Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Feliz páscoa a todos!!

Em minha cesta de Páscoa, você encontrará muitos desejos para o amor e a felicidade, para a saúde e a prosperidade, para a sabedoria e o conhecimento, e para o prazer e o relax.

Desejo a você saúde, felicidades, alegria, equilíbrio, harmonia e que consiga ir além das etapas ordinárias e descubra resultados extraordinários.

Que continue tentando alcançar suas estrelas. Que realize seus sonhos.

Que reconheça em cada desafio a oportunidade, e seja abençoado com o conhecimento de que tem a habilidade para fazer cada dia especial.

Que tenha bastante riqueza para atender suas necessidades, e sempre lembre que o tesouro real da vida é o amor.

Agradeço o seu carinho e agradeço por todas as maneiras que somos semelhantes e todas as maneiras que somos diferentes.

Agradeço a Deus, do fundo do coração, com um sorriso interno que eu desejaria que todos pudessem ver... A Ressurreição do Mundo. Pois ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos... (João 20:9).

Pela lei fundamental da natureza, todas as coisas se renovam constantemente, cumprem um ciclo e se renovam.

Deus deu-nos as estações - cada uma com suas próprias belezas e razão, cada uma significando uma benção, uma alegria, e o sentimento do amor.

Deus deu-nos sonhos - cada um com seu próprio segredo, cada um emitido para dar-nos sentimentos de inspiração, esperança, e tranqüilidade.

Deus deu-nos a luz do sol, o arco-íris e a chuva, a beleza e a liberdade da natureza para ensinar-nos a sabedoria.

Deus deu-nos milagres em nossos corações e vidas, coisas pequenas que acontecem no dia a dia, para nos lembrar que estamos vivos.

Deus deu-nos a habilidade de enfrentar cada novo dia com coragem, sabedoria, e um sorriso de saber.

Saber que seja o que tivermos que enfrentar é mais fácil com Deus habitando em nossos corações.

Sobretudo, Deus deu-nos amigos para ensinar-nos sobre o amor e para guiar-- nos através deste mundo, e Ele está sempre disponível para ajudar-nos para uma compreensão maior e compartilhar e dar mais amor.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PSICOLOGIA - 1959 X 2011


Veja como foi que começamos a criar monstrinhos...

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.

1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe. 
2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra lhe receita Rivotril. Se transforma num Zumbí. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz. 

Cenário 2: Luis quebra o farol de um carro no seu bairro.

1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro... A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes. 

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
2011: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida... 

Cenário 4: Disciplina escolar

1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava umas boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.

2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho. 

Cenário 5: Horário de Verão.

1959:Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Não acontece nada. 
2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece celulite. 

Cenário 6: Fim das férias.

1959: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini, após 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

2011: Depois de voltar de Cancún, numa viajem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, ataque e seborreia... 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Blog de luto pelas crianças mortas no Rio de Janeiro


Estou muito triste hoje...

como educadora, supervisora pedagógica em exercício, não posso ignorar o fato lamentável que aconteceu com as crianças na escola do Rio de Janeiro. Como mãe de 6 filhos, igualmente considero insuportável a dor dos pais que perderam seus filhos e dos outros que agora terão que cuidar dos que sobreviveram com sequelas físicas e psicológicas.

Como cristã, não posso ignorar a dor dos pais desse jovem que aos 23 anos ceifou tantas vidas em seu ato tresloucado, e nem mesmo ignorar os conflitos vivenciados por ele para desencadear tamanha tragédia. Esse jovem é fruto de uma sociedade, uma sociedade na qual estamos inseridos eu e voce, e cada um de nós temos nossa parcela nisso tudo. 

Será que temos feito realmente tudo o que podemos pelo outro? 

Será que estamos educando para a paz, para a fraternidade, para a dignidade e para a vida?

Deixo registrado aqui minha dor, não considero que isso tenha acontecido gratuitamente, tudo tem um propósito debaixo dos céus, talvez seja um grande chacolhão para que cada um de nós desperte para o amor, para que outros jovens não cometam tamanha loucura, para que outras vidas sejam poupadas.

Desejo que Deus esteja sempre conosco, nos iluminando, nos guiando pelas veredas do bem e do amor fraterno. Que assim seja!

domingo, 3 de abril de 2011

Violência Doméstica


I. A Violência Doméstica

A violência doméstica não é um problema recente ou trivial nos Estados Unidos. Até metade dos casamentos envolve violência física em determinado momento, aproximadamente um quinto dos homicídios ocorre dentro da família e na metade desses um cônjuge mata o outro.

