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quinta-feira, 10 de março de 2011

Dinâmicas para o Dia do Índio II

Direito à diferença
Atividade:
- Dramatizar a poesia (Identidade indígena) e partindo dos dados sobre a realidade dos povos indígenas (logo abaixo), conversar sobre como podemos ser solidários com esta causa.

Outras questões para debater:
- Por que os povos indígenas foram dizimados?
Em que eles eram diferentes?
E hoje, o que mudou?
Como são tratadas as pessoas diferentes?
Qual o objetivo da Semana dos Povos Indígenas?



Identidade indígena

Quem sou eu?
Sou parte de um povo valente,
Sou a luta pela sobrevivência,
Sou da nação Pankararé, Fulniô, Tuxá,
Sou a cultura Pataxó, Xucuru, Karajá.
Eu era um, entre os cinco milhões.
Sou apenas um, em 300 mil...
Aculturado, me julgavam.
Até fui considerado animal,
Talvez por ser natural.
Mas não fui eu que inventei
O veneno mais mortal
Que veio de Portugal.
Eu aqui vivia...
A caça, o cultivo, a pesca
Eram o meu labutar.
Seria eu selvagem
Por não me deixar escravizar?
Quando essa terra nem era Brasil
Eu falava a língua de gente,
Vivia uma vida real
E isso me parecia normal.
Mas aí veio o homem civilizado...
Numa manhã de abril
Ele descobriu o Brasil!?
Não! Ele apenas me vestiu.
No entanto me despiu
Da minha verdadeira essência...
Será que isso ninguém viu?
Mas como “todo dia é dia de índio”,
Continuo a minha batalha
Na defesa do meu mundo,
Tão massacrado, devastado
por acefálicos civilizados.

Generino Gabriel,
Rodelas, BA.
Poema publicado na contra-capa da edição nº 375, abril de 2007, página 24, jornal Mundo Jovem.



Dados sobre a realidade dos povos indígenas

     Publicação recente do Banco Mundial avaliou a difícil situação dos indígenas na América Latina. O relatório apontou que mais de 80% dos 28 milhões de indígenas latino-americanos vivem na pobreza extrema. A análise relata que, embora representem menos de 5% da população, os povos indígenas em todo o mundo constituem 15% dos pobres. Na América Latina, a análise foi feita na Bolívia, no Equador, no Peru, no México e na Guatemala. No Equador, por exemplo, enquanto metade da população tem carteira assinada, apenas 8% de todos os indígenas possuem empregos formais. Na Guatemala, menos de 50% da população indígena vivem nas áreas urbanas do país e são assalariados, contra 65% dos não indígenas.

     No Brasil, além da exclusão social e da dificuldade em obter a demarcação de suas terras, a violência é apontada como um dos maiores problemas dos índios. Um relatório do Centro Indigenista Missionário (CIMI), de 2006, mostra que entre 1995 e 2002 o número de assassinatos entre índios, por ano, era de 20. Já de 2003 a 2005, o número dobrou para 40.

Texto publicado na edição nº 385, abril de 2008, página 23, jornal Mundo Jovem.




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