso saudoso Paulo Freire, dos despossuídos, dos dizimados, dos invadidos, dos “demitidos da vida”, dos “esfarrapados do mundo”, enfim, o discurso do “povão”, verificamos que os parâmetros, as verdades, os valores são outros. Eles não se preocupam com a complexidade do mundo, mas sim com a simplicidade das coisas do mundo. Eles se preocupam em viver o momento presente e não em arquitetar projetos mirabolantes para o futuro. A felicidade para o nosso povo se reduz à simplicidade do mundo e das coisas belas e boas do mundo. Eles se contentam e são felizes com o churrasco na laje nos fins de semana, em curtir o samba, o pagode, em “fazer amor”, não importa a hora. Não se preocupam com as convenções e com a estética hipócrita. Constroem sua cultura nas lacunas do sofrimento do dia a dia, no cotidiano simples e sofrido de suas vidas. A vida, para eles, é constituída da soma de pequenos momentos felizes. É por isso que eles enfrentam, de peito aberto, o sofrimento e as atrocidades que marcam o cotidiano de suas existências. E, por isso, eles são felizes, mesmo na mais completa adversidade. A vida para essas pessoas se resume na simplicidade das coisas mais simples, singulares, belas e não na complexidade dos discursos dos opressores. Esta é a chave do nosso “mistério”.

Por isso, concordo com o grande Gonzaguinha: ninguém quer a morte, só saúde e sorte. [...] eu fico com a pureza da resposta das crianças! É a vida! E, ela é bonita, é bonita e é bonita! Por isso, o mais sublime e importante é viver e não ter a vergonha de ser feliz!

(*) O título deste artigo foi retirado da letra da canção “O que é, o que é?”, do cantor, poeta e compositor Gonzaguinha.

A inveja e a admiração



A boa convivência começa na admiração e termina na inveja. Seja na família, no trabalho ou com amigos. O desafio, em todos esses ambientes, é tornar preponderante o clima de admiração e extirpar as invejas. O problema é que a linha que separa uma da outra é, por vezes, demais tênue e, em muitas ocasiões, seus limites são trespassados.

Mas é necessário tentar descobrir uma maneira de distinguir a inveja da admiração. Permitam-me contar uma pequena historieta, cujas versões são inúmeras. Apresento o que de essencial elas trazem.

Em certa ocasião, dois amigos, Pedro e Antônio, que viajavam de uma cidade a outra, encontraram pelo caminho uma lâmpada mágica. Pedro a esfregou e, como não poderia deixar de ser, de dentro dela saiu um gênio, que não lhe restringiu os pedidos à quantidade máxima de três, como era de costume nessas ocasiões.

Disse-lhe que poderia solicitar tudo o que bem entendesse, quantas vezes fosse, sem limitação de absolutamente nada. No entanto, havia um pequeno detalhe, uma única condição: o gênio concederia a Antônio, que até aquele momento tudo observava, os mesmos pedidos em quantidade duplicada. Pedro não teve dúvidas e ordenou ao gênio que lhe furasse um olho.

Ao fazer tal pedido, Pedro revelou que, antes de admirar o amigo, sentia por ele o mais mórbido dos sentimentos humanos: a inveja, contrário absoluto da admiração.

Tanto invejosos quanto admiradores desejam possuir aquilo que o outro tem. Mas ao invejoso não basta conseguir ter o objeto invejado. É fundamental que aquele que o possui deixe de possuí-lo. A inveja pressupõe a destruição, no outro, do objeto desejado. Caso contrário, o invejoso não se satisfaz.

Na admiração, por seu turno, não há a necessidade de tomar do outro o objeto amado. Quem admira, percebe-se também incompleto, tal qual aquele que inveja, sem, entretanto, precisar destruir o que é do outro. O admirador não se orienta pelo ideal de exclusividade e é por isso que a boa convivência tem na admiração sua matéria-prima.

Percebe-se, perfeitamente, que, quando as pessoas não se admiram, o clima que se instala é o da competição predatória. Por isso, em ambientes assim, os erros são mais evidenciados do que os acertos. Reparem: há pessoas que são incapazes de reconhecer os acertos dos outros. Quando o fazem, nunca os atribuem à competência do outro e, sim à sorte, ao acaso etc.