A. As mulheres são agredidas ou mortas por violência doméstica com muito mais freqüência do que os homens. Até 25% das mulheres adultas sofrem agressão física perpetrada por seus companheiros do sexo masculino, e até 40% das vítimas de homicídio do sexo feminino são mortas por seus maridos. Resumidamente, uma mulher é espancada por seu marido a cada 7,4 segundos naquele país.

B. Pouco foi documentado a respeito de violência entre casais do mesmo sexo ou a respeito de maridos espancados. Acredita-se que a prevalência dos últimos seja muito reduzida.

II. Apresentação

A. A violência doméstica produz enorme morbidade e corresponde a números significativos de hospitalizações e visitas ao setor de emergência. Dentre as mulheres que solicitam cuidados médicos, estima-se que o espancamento corresponda a mais episódios de contusões do que acidentes automobilísticos, assaltos e estupros somados.

B. Aproximadamente um terço das mulheres que comparecem ao setor de emergência, independentemente da queixa principal, sofre espancamento. A maioria das mulheres, porém, não apresenta lesões, mas sim problemas de clínica geral, de comportamento ou psiquiátricos. Mais provavelmente se queixarão de depressão, ansiedade e problemas conjugais, familiares ou sexuais. Daquelas que apresentam traumatismo físico, aproximadamente 40% estão sendo espancadas, e a grande maioria dessas mulheres continuará sofrendo agressões adicionais. Realmente, a violência geralmente cresce em intensidade e freqüência ao longo do tempo. As lesões têm maior probabilidade de ser axiais (ou seja, envolvem a face, os seios, o tórax e o abdômen).

III. Detecção

A. A detecção é pequena na ausência de um protocolo específico de entrevista ou de questionamento sistemático de todos os pacientes sobre violência familiar.

B. A maioria das mulheres reconhecerá o espancamento se for questionada, mas poucas fornecerão a informação de modo espontâneo. Freqüentemente têm vergonha da violência e sentem-se responsáveis por sua ocorrência e humilhadas por permanecerem em uma relação com um homem ou podem não associar a violência a seus sintomas. Outras mulheres podem evitar discutir a violência para não sentirem raiva homicida ou desespero suicida. Ainda outras podem anteriormente ter tentado discutir a violência, mas consideraram suas revelações inúteis, por terem sido execradas ou compelidas a ``esquecer e perdoar’’.

IV. Características das Mulheres Espancadas

A. As mulheres espancadas compõem um grupo heterogêneo, de todas as idades, classes sociais, classes econômicas, grupos étnicos e tipos de estado conjugal.

B. Apenas a viuvez reduz o risco de espancamento. Não há previsores de espancamento que sejam específicos quanto às vítimas.

C. Muitas, mas nem todas as mulheres com relações violentas foram criadas em lares violentos ou com maus-tratos e foram testemunhas de/ou sujeitas a agressões físicas ou sexuais, freqüentemente por pais ou substitutos do pai. Uma história de violência na infância pode ser um fator mais significativo da capacidade ou incapacidade de uma mulher deixar seu parceiro violento.

V. Características dos Espancadores

A. Os espancadores são um grupo demograficamente heterogêneo.

B. Freqüentemente são homens frágeis e carentes aterrorizados por suas necessidades de dependência e irados com suas esposas devido a qualquer sinal de autonomia. Em geral têm baixa auto-estima, inveja intensa de seus companheiros e uma necessidade de dominar ou controlar suas esposas.

C. Muitos são alcoolistas ou abusam de substâncias químicas e podem atribuir sua violência à desinibição, mas muitos também agridem suas esposas quando estão sóbrios.

D. Muitos homens espancadores sofreram violência física quando crianças, mas, de modo semelhante às mulheres que espancam, muitos não passaram por essa situação. O previsor mais poderoso é uma história de ter testemunhado durante a infância seus pais agredirem suas mães.

VI. Características da Relação Violenta

A. Fase inicial e evolução. Na maioria dos casos, a violência não começa imediatamente. Pode emergir após o casamento, durante uma gestação ou após o nascimento de um filho. Freqüentemente é racionalizada por ambos os parceiros como devida a algum estressor externo e considerada como improvável de acontecer novamente. Na maioria dos casos, porém, a violência volta a ocorrer e torna-se cíclica. Após uma fase de crescimento da tensão ocorre uma crise violenta e então um período de reconciliação.

