Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Caverna Mágica



Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.


No verão, a mulher levou o filho para colher frutas que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um lugar coberto das frutas maiores, mais vermelhas e mais saborosas que já tinham visto.


Colheram quantos puderam. Mas tão logo a mulher encheu a cesta, viu se abrir a porta de uma grande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão. Escutou então uma voz grandiosa que lhe dizia:


- Entre, boa mulher - disseram – e leve quanto ouro puder pegar de uma só vez, até que escute o barulho de um sino.


A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou um punhado de moedas de ouro e pôs no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho, pegou mais dois punhados de moedas e, ao escutar a batida do sino, saiu correndo da caverna.


No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e uma voz trovejou:


- Mulher infeliz! Perdeu seu filho até o próximo verão!


A porta da caverna se fechou e a criança ficou presa lá dentro. A pobre mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou, e ela foi para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca se abriu e ela não conseguiu mais encontrar a caverna.


No ano seguinte, no primeiro dia do verão, ela acordou bem cedo e foi correndo ao lugar.



Ao chegar encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão, e ao lado estava seu filho em sono profundo. Escutou então a voz que lhe disse:







- Entre, boa mulher, e leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.




A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou o filho e tomou-o nos braços. A voz então lhe disse:


- Boa mulher, leve o menino para casa. Ele foi devolvido para você, pois agora seu amor é maior que a cobiça.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dicas para as crianças e jovens na internet




A equipe do Portal da Família pesquisou e condensou aqui algumas dicas de Segurança para ajudar as crianças no uso da internet. 




Converse sobre estas dicas em sua família. Você pode adicionar suas próprias dicas!




Algumas Dicas de Uso



1 - Lembre-se que na Internet você nunca pode ter certeza sobre com quem você está conversando. Infelizmente, muitas pessoas mentem e alguém que se diz ser uma criança pode na verdade ser um adulto perigoso.








2 - Nunca divulgue informações sobre sua vida, como por exemplo seu último nome, seu número de telefone, onde você vive, ou onde é sua escola - sem perguntar primeiro para seus pais. Desconfie daqueles que querem saber muito sobre você, pois mesmo com poucas informações as pessoas podem descobrir onde você mora.




3 - Tenha em mente as regras de segurança quando estiver on-line: seu comportamento e os sites da Web que você visita determinarão em grande parte sua segurança on-line. Sempre siga as regras de uso da Internet, esteja você em casa, na escola, na biblioteca ou em outros lugares. Elas existem para garantir que você possa se divertir de maneira segura na internet.


4 - Sempre mostre respeito aos outros: trate as pessoas que estão on-line como você gostaria de ser tratado. Nunca envie mensagens de e-mail ofensivas ou desagradáveis. Lembre-se de que qualquer coisa que você escrever ou enviar on-line pode ser reenviado a outras pessoas - até mesmo seus pais ou sua escola! Portanto, não diga nada que você não queira que os outros o ouçam dizer.



5 - Fazer planos para encontrar seus amigos de Internet na vida real normalmente é uma idéia muito ruim - não concorde com isso - porque as pessoas na vida real podem ser muito diferentes do que elas dizem que são pelo computador. Se você decidir encontrá-los, leve seus pais com você e encorage seu amigo virtual a fazer o mesmo. Esta é uma idéia inteligente. No mínimo, faça com que seus amigos reais estejam sabendo o que você vai fazer.








6 - Desligue o computador se não se sentir confortável. Se alguém com quem você conversar ou alguma coisa que você vir quando estiver on-line o fizer se sentir desconfortável ou com medo, simplesmente feche o navegador e desligue o computador. Se você não fornecer informações suas a ninguém, ele ou ela não poderá ameaçá-lo, e você poderá simplesmente ignorar a pessoa (ou bloqueá-la) no futuro. Sempre avise aos seus pais ou professores se você se sentir com medo ou for ameaçado quando estiver on-line - eles sabem o que fazer.





7 - Se você receber e-mails suspeitos, arquivos ou fotos de alguém que você não conhece, remova-os para a lata de lixo. Você poderia ter muito que perder confiando em alguém você não conhece. Do mesmo modo, evite clicar nas URLs que lhe parecem suspeitas. 








8 - Nunca distribua suas senhas para outros colegas.




9 - Nunca faça nada que possa custar dinheiro à sua família, como por exemplo compras online, a não ser que haja algum de seus pais ajudando você a fazer isto.


