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quinta-feira, 31 de maio de 2012

POR QUE OS JOVENS USAM DROGAS ?



POR QUE OS JOVENS USAM DROGAS ?

Muitos podem ser os motivos que levam um jovem para o mundo das drogas. Entre eles, a procura de um prazer que para o jovem representa o êxtase, a euforia. Muitas vezes é a fuga de uma realidade difícil de lidar à nível consciente. 
Como consciências psicológicas, há todo um transtorno comportamental e um prejuízo das atividades como: estudo, trabalho, convivência com as pessoas devido a mudanças de humor. Além do fato que o uso de drogas acarreta, com o tempo, danos às estruturas cerebrais. 
A família fica desesperada. Muitas vezes não sabem como lidar com o jovem e há atritos graves entre membros da família. Há uma forte perturbação emocional, o que necessitaria de um trabalho orientado de um profissional. A família teria que fazer um trabalho no sentido de se fortalecer do ponto de vista emocional para com isso poder ajudar a pessoa envolvida com drogas, e este precisaria de um acompanhamento psicológico com o objetivo de fortalecer a auto-estima e conseqüentemente se livras das drogas. 
Fica difícil dizer o que é certo e o que não é, quem é bandido e quem é mocinho, onde está o bem e o mal. Mas não dá para fugir da realidade. DROGA é uma coisa perigosa e muita gente se arrasa por causa dela. O assunto está ai: na TV, nos jornais, na rua, na escola, na casa do lado e, talvez, na sua. Finge que não é com você é um péssimo jeito de se prevenir. 
Considerando o tráfico, o número de crimes, problemas de saúde e todas as vidas que são arruinadas pela droga, dá uma imensa vontade de ser radicalmente contra elas. Mas nesses campo é muito difícil ser radical. A distância entre beber um copo de cerveja gelada num dia de calor e morrer de cirrose hepática é enorme. Tão grande quanto a que existe entre fumar maconha uma vez na vida e morrer de overdose. Seria inútil exterminar todas as substâncias que podem ser usadas como droga porque são muitas. E não esqueça que droga é sinônimo de remédio e a mesma coisa que mantém a vida de monte de pessoas pode deixar outras viciadas. Proibir não é a solução. Fingir que o problema não existe ou acontece apenas com os outros resolve muito menos. Diante desse impasse, não vá saindo como quem não tem nada com isso. Viciado não é só gente doida, barra pesada, marginal ou pavorosa Muita gente bonita, elegante e sincera como você acaba se viciando às vezes por brincadeira. As fronteiras entre o certo e o errado são invisíveis e, assim, ninguém sabe mostrar o comportamento ideal a ser adotado. O que se sabe é que as drogas são um risco enorme. 
73,9% dos estudantes de escolas públicas de 10 capitais brasileiras já exprementaram algum tipo de drogas.
76% dos portadores do vírus da AIDS entre 11 e 19 anos contraíram a doença por meio das drogas intravenosas. 
Já te ofereceram alguma droga? 33% dos entrevistados de 10 a 12 anos, 49% dos de 13 a 15 anos e 67% entre 16 e 18 anos responderam sim. 
"Comecei fumando uns baseadinhos em festas, tomando umas bebidinhas. Eu sempre achei que era forte para lidar com as drogas. Então eu alternava uma época careta, uma época chapado. Para tentar me enganar, eu tentava trocar a dependência por álcool mas não adiantava. Eu estava sofrendo. Eu estava fugindo de um problema que vinha desde a adolescência: admitir que a droga era mais forte que eu. Uma hora me dei conta que ou todo mundo se afasta de você ou você acaba numa overdose. Três amigos meus morreram, dois de overdose e outro que injetou na veia pó de mármore comprado como cocaína. Eu optei pela vida. Estou brigando com unhas e dentes. Eu queria que alguém tivesse me dito: não tenta nem experimentar. Eu achava que careta era otário. Mas não é nada disso: os malucos é que são otários." C. 34 anos. 
Por quê o adolescente se envolve com as drogas? Por quê um jovem de apenas 14 ou 15 anos começa a trilhar o caminho da toxicomania? 
Além dos motivos citados acima, há, no caso do uso de drogas, um fator muito importante que é a fuga da realidade. O jovem quando vira adolescente se decepciona, pois nada é como ele pensava, então decide entrar no mundo do tóxico. Viver no mundo real não lhe interessa mais. A irrealidade é seu universo, onde tudo é mais colorido e onde se acha respostas para todos os problemas. 
Inquéritos feitos entre jovens mostram que, em sua maioria, foram levados a primeira experiência com tóxicos por curiosidade. Ressaltam também o papel dos amigos que influenciam no consumo das drogas. 
"A informação que a televisão, os pais e os educadores passam é de que a droga mata, é uma coisa horrível, deixa dependente. Mas já o amigo do clube, da escola, do condomínio diz que não é nada disso, que é bom e dá segurança. Então o jovem fica curioso, com dúvidas, e resolve experimentar. No dia seguinte, ele vê que não morreu e nem ficou dependente e passa a acreditar no amigo, lógico. Aí mora o perigo... O jovem passa a procurar nas drogas aquilo que não existe. O uso constante poderá torná-lo doente, dependente de doses cada vez maiores e de drogas mais fortes. Isto pode levá-lo até ao suicídio. 
Parece que, hoje em dia, as pessoas não têm noção de que as drogas fazem mal e que não é bom usá-las. O jovem precisa de uma cervejinha para bater papo, fumar um "baseado" para ver um show... Ele está sem noção da cobrança que vai vir mais tarde, em função deste uso de drogas." - depoimento de Aurélio Santo Sé (CONEN) 
Tomar uma droga é um substituto para a satisfação que uma atividade bem sucedida traz. Uma visita a qualquer rua à noite, mostra rapidamente que a droga é freqüentemente o "prêmio consolação" para muitos jovens insatisfeitos. 