B. Tipos de atos violentos. As ameaças e a violência freqüentemente são aterrorizadoras e com risco de vida, podendo envolver diversas armas, como punhos, pés, porretes, facas e armas de fogo. Algumas mulheres também são sexualmente atacadas e uma parte ou a totalidade da violência pode ocorrer na frente dos filhos do casal.

C. Dinâmica da relação espancador-vítima. A mulher freqüentemente é acusada por seu companheiro de ter ligações sexuais extramaritais (embora o homem cometa adultério com muito maior freqüência). A mulher é progressivamente impedida de qualquer relação ou atividade considerada como ameaçadora ao homem. Ela geralmente se torna a cada dia mais isolada dos amigos e da família, muitas vezes é incapaz ou proibida de dirigir, não tem controle sobre as finanças da família, pode não ter acesso a um telefone e pode ser proibida de trabalhar. A mulher comumente teme deixar a relação ou revelar a alguém a ocorrência da violência. Ela freqüentemente é ameaçada pelo espancador de morte, de perder seus filhos ou de suicídio do espancador, caso ela faça qualquer movimento para deixá-lo. Durante os períodos de reconciliação, o espancador freqüentemente tem remorsos intensos em relação a sua companheira, que pode, por sua vez, sentir pena dele. Nessa situação, sentindo-se esperançosa quanto ao futuro, a mulher pode considerar particularmente difícil deixar a relação.

D. Por que as mulheres permanecem em relações violentas

1. A mulher espancada pode ser aprisionada economicamente e não ter outras opções para moradia, alimentação ou sustento dos filhos.

2. Muitas mulheres culpam-se pela violência e podem permanecer na relação convictas de que podem remediar o problema através de esforços mais intensos para satisfazer as necessidades de seu parceiro.

3. Para outras mulheres, a violência pode ser algo habitual: isto é, algo que ela espera como o preço de uma relação com um homem.

4. Ela pode estar muito assustada para ir embora. Muitas mulheres tentaram partir, encontrando apenas apoio legal, médico ou social inadequado. Com freqüência, deixar a relação não interrompe a violência, mas pode aumentá-la.

VII. Conseqüências do Espancamento

Como resultado de espancamento crônico, a maioria das mulheres, independentemente de sua estrutura psicológica anterior ao espancamento, passa a se ver como inútil, incompetente e incapaz de ser amada. Muitas vivem em um estado de estresse crônico semelhante àquele sentido por soldados em combate e demonstram sintomas de distúrbio de estresse pós-traumático, com períodos de hipervigília alternados com episódios de entorpecimento psíquico, isolamento e apatia. A incidência de depressão é elevada, há tentativas de suicídio, que ocorrem em até 50% das mulheres espancadas. Muitas abusam de álcool ou outras substâncias, uma reação considerada como altamente secundária ao espancamento. Uma minoria pode parecer psicótica.

VIII. Avaliação

A. Considerações gerais. Todos os pacientes devem ser questionados sobre violência doméstica como rotina em sua anamnese, mas o grau de suspeita deve ser elevado para mulheres que apresentam lesões incomuns ou traumatismos repetidos e explicações improváveis para suas lesões. Essas pacientes freqüentemente parecem ficar na defensiva ou evasivas quando questionadas sobre o companheiro.

O comparecimento ao setor de emergência de uma mulher espancada pode sinalizar um risco elevado de agressão perpetrada por seu parceiro, em relação aos filhos ou contra si mesma. Deve ser dada atenção à sensação subjetiva da paciente, e não apenas à gravidade de suas lesões ou sintomas físicos.

B. A entrevista. O médico precisa de tempo, disponibilidade de escuta e tato. A mulher deve ser entrevistada sozinha e deve-se solicitar diplomaticamente aos familiares que deixem a sala.

C. Avaliação de emergência. Uma avaliação de urgência deve incluir:

1. Um exame físico completo com documentação detalhada dos achados, o qual deve incluir fotografias, se possível, pois o registro médico pode ser necessário em um processo judicial. O médico deve registrar detalhadamente a história da paciente sem reduzi-la ou julgar sua veracidade.

2. Uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, com atenção particular a evidências de distúrbio de estresse pós-traumático, depressão, tendência a suicídio, abuso de álcool ou drogas e ideação homicida.