10 - Antes de você conversar com um desconhecido na Internet sobre algum problema que você está tendo, ou algo que você está sentindo, tente antes falar com um parente compreensivo ou um amigo e deixe-os saberem o que você está sentindo. Eles são um recurso melhor, mais confiável que um estranho em uma de bate papo.


11 - Evite entrar em salas de bate papo (chats) que parecem provocantes ou de muita discussão, e não deixa as pessoas online usarem o truque de fazer você pensar neles como amigos da vida real se você nunca os conheceu pessoalmente. E também não deixe as pessoas o envolverem em brigas online. Se você for procurar problemas na Internet, você achará isto, e coisas podem sair do controle rapidamente.





Vale a pena se casar?



A título de introdução: “Menino, o que é para você enamorar-se?” Por Marta Román:


Vale a pena se casar? Se você se casa para amar e viver enamorado, certamente. Como não vai valer a pena triunfar na vida? Mas se você se casa por uma outra coisa ou por uma outra razão, não ..


Tomás Melendo é partidário do amor. E em seu artigo se permite o luxo de desenvolver deliciosamente sua argumentação de pensador e de homem vivido sobre a estreita relação entre enamorar-se e casar.


Mas o fato é que de amor e de se enamorar todo mundo sabe. Por isso fiz uma prova muito curiosa: perguntei a meus filhos, como quem não quer nada e a cada um separadamente, o que é se enamorar para você? A um enquanto estava no Facebook, a outro enquanto vestia o pijama, a outra, quando ia falar às escondidas no telefone, a outro, chamando-o como para pedir algo e soltando a pergunta à queima roupa... Assim, sem muita reflexão e sabendo onde eu queria chegar, não leram nenhum tratado sobre o amor, nem nada semelhante.


E, oh surpresa! Suas respostas parecem as conclusões do artigo de Tomás Melendo:


Minha filha de 16 anos: - Enamorar-se é gostar de uma pessoa com quem você se sente bem, sabe que ela está sempre aí, gosta de você e vê um futuro com ela.


Meu filho de 15: - Entregar a vida à pessoa que você ama.


Meu filho de 13:- É quando alguém não lhe sai da cabeça.


Meu filho de 10: - É sentir algo por alguém.


- Algo bom ou mau? - pergunto.


- O que pode ser? - claro que é bom!


Meu filho de 6 anos: - Enamorar-se é casar.


E minha conclusão: que se enamorar é uma questão que se tem muito clara antes que a televisão, a rua ou a má vida a turvem miseravelmente. Por isso, desde o princípio dos tempos, as pessoas têm procurado se casar com alguém com quem valha a pena viver.






Vale a pena casar-se? Para quê?






Muitos jovens afirmam hoje que não vêem razão alguma para contrair matrimônio. Amam-se, e nisto eles encontram uma justificação de sobra para viverem juntos. Considero que estão errados, mas os compreendo perfeitamente.


É que as leis e os hábitos sociais tiraram todo o sentido do matrimônio:


a) por um lado, a admissão do divórcio elimina a confiança de que se lutará para manter o vínculo;


b) por outro, a aceitação social de “namoros” extramatrimoniais, considerados quase como uma “necessidade”, para não dizer um “direito”... ou um “dever”, suprimem a exigência da fidelidade;


c) e, finalmente, a difusão massiva e indiscriminada de contraceptivos, unida à afirmação de sua total inocuidade – espiritual, psíquica e física –, desprovê, de relevância e valor, os filhos.


O que resta então, da grandeza da união conjugal? O quê, da arriscada aventura que sempre tem sido? Com que objetivo “passar pela igreja ou pelo juiz”?


Vistas assim as coisas, a quem afirma a absoluta primazia do amor, teria que começar por lhes dar razão, para depois fazê-los ver algo de capital importância, que outras vezes apontei: é impossível o casal se amar, a sério, sem estar casados.






Fazer-se capaz de amar






O que acabo de afirmar é bem certo, embora possa suscitar certa admiração. Em todos os âmbitos da vida humana, é preciso aprender e se capacitar. Por que então não se faz isso no amor, que é a parte mais gratificante, decisiva e difícil de nossas atividades? Jacinto Benavente afirmava que “o amor tem que ir à escola”. E é verdade. Para poder amar de verdade é preciso se exercitar, da mesma forma, por exemplo, que é preciso treinar os músculos para ser um bom atleta.