Já num clima marcado pela admiração, soam, em maiores decibéis, os acertos. É claro que os erros acontecem e é preciso tratar deles. Mas dá-se mais importância para aquilo que as pessoas fazem de melhor, tornando a cooperação e a ajuda mútua a tônica das relações entre esses sujeitos. Os invejosos não enxergam os acertos do outro e celebram, com muita intensidade, cada equívoco cometido. Os admiradores, antes, comemoram cada acerto e fortalecem, em caso de equívocos, os laços de solidariedade.

Há grupos de pais invejosos, amigos invejosos, colegas de trabalho invejosos, maridos e mulheres invejosos. Há grupos de pais admiradores, amigos admiradores, colegas de trabalho admiradores, maridos e mulheres admiradores. A diferença entre eles está no fato de que o segundo constrói relações humanas saudáveis, onde as pessoas crescem e desenvolvem, na plenitude, seus potenciais. Já no primeiro grupo, as relações humanas são marcadas pela desconfiança e pelo individualismo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O valor da educação

Se quisermos realmente descobrir e compreender o valor essencial da humanidade, precisamos primeiro descobrir e analisar a origem e a prática educacional que foi sendo cultivada e transmitida de geração em geração. É a partir da educação, da formação e da cultura, enfim, do modelo de vida de um povo, que se torna possível compreender a história, onde a educação e o homem sempre estiveram trilhando passos conjuntos. 

Neste sentido, percebemos que não apenas o valor, mas toda a concepção que temos de homem, só é possível porque possuímos em nossa essência o princípio da educação. A educação está envolvida em tudo que diz respeito ou refere-se a nossa vida, desde as condições de nossa inserção no mundo material, no mundo social e cultural, até a inserção no mundo de nossos sentimentos e emoções. Em tudo a educação é referência. O homem é um ser essencialmente histórico, político, social e cultural. 
Por isso, a educação não pode ser isolada dessa realidade. Ela faz parte de todo o círculo que envolve a natureza humana, assim não deve ser vista simplesmente como uma disciplina curricular. Pelo contrário, educação é justamente um processo contínuo de formação e inculturação. Muito diferente de ser uma fase ou etapa que termina com o ingresso do homem na fase adulta ou no trabalho, ela acompanha o destino do ser humano em todas as idades, até seu fim último. A educação deve acompanhar e formar o homem em sua totalidade, de modo que ele esteja à altura das funções que lhe incumbem nesta vida, e até mesmo prepará-lo para a morte. Através do princípio da educação, o homem impulsiona o conhecimento e a descoberta do outro. É o caminho do homem consigo mesmo e com a história que ele mesmo constrói. Portanto, a educação é o foco central da descoberta e investigação da história humana, enquanto busca pela essência e valor do ser humano. A educação deve ser observada como manifestação histórica da cultura que herdamos ao longo de todo o processo e que foi passando de geração em geração. Ela é, acima de tudo, o meio pelo qual o povo recria perpetuamente as condições da própria existência, transmitindo firmemente suas crenças, valores e habilidades. Neste sentido, vale lembrar que a educação não se reduz à mera transmissão de saberes; mas ela faz parte da dinâmica de construção cooperativa do homem. Portanto, educação entendida nesta ótica seria reconduzir o ser humano para que ele se descubra como valor-fonte de toda experiência possível. 

Educar é mostrar que a semente do conhecimento está dentro de cada indivíduo, e só depende dele para produzir frutos. Neste processo de reconhecimento sobre o papel da educação, podemos afirmar que a mesma serviu desde o início da humanidade como farol, fazendo com que os valores se agregassem às novas conquistas, renovando-se continuamente. O sentido primordial da educação está reservado aos seres humanos, pois a educabilidade é uma dimensão que caracteriza o homem. 

É um compromisso humano. Poder-se-ia dizer que é o mais humano e mais humanizado de todos. O homem vai transformando-se em homem pela aprendizagem que vai adquirindo. A educação é central na história do homem e é a partir dela que o indivíduo vai se desenvolvendo e tornando-se numa pessoa socialmente reconhecida e aceita dentro de um determinado grupo.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Deus me livre das notícias na TV



Fico aqui imaginando até onde nos levará a insanidade humana... Ligo a TV, quero assistir os noticiários e me manter informada sobre o que acontece no Brasil e no mundo. Porém, a cada dia, percebo que o ser humano tem se superado na maldade, na ganância, na crueldade, no preconceito, na bestialidade, na ignorância, na busca incessante de se fazer notar pelo lado podre dos fatos.

