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quinta-feira, 10 de março de 2011

Celebrar a Páscoa é mudar de vida






“A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava propriedade particular as coisas que possuía, mas tudo era posto em comum entre eles. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E todos eles gozavam de grande aceitação.” (At 4, 32-33)

O relato da Páscoa é um dos pontos centrais da fé cristã. Sem a Páscoa é possível que não houvesse se propagado o cristianismo. Depois da crucificação e morte de Jesus, os discípulos esconderam-se devido ao temor de que também eles teriam a mesma sorte. Porém, depois da ressurreição, esses mesmos discípulos saíram a proclamar, com toda a força e ousadia, o poder de Jesus Cristo, mesmo que ameaçados de prisão, tortura e morte. Desde então, o perigo e as ameaças estiveram sempre presentes aos seguidores e seguidoras de Jesus.

Seguir Jesus implica imitá-lo em suas ações. Paulo, na Carta aos Filipenses, assinalou o espírito da atuação de Jesus. Desde uma posição de privilégio e poder, esvaziou-se, despojou-se a si mesmo, tomando a forma de servo. Paulo desafia, então, a quem segue Jesus a assumir a mesma atitude: “... não façam nada por competição e por desejo de receber elogios, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. Que cada um procure, não o próprio interesse, mas o interesse dos outros. Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo”. (Fl 2, 3-5)

A ressurreição de Cristo, sinal de que a vida venceu a morte, afirma a eficácia do seu ato de salvação. Sua vida e atitudes nos oferecem um exemplo que vale a pena ser seguido. Este período da quaresma e da Páscoa (passagem) é o tempo oportuno para um reposicionamento. A Bíblia ensina o que é a vontade de Deus:
- Chama a uma conversão de coração, e não a uma adoração da boca para fora;
- Chama a lermos os “sinais dos tempos”, ou seja, aquilo que acontece em nossa realidade, sobretudo com os mais pobres;
- Chama a vivermos na liberdade de filhos e filhas de Deus, sem apego a formalismos que impedem a vida;
- Chama a fazermos a sua vontade, para que não sejamos escravos dos “mandamentos dos homens” e da dominação dos poderes do mundo.



O Homem
(Roberto Carlos)
Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.
Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz ele trazia no coração
Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração e compreender...
Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.
Tudo que aqui ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo a seguir
Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
Colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.
Mas ainda é tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra lhe entregar quando ele aqui chegar.






Dinâmica

Pedir às pessoas que olhem, por alguns minutos, o ambiente onde estão, fixando o lugar das coisas. Depois, motivar para que saiam de seus lugares e provoquem uma mudança no ambiente, trocando as coisas e as pessoas de lugar. Após alguns minutos, pedir para que olhem novamente o ambiente e relatem como se sentiram durante a mudança, as atitudes e os sentimentos que estiveram envolvidos: prontidão, resistência, acomodação, outros...
Relacionar com a vida: o que gostaríamos de mudar em nossa vida, no mundo, e o que este desafio provoca em nós...
Ler e conversar sobre o texto: Celebrar a Páscoa é mudar de vida
Finalizar lendo a música “O Homem” repetindo verso por verso, abraçados em sinal de que a mudança verdadeira precisa ocorrer em cada um e no conjunto.
Se o grupo souber, cantar a música “O Homem”, criando uma coreografia para ela.

Artigo publicado na edição nº 364, jornal Mundo Jovem, março de 2006página 16.

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