Pois bem, as bodas capacitam para amar de um modo real e efetivo.






Nossa cultura não entende o matrimônio: contempla-o com uma simples cerimônia (quanto mais luxuosa e extravagante, melhor), um contrato rescindível, um compromisso...


Algo que, sem ser falso, torna-se demasiado pobre.









Em sua essência mais íntima, as bodas constituem uma expressão refinada de liberdade e amor. É, sim, um ato profundíssimo, inigualável, pelo qual duas pessoas se entregam plenamente e decidem se amar por toda a vida. É o amor dos amores: amor sublime que, em primeiro lugar, “redime” meu passado; e, além disso, e, sobretudo, me permite “amar bem”, como diziam nossos clássicos: fortalece minha vontade e habilita-a para querer em outro nível: situa o amor recíproco numa atmosfera mais alta.








Por isso, se não me caso, se excluo este ato de doação total, estarei impossibilitado de amar realmente meu cônjuge; como aquele que não treina ou não aprende um idioma não é capaz de falá-lo.






À sua jovem esposa que lhe escreveu: “Você me esquecerá, a mim que sou uma provinciana, entre suas princesas e embaixatrizes?”, Bismarck respondeu: “Você se esquece de que eu a esposei para amá-la?”


Estas palavras encerram uma intuição profunda: o “para amá-la” não indica uma simples decisão de futuro, inclusive imutável; equivale, no fim das contas, a “para poder amar” com um amor autêntico, supremo, definitivo... impossível sem o mútuo entregar-se do matrimônio, sem se casar.


Casar-se ou “conviver”


Não se trata de teorias. Tudo o que acabo de expor tem claras manifestações no âmbito psíquico.


O ser humano só é feliz quando se empenha em algo grande, que, efetivamente, compense o esforço. E o mais impressionante que um homem ou uma mulher podem fazer na terra é aprender a amar.


Vela a pena dedicar toda a vida a amar cada vez melhor e mais intensamente, porque só para isso viemos a este mundo.






Daí que, na realidade, essa seja a única coisa que merece nossa dedicação: tudo o mais deveria ser apenas um meio para consegui-lo; “Ao entardecer de nossa existência – repetia são João da Cruz – seremos julgados pelo amor”.


E por nada mais! Acrescento eu: tudo o que em minha vida eu não transformar em amor, é inútil, vão e, inclusive, prejudicial.


Pois bem, quando me caso, estabeleço as condições para me consagrar sem reservas à tarefa de amar. Pelo contrário, se simplesmente vivemos juntos, e mesmo que não seja consciente, terei que dirigir todo o esforço “para defender as posições” alcançadas, para não perder o conquistado ou a conquistada, para outro ou outra.


Tudo, então, se torna inseguro: a relação pode se romper a qualquer momento. Não tenho certeza de que o outro vai se esforçar seriamente em me amar, em dividir as alegrias e superar os atritos e conflitos do trato quotidiano: por que haveria eu de fazê-lo? Não posso baixar a guarda, relaxar-me, mostrar-me de verdade como sou, porque minha mulher pode descobrir os meus defeitos “insuportáveis” e decida que “vamos parar por aqui”. Ante as dificuldades que com certeza surgirão, a tentação de abandonar a empresa se apresenta muito imediata, uma vez que nada impede esta deserção.


A simples convivência cria um clima psíquico que faz perigar o objetivo fundamental e entusiasmante do matrimônio: aumentar, intensificar e melhorar o amor e, com ele, a felicidade.






Amor ou “papéis”?






Tudo isso parece avalizar a afirmação de que “o importante” é querer-se. E é verdade!


O amor é efetivamente o importante. Esta idéia não nos deve dar medo. Entretanto, já expliquei que não pode haver amor de verdade sem doação mútua e exclusiva, sem se casar.






Os papéis, o reconhecimento social não são de modo algum o importante; mas com relação à confirmação externa da mútua entrega, tornam-se imprescindíveis.






Por quê?






Do ponto de vista social, porque meu casamento tem repercussões civis claras, que aumentam mais ainda com a chegada dos filhos; a família compõe ou deveria compor a chave do ordenamento jurídico e o fundamento da saúde de uma sociedade; é indispensável, portanto, que haja certeza de que outra pessoa e eu decidimos mudar de estado e criar uma nova família.