É uma dura constatação!!! 

Das coisas que me causam nojo fazem parte políticos casados que passam a vida a trair a mulher com prostitutas.Logo a seguir vêm as mulheres que sabem que os maridos as traem a torto e a direito e continuam com eles pelo dinheiro. E segue pelos policiais corruptos que saqueiam as favelas que deveriam proteger, passa pelos barões do trafico que comandam o comércio de bilhões de reais em drogas de dentro de nosso sistema prisional com a conivência de autoridades.

Isso sem falar na infinidade de pais que fazem de suas filhas reféns de suas taras animalescas e com elas tem filhos e tudo mais. Aja estômago! E as coisas não param por aí, assistimos a violência invadir nossas escolas fazendo vitimas professores e alunos, expostos e feitos de gato e sapato. Alguns alunos chegam ao absurdo de filmar suas brigas idiotas e postar na net para se fazer conhecido mesmo que seja por sua estupidez. Agridem não só os colegas mas, também os profissionais que trabalham com baixos salários e altos desafios.

Infelizmente, sinto vergonha do país em que vivo. São muitas as coisas boas que acontecem Brasil afora, contudo, elas somem nesse mar de lama da nossa sociedade.

E por falar em lama, assistimos também a grandes tragédias promovidas não pelas chuvas como dizem nossos dirigentes, mas sim, pela incompetência dos mesmo em programar um sistema eficaz de moradia a pessoas em areas de risco.

Ligamos a TV e ouvimos falar das drogas, do crack, da guerra, da política, da canalhice toda e aceitamos passivamente que seja assim. Já disse Martin Luther King, "O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos desonestos, nem dos corruptos, nem dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons". 

Fico me perguntando qual será nossa parcela de culpa em tudo isso? Até quando vamos assistir calados a tudo isso?



O problema começa com a própria população que ao tentar livrar-se de suas culpas, despejam em cima de terceiros suas reclamações na tentativa de absolver dos seus próprios erros, saindo impune de diversas situações. 

Homens mal educados geram uma sociedade impune.

O dominó se estende em um ciclo irreversível, do qual cada bloco se deita sobre o outro, derrubando uma obra inteira. Mas lembre-se que apenas uma peça pode fazer a diferença.

Porque não partimos do principio, respeitando os mais velhos, quando os mesmos são repletos de sabedoria, pelos longos anos já vivenciados? Porque não esquecemos o concorrente e passamos a ter mais personalidade e profissionalismo? Porque não educamos nossos filhos, ao invés de aprisionarmos e sufocarmos, gerando adolescentes inconseqüentes e revoltados, futuramente colaboradores de uma futura sociedade ainda pior? Porque não cuidamos do meio ambiente, preservando e orientando ao contrario do descaso e a espera de terceiros até que uma catástrofe aconteça devastando tudo a sua volta?

É fácil culpar mas será que você não contribuiu?

A educação foi abandonada em nome do descaso, da falta de competência, do marasmo, do comodismo e da falta da própria educação.



Como oferecer se não recebemos, não é mesmo?

Ainda é tempo de corrigir! Olhe para os seus erros e tente corrigi-lo. Gere dentro de sua própria família a diferença de uma nova geração mais organizada e limpa.

Nosso cotidiano é feito de estratégia, se não traçarmos nossas metas, nossos objetivos, ficamos a espera do acaso e da sorte. Coisa que pouco acontece, e se aparece se esvai em motivo a falta de estrutura, pois não recebemos, não podemos se equilibrar.

Acorde para a vida faça brotar dentro de seu peito a vontade de ser apenas você!