3. Avaliação da capacidade de lidar com a violência da mulher. Como ela lidou com a violência no passado? Ela já contou a alguém? Qual foi o resultado? Ela buscou recursos legais? Ela já fez planos de ir embora? Ela é útil em casa e no trabalho? Houve alterações recentes do comportamento ou estado psíquico?

4. Avaliação dos apoios sociais. Ela tem amigos, acesso a automóvel, pode usar telefone, tem mobilidade? Em quem ela pode confiar ou trocar confidências? Há evidências de isolamento?

5. Avaliação do risco atual. O espancador é patologicamente ciumento? Houve uma escalada na violência ou ameaças de matar a paciente? Há uma arma na casa? O espancador é dependente químico?

6. Avaliação de risco para crianças. Há crianças na casa? Caso a esposa esteja sofrendo violência, há uma chance de 50% de as crianças também estarem sendo agredidas.

IX. Tratamento

A. Distúrbios psiquiátricos primários devem ser tratados. Conforme descrição abaixo, algumas alterações da abordagem habitual (isto é, a esses distúrbios) são necessárias.

1. O médico pode necessitar hospitalizar uma mulher espancada com maior rapidez do que um paciente não espancado, deprimido ou suicida. Não se pode utilizar a família como recurso na monitoração de sintomas, supervisão de medicação e restrição de comportamento autodestrutivo. Isto também é válido para pacientes dependentes químicos.

2. O médico deve ser cauteloso com prescrições, pesar os riscos de abuso, dose excessiva e embotamento do estado de vigília da paciente.

3. De modo ideal, deve ser planejado um acompanhamento freqüente, mas a paciente pode não ser capaz de segui-lo. Ela pode estar muito amedrontada, muito aprisionada ou não estar pronta para abordar a violência.

4. O médico não deve tentar qualquer forma de terapia de casal em uma situação de emergência. Isto pode colocar a mulher em maior situação de risco quando o casal deixar o ambulatório.

B. Devem ser feitos todos os esforços para compreender a atitude da paciente dentro do contexto. Ela pode suspeitar do médico, pode manter sigilo ou querer proteger seu agressor e, apesar das recomendações médicas, não estar pronta para deixar seu companheiro. Ela pode ser relutante em aceitar a oferta de ajuda do médico no momento, mas se o encontro foi positivo e ela se sentiu compreendida e tratada com respeito, há maior probabilidade de retornar posteriormente ou buscar outros recursos.

C. O médico deve familiarizar-se com os recursos hospitalares e comunitários para mulheres espancadas e informar a paciente das opções que ela tem. Estas devem incluir encaminhamento para:

1. Abrigos para mulheres espancadas.

2. Abrigos de segurança.

3. Linhas telefônicas ativas durante 24 horas.

4. Um advogado para mulheres espancadas.

5. Nos EUA, a Coligação Nacional Contra a Violência Doméstica pode fornecer encaminhamentos para programas estaduais e locais e outras informações úteis (1-800-333-SAFE).

D. O médico deve planejar e antecipar com a paciente como ela conseguirá ajuda quando a violência emergir novamente. Deve-se questionar a paciente se gostaria de processar legalmente seu espancador ou ela conseguir uma ordem de prisão e então ser encaminhada à autoridade legal adequada. A maioria dos abrigos conhece advogados que podem ajudar a aconselhar ou representar a paciente.

E. O médico também pode precisar notificar o setor estadual de serviços sociais adequado e a equipe hospitalar de proteção à criança se houver razão de suspeita de violência contra ela.

X. Resistências do Médico

A. Muitos médicos relutam em perguntar a respeito de maus-tratos ou de histórias de violência por diversas razões, incluindo:

1. Medo de ofender a paciente.

2. Considerar a mulher espancada como masoquista.

3. Suposição de que uma situação socioeconômica elevada exclui espancamentos.

4. Suposição de que a pobreza reduz a probabilidade de continuidade do tratamento.

B. Algumas dessas resistências nascem da falta de conhecimento a respeito da prevalência de violência doméstica em todos os níveis sociais e da heterogeneidade das vítimas de violência. Outras resistências derivam das reações freqüentemente inconscientes dos médicos em relação às vítimas. Estas incluem a sensação de impotência, temor de contaminação, ou ansiedade quanto à raiva que a violência com freqüência desencadeia. Tentativas de se afastar da vítima podem prejudicar a paciente. Suas queixas podem ser desprezadas ou consideradas como fora do contexto, ela pode ser responsabilizada e punida com medicação ineficaz ou pode ter um planejamento inadequado para acompanhamento ou medidas de segurança.