Mas, sobretudo, a dimensão pública do matrimônio, a cerimônia religiosa e civil, a festa com familiares e amigos, as participações do acontecimento, anúncios nos meios de comunicação – melhor se puder ser na televisão! – tudo deriva da enorme relevância que deve ter para os cônjuges, o que estão realizando. Se isto vai mudar radicalmente minha vida, fazê-la melhor, se vai me permitir algo que é uma autêntica e maravilhosa aventura, gostarei de que todos ou, ao menos, os autênticos amigos saibam, assim como apregôo com grande alarde as outras boas notícias.






Igual, não.






Muito mais, porque não há nada comparável a se casar: coloca-me numa situação inigualável para crescer interiormente, para ser uma pessoa melhor e tremendamente feliz (aquele que não acreditar....que faça a prova com seriedade).


Como não divulgar, então, a minha alegria?






Antecipar o futuro?






É verdade que, à vista do exposto, muitos se perguntam: como posso eu me comprometer a algo para toda a vida, se não sei o que me espera? Como posso ter certeza de que escolhi bem meu par?






Trata-se de uma pergunta típica dos dois últimos séculos, nos quais o desejo de segurança transbordou além do propriamente humano – às vezes com repercussões psíquicas inclusive graves – e, apesar das declarações contrárias, de modo inverso ao apego real pela liberdade, que sempre leva consigo algo de risco.






A única resposta possível, que dou sempre que me fazem publicamente esta pergunta, é: “de modo algum”. “não há nenhum modo de saber”, “o futuro é... o futuro”; indefinível por natureza, com a permissão dos “adivinhadores de plantão”, ainda que já sejam tantos, e o do turnomais utópico; eles nos assediam por todos os lados e a todo o momento.


Ao que acrescento, antes que o auditório desapareça, que para isso aí está o namoro, um período muito bom, que oferece a oportunidade de conhecimento mútuo e de começar a entrever como será a vida em comum.


Depois, se sou como devo, já sei suficientemente o que acontecerá quando me casar: sei, na realidade, que vou colocar todo o esforço para amar a outra pessoa e procurar que ela seja muito feliz. E se tiver sido um propósito sério, se tivermos sido prudentes e nos conhecemos o bastante, isso será compartilhado pelo futuro cônjuge: o amor chama o amor. Podemos, portanto, ter certeza de que vamos tentar por todos os meios. E então, é muito difícil, quase impossível, que o matrimônio fracasse.






Observar e refletir






Certamente, esta decisão radical de entrega não basta para dar um passo de tanta transcendência. É preciso considerar também alguns traços do futuro cônjuge.


Quais?


Em primeiro lugar, por pura honestidade, devo avisar que a viabilidade de um matrimônio nunca pode ser conhecida tendo-se relações íntimas antes ou em lugar das bodas; como em seguida veremos, por mais que se choque contra o costume e as pretensões gerais, a situação que aí se cria é tão artificial, tão profundamente diferente do que um matrimônio sustentará, que não existe modo pior de avaliar se devo ou não casar com aquela pessoa.


Os traços que deveriam ser levados em conta são sempre outros. Por exemplo, se “me vejo” vivendo durante o resto dos meus dias com aquela pessoa, inclusive quando estiver sem se arrumar, ronque ou lhe cresçam os “pneusinhos” na barriga; também e antes, como age em seu trabalho e com seus colegas, como trata sua família, seus amigos; se sabe controlar seus impulsos, incluindo os sexuais; porque, do contrário, ninguém me assegura que será capaz de fazê-lo quando estivermos casados e se apaixone por outro ou por outra; se gostaria que meus filhos se parecessem com ele ou com ela (que horror!)... porque de fato quer eu queira ou não, vão se parecer; se sabe estar mais atento ao meu bem ( e de seu bem real, por mais que lhe custe) que de seus simples e quase inacabáveis anseios...


Em resumo:


a) Não fazer o menor caso do que promete.


b) Escutar - com todo romantismo que deseje, mas como quem ouve chover – o que me diz.


c) Prestar muita atenção ao que parece que é.


d) Mas principalmente ao que efetivamente faz e como se comporta.


e) E conceder um peso absoluto à sua maneira de agir... justo quando não está comigo, uma vez que quando nos vemos, os dois nos encontramos dispostos naturalmente – sem a menor malícia – a agradar, uma vez que se trata do momento mais esperado do dia, no qual ambos podemos e queremos dar o melhor de nós mesmos.