Lembre-se que tudo é um ciclo, o comportamento inferior reflete na camada superior. Se a educação não for aplicada, o Brasil será eternamente um país composto de um povo mal educado, tendo como consequência a impunidade estampada na TV.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A importância da fé na educação


O ser humano não pode ser considerado como pequenas partes isoladas, deve ser visto como um ser integral, que necessita de assistência em todos os âmbitos de sua vida. O processo educativo não pode se reduzir apenas aos aspectos teóricos de conhecimento, o aluno também precisa estar preparado para enfrentar situações práticas de sua existência e principalmente estar amadurecido para perceber o importante papel que exerce na sociedade.
A religião sempre esteve presente na sociedade. Durante a Idade Média, a filosofia esteve intrinsecamente ligada à Igreja (religião), ao final desse período esse conceito foi se modificando, e assim a filosofia foi tomando um caminho independente da religião, porém as duas correntes se desenvolveram individualmente, cada uma com suas peculiaridades. O que é interessante notar é que mesmo com essa divisão, a religião subsistiu a todos os períodos históricos, e na atualidade, ainda faz parte da construção da existência humana.
No âmbito escolar e educacional, no que diz respeito à educação de filhos, a maioria dos pais tem procurado instituições que prezam por valores morais e éticos, e geralmente essas instituições estão ligadas a algum pensamento religioso. O educando que compreende a importância da ética e da moral, é um indivíduo que estará mais consciente do seu papel na sociedade.   
A ética e a moral têm um lugar muito importante no processo educacional. A moral é o modo como o homem se comporta representado em um conjunto de normas e regras, ou seja, o ato do ser humano. Segundo Vasquez (2005), a moral não é ciência, mas objeto da ciência; e, nesse sentido, é por ela estudada e investigada. O papel da moral é regular as relações entre os indivíduos e sociedade. A ética é a teoria ou a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade (VÁSQUEZ, 2005), ou seja, a avaliação do ato do ser humano. Seu papel é a abordagem dos problemas morais com o rigor da ciência. As características dos valores morais estão relacionadas com o comportamento das pessoas, por atitudes de dever e não dever, pela importância atribuída aos valores e consequentemente pelos sentimentos de existência e manifestações de respeito.
Todos esses conceitos devem permear a construção do caráter de um indivíduo. O ser humano que cresce sem essas orientações, terá sérios problemas para conviver bem e harmoniosamente em sociedade. A ética e a moral são peças fundamentais na formação do homem e ainda assim, Kierkegaard por Geisler (2003) afirma que o individual religioso está mais alto do que o universal ético. O ético é uma exigência prévia para aquilo que é religioso, e o ético permanece intacto, mesmo quando é transcendido pelo religioso. Nota-se que a ética e a religião podem caminhar em harmonia e ambas contribuindo para a formação dos indivíduos.
O grande desafio da educação é fazer com que os estudantes desenvolvam habilidades e raciocínios mais elevados, preparando-os para o sucesso numa sociedade complexa e contraditória, e preconizar o valor da capacidade humana em agir e pensar a serviço da restauração do ser humano. Só através da educação plena (física, mental e espiritual), os indivíduos podem desenvolver melhor os aspectos intelectuais, físicos e espirituais, dessa forma, poderão contribuir positivamente com a sociedade em que vivem.
A educação e a religião devem caminhar juntas, interligadas, pois o ser humano não é composto de partes isoladas, é um ser como um todo, se uma das partes não for bem trabalhada, o processo educativo não será eficiente.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aprendendo e ensinando a ser livres


A pior forma de escravidão é a de sentir-nos prisioneiros de um horizonte estreito, fechado, medroso e desesperançador; sem acreditar que todos temos condições de mudar, que nossa vida pode ser muito mais interessante e que isso está ao alcance de cada um de nós. Vejo gente demais sofrendo demais por situações que podem ser superadas, mas que para elas são definitivas. Não percebem que podem levar uma vida diferente, acreditam num fatalismo imobilizador, sem chances reais de serem mais felizes e realizadas.

Sonham todos os sonhos possíveis nas novelas, mimetizam os personagens de sucesso, mas sentem-se intimamente impotentes para fazerem mudanças profundas, a não ser pela sorte ou pelo reconhecimento social (ser visto, aparecer na TV) e se contentam com “ir tocando a vida como ela é”.

Este país precisa de uma segunda libertação da escravidão: da escravidão das expectativas medíocres, de contentar-se com migalhas, de acreditar que só uns poucos privilegiados podem conseguir tudo, e de que só nos resta sonhar sonhos alheios, inalcançáveis num balão distante.