Leituras Sugeridas

Carmen, E., and Rieker, P.P psycosocial model of the victim-to-patient process: Implications for treatment. Psychiatr. Clin. Noth Am. 12:431, 1989.

Dickstein, L. J., and Nadelson, C. C. Family Violence: Emerging Issues of a National Crisis. Washington, D.C.: American Psychiatric Association Press, 1989.

Hiberman, E. The "wife-beater's wife" reconsidered. Am. J. Psychiatry 137:1336, 1980.

McLeer, S. V., and Anwar, R. A. H. The role of emergency physician in the prevention of domestic violence. Ann. Emerg. Med. 16:1155, 1987.

McLeer, S. V., et al. Education is not enough: A system's failure in protecting battered women. Ann. Emerg. Med. 18:651, 1989.

A evolução da educação de Matemática de 1950 aos dias atuais...



A Evolução da Educação:



Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática: 

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim: 

1. Ensino de matemática em 1950: 

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.  Qual é o lucro? 

2. Ensino de matemática em 1970: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro? 

3. Ensino de matemática em 1980: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.  O custo de produção é R$ 80,00. 
Qual é o lucro? 

4. Ensino de matemática em 1990: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. 
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 

5. Ensino de matemática em 2000: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. 
O lucro é de R$ 20,00. Está certo? 

( )SIM ( ) NÃO 

6. Ensino de matemática em 2009: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 

7. A partir de 2010 vai ser assim: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. 
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 

Realmente a educação caminha a passos largos para o caos. Precisamos repensar nossa prática pedagógica antes que nossos alunos cheguem ao fundo do poço sem conhecer absolutamente nada.

“Todo mundo está 'pensando' 
em deixar um planeta melhor para nossos filhos... 
Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Mundial de Conscientização do Autismo



Neste sábado, 2 de abril, foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar a população sobre o assunto. Várias ações estão programadas, como a iluminação de prédios e monumentos de azul. Em São Paulo, estarão iluminados o Monumento às Bandeiras, o Viaduto do Chá e a Assembleia Legislativa; no Rio, o Cristo Redentor; em Brasília, o Congresso Nacional; e em Manaus, o Teatro Amazonas. Além disso, a Defensoria Pública de São Paulo lança a cartilha "Direitos das Pessoas com Autismo", com informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.

No Brasil, o autismo atinge cerca de dois milhões de pessoas e no mundo, segundo dados da ONU, já são 70 milhões. Segundo a psicóloga Fátima Cavalcanti, doutora em Saúde Pública, professora do mestrado em 'Psicanálise, Saúde e Sociedade' e coordenadora do Laboratório de Práticas Sociais Integradas da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o autismo é um espectro de desordens que têm em comum o isolamento, o prejuízo à interação social e a dificuldade de imaginação, além do não contato visual. Como ainda não se descobriu a causa (acredita-se que sejam múltiplas), a chave do problema estaria na atitude da família que enfrenta um caso de autismo. Leia abaixo trechos da entrevista com a psicóloga:

Em que um dia de conscientização ajuda o autismo?

O autismo ainda é um desconhecido e gera perplexidade, porque o autista tem um comportamento diferente, uma dificuldade de socialização. Hoje, com o diagnóstico precoce, a sofisticação dos tratamentos e o melhor preparo das escolas, há casos de autistas fazendo faculdade. Um dia de conscientização ajuda a entender e a falar sobre isso.

O que os pais podem observar a fim de chegar a um diagnóstico precoce?

Um bebê que não se acomoda no colo, não olha no olho e tem dificuldade de aprendizado - porque o bebê aprende com o olhar da mãe - deve ser observado. A linguagem também é difícil porque o autista tem uma linguagem literal, direta e concreta, é uma troca difícil, já que nossa linguagem é muito metafórica.

Qual é o caminho para o tratamento correto, já que há tantas opções?

Nem a Ciência chegou a um consenso sobre o autismo, as famílias ficam confusas com tantas informações e se tornam grandes estudiosas do assunto. O primeiro passo é passar pelo luto do filho idealizado que é muito difícil. Depois, é olhar pra frente, enxergar as qualidades, os limites e lidar com esse filho real, contando com a ajuda de uma equipe que trabalhe de forma integrada, hierarquizando os tratamentos. Em geral, observo que a família se reinventa. Mesmo quem nunca teve que lidar com um filho autista, já passou por dificuldades e qualquer deficiência é uma situação limite que desafia o ser humano a ser melhor.