Pelo contrário, se em sua casa, com seus amigos, com seus colegas de trabalho, comporta-se como um ou uma egoísta, ou como um ou uma déspota, se não leva em conta os desejos e o bem real dos que a ou o rodeiam, quem pode me assegurar que não vai acabar assim ... também na cama?






Relações antimatrimoniais






E aqui se deve considerar uma das questões mais decisivas e sobre a qual impera maior confusão. A necessidade de se conhecer, de saber se um e outra combinam, não aconselha viver juntos um tempo, com tudo que isto implica?


Trata-se de um assunto muito estudado e sobre o qual se vai lançando uma luz cada vez mais clara.


Um bom resumo do status quaestionis seria o seguinte: está estatisticamente comprovado que a convivência antes do matrimônio nunca produz efeitos benéficos: nunca!


Por exemplo:


a) os divórcios são muito mais frequentes – parece que o dobro – entre os que conviveram antes de contrair matrimônio;


b) as atitudes dos jovens que começam a ter trato íntimo pioraram notavelmente e a olhos vistos, desde este momento; tornam-se mais possessivos, mais ciumentos e controladores, mais desconfiados e resmungões, inclusive mais desagradáveis.






Mas por quê?






A causa, ainda que profunda, não é difícil de intuir. O corpo humano é, no sentido mais profundo da palavra, pessoal; e talvez muito especialmente em suas dimensões sexuais. Em consequência, a sexualidade deve falar um único idioma: o da entrega plena e definitiva.


Mas, nas circunstâncias que estamos considerando, esta total disponibilidade se torna contraditória pelo coração e pela cabeça que, com maior ou menor consciência, a rejeitam, ao evitar um compromisso com a vida.


Surge assim uma ruptura interior em cada um dos namorados, manifestada psiquicamente por um obsessivo e angustioso afã de segurança, cortejado de receios, temores, rancores e suspeitas, que acabam por envenenar a vida em comum.


Por outro lado, como consequência do anterior, um e outra começam a sentir-se mal... e buscam de novo “estar juntos” como meio para evitá-lo; o mal estar se acalma momentaneamente, enquanto duram as relações, para logo crescer com mais força, “estar outra vez mais juntos”, aumentar o aborrecimento persistente, numa espécie de espiral fatídica que culmina, quase sempre, com a separação...que é pior se não é definitiva!


Daí que, ao contrário do uso habitual, a este tipo de relações eu prefira chamar “anti ou contra-matrimoniais”.






Para se conhecerem de verdade






Por outro lado, também é ingênua a pretensão de decidir a viabilidade de um matrimônio pela “capacidade sexual” de seus componentes: como se toda uma vida em comum dependesse ou se pudesse sustentar em uns atos que, em condições normais, somam uns poucos minutos por semana!


Mas é que a melhor maneira de conhecer o nosso futuro cônjuge neste âmbito, consiste, como antes sugeri, em observá-lo nos outros aspectos de sua vida, e talvez, principalmente, nos que se relacionam diretamente conosco: refletir sobre o modo como se comporta em seu lar, trabalho ou estudo, com seus amigos ou conhecidos... e com os “inimigos”, pois em algum momento de nossa vida matrimonial seremos considerados como tais, etc.


Pois se nessas circunstâncias é generoso, afável, paciente, serviçal, terno, desprendido... pode estar certo, sem ter medo de se enganar, que certamente esta atitude será a mesma na vida cotidiana e nas relações íntimas.


Enquanto que a “comprovação direta” e inclusive a forma de nos tratarmos, por responder a uma situação claramente “excepcional” – o namoro um tanto “avançado” –, não só não proporciona dados confiáveis sobre seu futuro, mas que em muitos casos até os mascara.


Por isso, diante de uma opinião muito difundida, caberia afirmar que ”viver (e deitar-se) juntos” é a melhor maneira de não saber em absoluto como vai agir a outra pessoa durante o casamento.






Repito que não se trata de mera ficção nem uma forma de “invenção piedosa” para desaconselhar esta convivência. Como acabo de apontar, fica bastante fácil dar-se conta de que a situação que se cria em tais circunstâncias é absolutamente artificial... e muito diferente do que será a vida em comum, dia a dia – não apenas “noite a noite” –, quando ambos estiverem casados.






Provar as pessoas?