Todos podemos aprender a nos construir como pessoas mais livres, abertas, humanas, alegres. Todos podemos ser pessoas mais interessantes, realizadas e produtivas.
A educação precisa focar mais, junto com a competência intelectual, a construção de pessoas cada vez mais livres, evoluídas, independentes e responsáveis socialmente. Uma educação interessante, aberta e estimulante, que descortine novos horizontes profissionais, afetivos, sociais e favoreça escolhas mais significativas em todos os campos. Uma educação que ajude as pessoas a acreditarem em si, a buscar novos caminhos pessoais e profissionais, a lutar por uma sociedade mais justa, por menos exploração, a dar confiança a crianças e jovens para que se tornem adultos realizados, afetivos, inspiradores.

Na escola que temos, aprendemos pouco e não aprendemos o principal: a sermos pessoas plenas, ricas, criativas e empreendedoras. Para isso precisamos aprender a ler, a compreender, a contar, a escolher uma profissão, mas precisamos fazê-lo de forma diferente a como o estamos fazendo até agora, insistindo na integração entre a dimensão intelectual, a emocional e a comportamental de uma forma criativa e inovadora. Vale a pena investir nas pessoas, na esperança de mudança, e oferecer-lhes instrumentos para que se sintam capazes de caminhar por si mesmas, de realizar atividades cada vez mais interessantes, complexas, desafiadoras e realizadoras. Essa é a educação que desejamos e que é plenamente viável.

Além de uma escola diferente, é importante realizar ações de educação continuada de todos, principalmente dos marginalizados, para que encontrem sentido nas suas vidas e motivação para querer sair de onde estão. A educação não acontece só na sala de aula, mas em todos os momentos e com todas as pessoas, na interação cotidiana, na forma como olhamos, conversamos, falamos, ouvimos, agimos.

Os educadores nos sentimos meio perdidos e descrentes, diante de tantos desafios e condições profissionais pouco dignas. Se formos pessoas amadurecidas, equilibradas e otimistas nossos alunos encontrarão em nós motivos para também acreditarem em si, para avançar mais, para serem melhores.

Agora é o momento de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, 
como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.
Texto complementar do livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá, da Editora Papirus.José Manuel Moran

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Desapego



O exemplo do DESAPEGO vem das abelhas. Após construírem a colméia abandonam-na. E não a deixam morta em ruínas mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam sem preocupação se vai para outro. Deixam o melhor que têm, seja pra quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém de nossa preferência. Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar.

Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. Apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. Se não abrimos mão do velho como pode haver espaço para o novo?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A Dislexia no contexto da aprendizagem

A dislexia acompanha a pessoa no dia-a-dia em sua aprendizagem. Não é uma dificuldade em compreender os conteúdos de aula, o que seria resolvido com aulas particulares, um reforço em algo dificultoso para o aluno. É um distúrbio, e como tal segue a criança e adolescente em sua aprendizagem. O que ocorre, é que pode acontecer da equipe de saúde fornecer o diagnóstico, e muitas vezes não conseguir fazer o acompanhamento. Algo que poderia ser terapeuticamente melhorado acaba por tornar o diagnóstico erroneamente taxativo ao paciente. A família acaba por perder-se e não saber lidar com a situação, colocada em suas mãos. A família chega a procurar profissionais e dizer que o filho tem dislexia, e que é por isso que não se comporta bem em casa. Uma razão seria um mau comportamento, e outra, a dificuldade no progresso escolar, devido à dislexia.


