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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Caverna Mágica



Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.


No verão, a mulher levou o filho para colher frutas que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um lugar coberto das frutas maiores, mais vermelhas e mais saborosas que já tinham visto.


Colheram quantos puderam. Mas tão logo a mulher encheu a cesta, viu se abrir a porta de uma grande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão. Escutou então uma voz grandiosa que lhe dizia:


- Entre, boa mulher - disseram – e leve quanto ouro puder pegar de uma só vez, até que escute o barulho de um sino.


A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou um punhado de moedas de ouro e pôs no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho, pegou mais dois punhados de moedas e, ao escutar a batida do sino, saiu correndo da caverna.


No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e uma voz trovejou:


- Mulher infeliz! Perdeu seu filho até o próximo verão!


A porta da caverna se fechou e a criança ficou presa lá dentro. A pobre mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou, e ela foi para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca se abriu e ela não conseguiu mais encontrar a caverna.


No ano seguinte, no primeiro dia do verão, ela acordou bem cedo e foi correndo ao lugar.



Ao chegar encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão, e ao lado estava seu filho em sono profundo. Escutou então a voz que lhe disse:







- Entre, boa mulher, e leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.




A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou o filho e tomou-o nos braços. A voz então lhe disse:


- Boa mulher, leve o menino para casa. Ele foi devolvido para você, pois agora seu amor é maior que a cobiça.

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