Mas pode-se ir mais fundo: não é sério nem honrado “provar” as pessoas, como se se tratassem de cavalos, de carros ou de computadores. As pessoas são algo tão grandioso que, em sua presença, só cabe a veneração e o amor; por elas arrisca-se a vida, “joga-se cara ou coroa” – como dizia Marañón –, “o futuro do próprio coração”, a vida inteira.


Além do que, a desconfiança que implica o colocar a prova não só gera um permanente estado de tensão difícil de suportar, mas se opõe frontalmente ao amor incondicional – incondicionado e incondicionável – que está na base de qualquer bom casamento: e se não há base ou ponto de apoio, o casamento... cai.






E aí cabe acrescentar outro motivo, ainda mais determinante: não se pode realizar este “experimento”, é materialmente impossível, ainda que pareça o contrário, porque o casamento muda muito profundamente os noivos; não apenas do ponto de vista psicológico, ao qual já me referi, mas no próprio ser: modifica-os profundamente, transforma-os em esposos, permite-lhes amar de verdade; antes não era possível este amor!


Mas este é um tema de tanta transcendência que prometo voltar a ele muito em breve.

Educar na humildade: uma tarefa urgente!

No ano passado, um pesquisador em educação, Ives de La Taille, apresentou na obra Crise de Valores ou Valores em Crise, uma pesquisa realizada recentemente com 448 alunos do ensino médio (com idades entre 15 e 18 anos), sendo 211 da escola pública e 237 de colégios particulares, na qual indagava a esses jovens quais seriam as virtudes mais importantes na seguinte lista de dez: justiça, gratidão, fidelidade, generosidade, tolerância, honra, coragem, polidez, prudência e humildade. Sem querer aprofundar nas conclusões da pesquisa, chamou-me a atenção que a mais valorizada tivesse sido a humildade. O próprio La Taille se surpreendeu com o fato de que essa virtude fosse apontada tanto pelos meninos quanto pelas meninas, fossem eles da escola privada ou da pública.
Uma das explicações que o autor dá para o resultado é que “vivemos uma cultura que pode ser chamada de cultura da vaidade”. Esclarecendo esse conceito, o educador afirma que muitos jovens hoje “vivem apenas motivados para dar um constante espetáculo de si, destacarem-se por sinais que conferem prestígio, associarem a si próprios marcas que testemunham ser um vencedor (roupas, carros, celulares), falarem de si em blogs, nos celulares, computadores...”. Glosando o autor, diria ainda que os jovens andam atrás de “espelhos” que são as pupilas das pessoas que estão à sua volta, e às quais perguntam: “Gostou da figura que fiz?”, “Pareceu-lhes interessante o meu ponto de vista?”, “Que acharam da minha prova, do meu trabalho, da minha publicação, da minha roupa provocativa...?”.
Portanto, voltando-nos para o resultado da pesquisa, concluímos que a maioria dos jovens pesquisados parecem estar fartos deste modelo juvenil e de tanta mentira. Intuem que a sedução narcisista que reina hoje na nossa cultura parece ser a causa de muitas mazelas sociais. No fundo, essas respostas podem estar representando alguns gritos silenciosos aos educadores que dizem mais ou menos assim: “Por favor, ajudem-nos antes a ser do que a ter!”. “Não aguentamos mais ver gente representando o que não é!”. “Ensinem-nos a descobrir a Verdade!”. “Quero de verdade ser feliz e não fingir que sou feliz!”.
Há muito tempo que esta disjuntiva Ser ou Ter está presente nas discussões filosóficas. O que chama a atenção é perceber que estasreinvidicações pelo ser estejam nascendo mais cedo, naqueles que sempre exigiram liberdade, prazer, dinheiro, consumo, diversão, ter... Afinal, o que está acontecendo?
Sou da opinião de que estes movimentos podem já estar refletindo, em parte, as consequências negativas da pedagogia moderna das últimas décadas. Segundo estas teorias, chamadas construtivistas, a criança deveria se desenvolver por si mesma, sem imposições de ninguém. Os responsáveis pela educação deveriam apenas dar um suporte para o seu autodesenvolvimento, sem, no entanto, se envolver no processo. Estas teorias psicodinâmicas, muitas delas inspiradas no pensamento freudiano, acreditavam que a criança tinha um “eu” completo em si mesmo e que bastaria deixar o tempo passar para ela se desenvolver adequadamente.
Fica fácil perceber o que produziu esta mentira ao longo das últimas décadas. Na medida em que os pais foram adotando a chamada educação antiautoritária, que é a renúncia para educar os filhos, tanto os pais quanto os filhos foram desenvolvendo níveis crescentes de soberba de geração em geração. Efetivamente, quem convive com pais e crianças em escolas particulares e públicas tem percebido ano a ano atitudes de arrogância e de autosuficiência que não existiam antigamente. Mas por que isto tem crescido?
Quem trabalha com educação e conhece a chamada “caixa preta” da criança (fazendo um paralelismo com os aviões) sabe que qualquer criança é extremamente egocêntrica nos primeiros anos da existência. Todo o bom processo educacional consiste em mostrar-lhe que além de existirem outras pessoas no mundo ela própria existe para os outros. Sua realização e felicidade dependerão da adequação de seus desejos e projetos para os outros. Que, sozinha, ela nunca saberá nada, poderá nada, conseguirá nada nem será nada. Que só conseguirá ser ela mesma a partir do outro. Que o eu deve se converter em si mesmo apenas mediante um tu e um vós.  Por isso, desde que nasce terá que saber descobrir a linguagem do prazer, dos limites, do amor, do sofrimento. Esta é a verdade da educação.
Por outro lado, se deixamos a criança crescer sem a exigência da boa autoridade, dificilmente ela descobrirá como deve funcionar um ser humano e aos poucos seu orgulho irá enganando-a acreditando que sabe tudo, pode tudo, conseguirá tudo e que ela é tudo, principalmente se obtiver dinheiro e poder. Esta é a grande mentira da educação. Motivando-a somente a produzir riqueza, acaba-se gerando uma das maiores e mais profundas pobrezas humanas que é a solidão. Vistas bem as coisas, as outras pobrezas, incluindo a material, nascem sempre do isolamento, de não ser amado ou da dificuldade de amar, fruto do orgulho de muitas pessoas.
Terminemos concluindo que uma das tarefas primordiais da educação é desmascarar os perigos da soberba. Da ilusão do orgulho. Da escravidão de um eu que se fecha em si mesmo, como numa bolha. E que o caminho da felicidade está na humildade, que, longe de ser uma postura depreciativa, é apenas a conscientização da Verdade da condição humana, que exige abrir-se para os demais e para o transcendente, pois experimenta que só nas relações interpessoais poderá salvar-se de tantas depressões e tristezas de um eu doentio.