O que foi percebido é que os estudantes cometem erros diferentes, o que nos faz pensar em diferentes tipos de dislexia, comparadas com as crianças normais. Como exemplo aos leigos, uma criança sem o diagnóstico de dislexia lê páginas e páginas sem cometer erro de leitura, visto que a criança com dislexia troca as sílabas por outras, lê com omissões de palavras e até prende-se em determinado ponto do livro, sem conseguir ir além.
Segundo Eleanor Boder (1973) and Nunes. T e cols (2000), foi percebido erros distintos. A autora classificou as crianças disléxicas em três grupos. O grupo dos difonéticos, que apresentam dificuldade na fonologia das palavras, com dificuldade em usar as correspondências entre letra e som na leitura e na escrita. Ou seja, ocorre discrepância em relação entre o que está escrito e o que é lido. Ao invés de ler nato, pode-se dizer mato.
O segundo grupo de crianças são as diseidéticas, são crianças que não cometem erros entre o que é lido, e o que é pronunciado, são crianças com dificuldade visual, com pouco reconhecimento global das palavras. Acontece mais na leitura da língua americana, com dificuldade em fazer a correspondência entre letra e som, como por exemplo: ought, one ou laugh.
O terceito grupo, são as dislexias adquiridas por remoção de tumor cerebral ou acidentes.
Segundo Nunes. T (2000) e cols, as crianças disléxicas possuem compreensão gramatical fraca, com difilculdades em utilizar essas regras na leitura.
Comentando Nunes.T e cols (2000), esse argumento não pode ser utilizado no diagnóstico, porque qualquer criança que não recebe uma aprendizagem gramatical, pode também não compreendê-la. O que ocorre é a dificuldade em fazer a correspondência entre o que está escrito e o que é lido. A criança disléxica chega ao estágio alfabético, com erros por trocas, omissão e esquecimento de letras, com maior freqüência do que as outras crianças.
Segundo Moraes.(1997), às crianças disléxicas possuem um nível intelectual normal ou acima da média, apesar de suas dificuldades de leitura e escrita.
Segundo Johnson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), a dislexia não é encontrada de forma isolada, e sim associada a outros distúrbios.
O que pode ocorrer é que a criança e o adolescente tenham sintomas isolados de dificuldade que não caracterize a dislexia ou um conjunto de fatores que possamos compreender mais sobre ela.
Por isso Johson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), comenta dos distúrbios de memória que podem surgir a curto prazo, ou a longo prazo.
Por exemplo, o paciente pode ter dificuldade para recordar o que aconteceu num momento anterior (curto prazo) ou o que aconteceu a longo prazo (vários dias). Uma pessoa que lembra com detalhes vários fatos ocorridos a curto e a longo prazo, não apresentaria um distúrbio de memória. Por isso, é importante um trabalho lingüístico com crianças. Com uma proposta de fazê-la recordar o que fez no final de semana.
Por isso Johson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), crianças com problemas de memória auditiva são incapazes de recordar os sons das letras ou relacionar os diferentes sons para formar palavras. E no nível visual, caracterizam-se pelos problemas em relacionar os sons que escutam ou palavras que são constituídas mentalmente, junto as suas grafias próprias.
Segundo Johson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), apresentam desorientação temporal, com dificuldades em saber as horas, saber os dias da semana, os meses do ano.
O que poderia ajudar, na orientação psicológica, é o treino ao ver as horas no relógio de ponteiro e até a troca de um relógio analógico por um digital e uma agenda para que a criança não se sinta perdida nas realizações das atividades.
As crianças com dislexia apresentam dificuldade com seqüência, como espacial e temporal, por isso suas frases podem perder o significado e o sentido. Muitas vezes, perdem-se no tempo, trocando os dias da semana, o mês do ano ou esquecem o dia em que estão.
Segundo Johson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), o problema principal seria a escrita e a soletração, porque a criança com dificuldades na leitura , é incapaz de escrever, porque esse é um processo posterior a leitura.
Segundo Johson e Myklebust (1983) apud Moraes (1997), o distúrbio topográfico, seria a dificuldade da criança ler e se situar em gráficos, globos e mapas. E o distúrbio no padrão motor seria a dificuldade de correr, manter o equilíbrio numa perna só, saltar.

Sintomas:

Segundo Lanhez. M. E Nico. M (2002), os sintomas da dislexia são: desempenho inconstante, lentidão nas tarefas de leitura e escrita, dificuldades com soletração, escrita incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinação de fonemas, dificuldade em associar o som ao símbolo, dificuldade com a rima, dificuldade em associações, como por exemplo, associar os rótulos aos seus produtos. Além de dificuldade para organização seqüencial, como tabuada, meses do ano. Dificuldade em nomear tarefas e objetos. Dificuldade em organizar-se com o tempo (hora), no espaço (antes e depois) e direção (direita e esquerda). Dificuldade em memorizar números de telefone, em organizar tarefas, em fazer cálculos mentais, desconforto em tomar notas e relutância para escrever.


Segundo Lanhez. M. E Nico. M (2002), o diagnóstico é feito por exclusão de possibilidades e por isso, deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, fonoaudiólogo e médico. E quando necessário, se faz um encaminhamento para outros profissionais, como oftamologista, geneticista, etc.
O psicólogo faz uma entrevista com os pais da criança ou com a pessoa que vai ser avaliada. Quando o avaliado freqüenta escola, é encaminhado para o professor um questionário.
Logo, são feitos os testes que medem o nível de inteligência, para determinar as habilidades globais de aprendizagem da pessoa. São aplicados testes visuomotores, neuropsicológicos e de personalidade. Essas avaliações revelam possíveis comprometimentos na inteligência, indícios de lesões neurológicas ou conflitos emocionais. São aplicados também por parte do psicopedagogo testes de lateralidade, leitura e linguagem.
Segundo Lanhez. M. E Nico. M (2002), são pedidos ainda , teste oftalmológico e audiométrico.

O primeiro colegial- estudo de caso

Bauer .James (1997), escreveu um livro sobre sua experiência com a dislexia. Foi percebido que Bauer passou por uma dificuldade que se percebida, poderia ter sido amenizada. Ao chegar no primeiro colegial, com 14 anos de idade, já estava convencido que sua vida estava chegando ao fim, com poucas chances para si, apesar de sua boa vontade. Já desestimulado, freqüentava a escola, porque lhe era exigido por lei. Já adolescente, temia que lhe pedissem para ler ou escrever algo. Ao pegar um ônibus, foi encaminhado para um ginásio onde receberia junto aos colegas os horários que teriam que seguir pelo resto do ano.

Escolheu fazer um curso de oficina elétrica porque já havia trabalhado com seu pai e conhecia todos os tipos de equipamentos que via ao seu redor. Seu professor pediu para que antes de operar a máquina, seria útil ler o material. Foi nesse momento que se perdeu e pulava a maioria das palavras novas e desconhecidas. Seu professor de matemática também pediu que ele fizesse exercícios em suas páginas de caderno e que copiasse anotações do quadro negro. Somente sua professora de estudos sociais deu a matéria conversando. E segundo o seu relato: - “Eu estava entendendo tudo o que ela dizia e se a cada ano o curso fosse apresentado daquela maneira, eu teria aprendido melhor academicamente”.

A professora de educação física deu exercícios para copiar e o professor de ciências também. Segundo Bauer, sua energia na escola era gasta em se misturar com os outros estudantes e não ser descoberto com sua dificuldade de leitura.

O temido dia de Bauer chegou. Era o dia da avaliação. Alguns dias depois ao olhar o boletim, viu que recebeu D em todas as matérias, menos em ginástica. Ele ficou arrasado e queria fugir. Com o tempo, Bauer passou por alguns testes e começou a freqüentar o laboratório de leitura da escola, composto por mais 12 estudantes. Com os anos, foi descobrindo o seu potencial na leitura, foi se tornando uma pessoa mais feliz e realizada.


É necessário saber em qual ponto esse estudante está na aprendizagem, para montar estratégias, para que ele alcance um melhor percurso e êxito em sua vida escolar. Não adianta fazer da descoberta, uma desculpa para uma possível falha comportamental.

Uma aprendizagem saudável pode até ir, além dos limites, de uma forma agradável, continuada, com rotina e disciplina. É importante um teste de aptidão textual, de inteligência e avaliação de leitura, uma anamnese profunda, que investigue toda a saúde orgânica do paciente. Como seria sua compreensão gramatical. É percebido se o paciente tem consciência fonológica do que está escrito e o que ele próprio lê.

A dislexia não se refere somente à dificuldade de leitura, a escrita e a soletração também são afetadas.
Uma pessoa, com dislexia pode apresentar problemas emocionais, devido à falta de tratamento psicológico diante do acontecimento. Para evitarmos um prejuízo acadêmico e frustrações, é necessário um diagnóstico, e um acompanhamento profissional. Além de orientação familiar e escolar, para que não se estabeleçam culpas e descrenças e sim, uma forma de compreender que a dislexia é uma dificuldade e não impossibilidade, se estabelecendo assim, quais as melhores formas de aprender.


Referências bibliográficas

BAUER, J.J. Dislexia: Ultrapassando as barreiras do preconceito. São Paulo. Casa do psicólogo, 1997.
LANHEZ, M.E e NICO. M.A. Nem sempre é o que parece: Como enfrentar a dislexia e os fracassos escolares. São Paulo: Alegro, 2002. 
MORAES, A.M.P. Distúrbios da aprendizagem: Uma abordagem psicopedagógica. São Paulo: EDICON, 1997.
NUNES. T e cols. Dificuldades na aprendizagem da leitura: Teoria e prática. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2000.