João Malheiro é doutor em Educação pela UFRJ e diretor do Centro Cultural e Universitário de Botafogo - www.ccub.org.br. É autor do livro "A Alma da Escola do Século XXI", palestrante sobre o tema da educação e mantém o blog Escola de Sagres (escoladesagres.org).


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Educação sem limites

A coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o último momento podemos receber educação.
Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, haja vista o enorme número de casos de corrupção ininterrupta; na política, empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei consegue ser cumprida, ademais, instaurou-se na cultura a idéia de que ser esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual razão seguir regras? 

Outro ponto importante vem a ser a ausência dos pais na vida da criança, em virtude da carga horária dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições educacionais, do governo ou particulares. Esta necessidade familiar gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam sendo permissivos em demasia com os seus filhos, impedindo, por conseguinte, momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos; derivados dos próprios valores existentes nos pais e na constituição da personalidade da criança. Contudo, abre-se nova polêmica neste rastro de educação sem limites, ao lembrarmos que muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, sem fazer "escola" desta forma de se educar. Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um plano mediano que fosse sendo ajustado à medida que as demandas surgissem. Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em que se evidenciaram os desastrosos resultados.

Outra condição a ser pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência. 

Nas escolas a relação entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que chegavam.

A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente. 

Para ilustrar este contexto da educação sem limites, relatarei uma cena que vi na sala de diretoria de uma escola do governo. De um lado encontrava-se a vice-diretora desta instituição, a qual descrevia o descaso de um aluno com relação aos estudos, seu comportamento rebelde e desrespeitador mediante as regras daquela escola, exaltando o fato de que este menino, de aproximadamente onze anos, já havia "bombado" em ano anterior e que em seu boletim constavam muitas faltas. De outro lado, a mãe, estupefata com aquelas faltas, tentando compreender aquele furacão que se lhe apresentava. Ao lado da mãe que estava sentada, encontrava-se sua filha menor, à frente do referido estudante, e ao lado dele outra irmã, presumivelmente mais velha. O quadro estava formado; o garoto permaneceu imóvel entre as pessoas de sua família e apenas comentou em tom humilde que a direção da escola lhe perseguia há muito tempo e que ele era bonzinho. Apesar da postura de cobrança por parte da diretoria da escola, é quase impossível obter do aluno um comportamento adequado, uma vez que lhe falta o direcionamento educacional, sutilmente revelado pela mãe quando alegou não ter tempo de poder criar o próprio filho, permanecendo ausente em virtude do trabalho. 