Educação especial



  




A educação para a diversidade e a formação de professores




A política de inclusão, na rede regular de ensino, dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, não consiste somente na permanência física desses alunos na escola; mas no propósito de rever concepções e paradigmas, respeitando e valorizando a diversidade desses alunos, exigindo assim, que a escola crie espaços inclusivos. Dessa forma, a inclusão significa que não é o aluno que se molda ou se adapta à escola, mas a escola consciente de sua função que se coloca a disposição do aluno.

As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas dificuldades de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade para todos mediante currículos apropriados, modificações organizacionais, estratégias de ensino, recursos e parcerias com a comunidade. A inclusão, na perspectiva de um ensino de qualidade para todos, exige da escola novos posicionamentos que implicam num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais, para que o ensino se modernize e para que os professores se aperfeiçoem, adequando as ações pedagógicas à diversidade dos aprendizes.

Deste modo, pode-se dizer que a escola inclusiva é aquela que acomoda todos os seus alunos independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas. Seu principal desafio é desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, e que seja capaz de educar e incluir além dos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, aqueles que apresentam dificuldades temporárias ou permanentes na escola, os que estejam repetindo anos escolares, os que sejam forçados a trabalhar, os que vivem nas ruas, os que vivem em extrema pobreza, os que são vítimas de abusos e até mesmo os que apresentam altas habilidades como a superdotação, uma vez que a inclusão não se aplica apenas aos alunos que apresentam alguma deficiência.

Para incluir a escola precisa, primeiramente, acreditar no princípio de que todas as crianças podem aprender e que todas devem ter acesso igualitário a um currículo básico, diversificado e uma educação de qualidade. As adaptações curriculares constituem as possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos e têm como objetivo subsidiar a ação dos professores. Constituem num conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios, procedimentos de avaliações, atividades e metodologias para atender as diferenças individuais dos alunos.

Assim sendo, é preciso desenvolver uma rede de apoio (constituída por alunos, pais, professores, diretores, psicólogos, terapeutas, pedagogos e supervisores) para discutir e resolver problemas, trocar idéias, métodos, técnicas e atividades, com a finalidade de ajudar não somente aos alunos, mas aos professores para que possam ser bem sucedidos em seus papéis.

A realização das ações pedagógicas inclusivas requer uma percepção do sistema escolar como um todo unificado, em vez de estruturas paralelas, separadas como uma para alunos regulares e outra para alunos com deficiência ou necessidades especiais.

Os educadores devem estar dispostos a romper com paradigmas e manterem-se em constantes mudanças educacionais progressivas criando escolas inclusivas e de qualidades.

Essas estratégias para a ação pedagógica no cotidiano escolar inclusivo são necessárias para que a escola responda não somente aos alunos que nela buscam saberes, mas aos desafios que são atribuídos no cumprimento da função formativa e de inclusão, num processo democrático, reconhecendo e valorizando a diversidade, como um elemento enriquecedor do processo de ensino e aprendizagem. Portanto, incluir e garantir uma educação de qualidade para todos os alunos é uma questão de justiça e equidade social. A inclusão implica na reformulação de políticas educacionais e de implementação de projetos educacionais inclusivo, sendo o maior desafio estender a inclusão a um maior número de escolas, facilitando incluir todos os indivíduos em uma sociedade na qual a diversidade está se tornando mais norma do que exceção.

Por isso é preciso refletir sobre a formação dos educadores, uma vez que ela não é para preparar alguém para a diversidade, mas para a inclusão; porque a inclusão não traz respostas prontas, não é uma “multi” habilitação para atender a todas as dificuldades possíveis na sala de aula, mas uma formação na qual o educador olhará seu aluno de um outro modo, tendo assim acesso as peculiaridades dele, entendendo e buscando o apoio necessário.

Por fim, cabe refletirmos sobre que é ser igual ou diferente? Pois, se olharmos em nossa volta, perceberemos que não existe ninguém igual, na natureza, no pensamento, nos comportamentos e/ou ações; e que as diferenças não são sinônimos de incapacidade ou doença, mas de equidade humana.

Patrícia F. Bianchini Borges - Professora da Rede Municipal de Ensino de Uberaba, licenciada em Letras pela Uniube – MG, e pós-graduanda em Estudos Lingüísticos: “Fundamentos para o Ensino e Pesquisa” pela UFU – MG.