Tal situação é comum e é clara quanto às dificuldades existentes para todas as partes: do aluno que precisa e não tem a educação fundamental de ser acompanhado em casa por seus responsáveis; dos pais, que não têm tempo e sentem a dificuldade se ampliar conforme o tempo passa, desestimulando cada vez mais, ter que mexer com esta situação, e, para a escola, que acaba arcando com tal responsabilidade, sem ter estrutura para isso. A situação destas várias crianças e de suas famílias é caótica, não existindo meio termo para classificar o que se passa nesta inversão de valores, onde inexiste a educação pautada em acompanhamento e com limites. Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos. 

O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos? 

Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.



Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo e psicoterapeuta. Desenvolve treinamentos organizacionais e palestras com Psicologia Preventiva e eventos educacionais. 

Educar é preciso


Quando você decide usar maior rigor na educação dos filhos parece que a sua mudança não adianta? Antes você sequer conseguia deixá-los de castigo? Agora compreende a importância de colocar limites rigorosos. Porém a prática é difícil? Você tem se esforçado, mas parece que não tem jeito? Além de frustrante, a raiva parece tomar conta de você? Sente-se em tortura constante?

Experiências desgastantes ocasionadas pela tentativa de educar os filhos são comuns e causam todo tipo de sentimento, principalmente o de impotência e incompetência. Somos tomados pela desesperança e nos entristecemos. Embora nos preocupemos com a educação e o futuro dos filhos, o convívio presente tem proporcionado obstáculos consideráveis. O que está errado? Essa parece ser uma pergunta constante em nossas cabeças, levando-nos a misturar mal-estar e culpa. Nos desequilibramos ao comportarmo-nos de forma descontrolada em diversas ocasiões. 

Por que não dá certo se mudamos algumas atitudes em relação à educação dos filhos? Não obstante, devemos nos perguntar também: Será que eu mudei o suficiente para alterar o que pretendia? Por acaso eu tenho agido apenas na superfície dos acontecimentos e não no fundo da questão? 

Um exemplo é quando decidimos sermos mais duros na maneira de falar e cobrar, além de dirigir algum castigo aos filhos. Fazemos essas coisas num momento de ira, e não com o necessário equilíbrio, ainda indisponível internamente. Por conseguinte, com o passar de pouco tempo, sentimo-nos mal pelo que fizemos, não em relação ao ato, mas a forma adotada. Reconhecemos a atitude inadequada e voltamos atrás na decisão. Agimos assim comumente. Os filhos, por sua vez, percebem a tentadora oportunidade de escapar aos desprazeres da educação, criando, então, uma resistência cada vez maior. 

Ao refletirmos sobre a situação é possível perceber que mudamos por fora, por meio de alguns comportamentos, e não por dentro, pela consciência e transformação decorrente. Quando mudamos internamente agimos com maior justiça e propriedade. Ainda que estejamos em constante aprendizagem na educação dos filhos - ninguém nasce com este saber - ajuda muito possuir equilíbrio para manter o que merece manutenção, a exemplo de deixar os filhos experimentarem os próprios sentimentos e percepções, ainda que ruins, ocasionados pelo limite da educação, e não impedi-los de tal sorte. Falamos uma coisa e fazemos outra. 

Via de regra, tomamos decisões contraditórias ao que dizemos em razão do que sentimos em nós, e não no que eles sentem de fato. Misturamos problemas pessoais e questões mal resolvidas às percepções que temos dos filhos. Algumas de nossas experiências, especialmente as infantis, confundem-se na educação. Não o fazemos de propósito, pois nem percebemos. Todavia, precisamos cuidar deste tipo de confusão através de ajuda especializada, com psicoterapia. Através da terapia é possível enxergar coisas que ainda não vemos, porém nos dizem respeito. Podemos obter melhor qualidade de vida e estender tal benefício aos filhos, oferecendo-lhes educação mais adequada, aumentando a visão do que deve ser feito para se propor limites com maior ponderação. Para educar é preciso mudar de dentro para fora. Pais e filhos ganham.