OS MOTIVOS E DIFERENÇAS DE CLASSE ENTRE OS JOVENS 
QUE PROCURAM AS DROGAS

Classe Média e Alta

Os jovens dessa classe entram no mundo das drogas por diversos motivos; seja por influencia de alguém, para ser aceito em um determinado grupo, por curiosidade, vontade de mostrar que é capaz de seguir seus caminhos, de querer experimentar todas as coisas da vida, altas emoções, revolta com os pais, para acabar com inibição, enfim, muitos motivos que os levam à droga. 
Muitos motivos levam a este beco quase sem saída. 

1. Influência de amigos que usam drogas é muito importante, pois, na adolescência, o grupo é muito importante e, querendo ou não, fazem coisas semelhantes para se identificarem.

2. Com as drogas as noites são mais divertidas, fogem a realidade e, assim começa a cumplicidade entre eles. 

Mesmo quando o jovem quer parar é muito difícil. Seu círculo de amizade está ligado à droga e para de usá-la é uma ameaça para essa "amizade". Logo é muito mais fácil continuar com a vida que parece perfeita do que recomeçar do zero e, o pior, sozinho. 
A droga da moda da classe média alta é o ecstasy, que dá sensação de prazer, torna o corpo leve, dá muita sede e disposição. É de mais difícil acesso para a classe média baixa ou pobre pelo seu elevado preço. 
A droga "quebra" as diferenças sociais, fazendo o rico subir o morro e se relacionar com pessoas de outro nível social, achando algo em comum entre eles. É o caso de meninas ricas com traficantes, de tanta gente da classe média alta nos bailes funks, pois com as drogas acham que todos têm algo em comum, só que muitas vezes é tarde demais para descobrir que os iguala é algo muito pior - a droga. 
Classe Pobre 
As crianças que moram em morro convivem com todos os tipos de drogas, pois é lá no morro que se concentra o tráfico. 
Os menores de rua desde cedo têm contato com várias drogas, e uma das mais usadas por eles é a cola de sapateiro, que inibe o apetite. Em qualquer esquina, podemos facilmente ver um ou vários meninos de rua, com uma latinha em sua mão, próxima ao seu nariz. 
Os jovens pobres também usam maconha, pois além de ser "aceita" socialmente, eles a comercializam desde cedo. 
Os pobres geralmente procuram drogas mais baratas. Quando começam a usar drogas mais caras, exemplo de cocaína e heroína, isso os leva para o mundo do crime, seja roubando ou ajudando os traficantes. 

FATORES QUE PROPENSA O ADOLESCENTE AO USO DAS DROGAS

1. sem adequadas informações sobre o efeito das drogas;


2. com saúde deficiente; 


3. insatisfeito com sua qualidade de vida; 


4. com personalidade deficientemente integrada; 


5. com fácil acesso às drogas.

Em contrapartida, o adolescente com menor possibilidade de utilizar drogas são aqueles: 

1. bem informado;

2. com boa saúde; 

3. com qualidade de vida satisfatória; 

4. bem integrado na família e na sociedade; 

5. com difícil acesso às drogas. 

MOTIVOS: O QUE LEVA O JOVEM A ADQUIRIR O VÍCIO. 

Drogas alteradoras de humor produzem modificações no cérebro que alteram seu funcionamento. Uma vez alterada a função do cérebro a pessoa experimenta mudanças físicas, emocionais e comportamentais. Substâncias psicoativas, portanto, têm o poder de alterar o pensamento, danificar a mente e o corpo e afetar o comportamento e os relacionamentos. 
Os novos conceitos sobre dependência química ensinam que não há drogas pesadas do ponto de vista do desenvolvimento da doença. Da nicotina ao álcool, passando por maconha, cocaína, crack e psicotrópicos, todas as drogas apresentam-se como poderosos condutores de dependência. 
Pesquisas recentes nos levam à compreensão dos motivos que levam algumas pessoas a desenvolver dependência. Sabe-se que uma parte da resposta se encontra na genética. Cada pessoa tem um constituição química e genética particular, isto pode afetar a maneira como uma droga age sobre o cérebro da pessoa. Talvez afete também a velocidade com que o cérebro estabelece seu nível químico depois que as drogas são tomadas. Da mesma forma que a constituição genética leva as pessoas a terem olhos azuis ou castanhos podem também levá-las a se tornarem dependentes. 
A personalidade do viciado apresenta características próprias, que a identificam como mal estruturada, imatura, inadapta ao meio em que vive, sempre na busca ávida por sensações, por algo que facilite a fuga da angústia permanente em que vive. 
Vive à espera de que se modifique sua vida atual, em virtude de sua incapacidade de levar sua existência.. Não consegue ver no presente, beleza e alegria, pelo empobrecimento de sua capacidade de sentir e de se comunicar. Luta para fugir da realidade dos fatos, para viver na fantasia de um mundo novo, em que não seja exigido tanto de si. 
As origens da toxicomania devem ser procuradas na fase oral do desenvolvimento. A intolerância à espera na satisfação do desejo, a importância da fixação, da regressão, etc. A avidez nas toxicomanias está relacionada com os estados maníaco-depressivos. 
Por avidez oral entendemos a carência de afetos e a forma insatisfatória de lidar com eles. Problemas no relacionamento social trazem atritos, inseguranças e a conseqüente busca compensatória através da adicção. 
Conseqüências: 
O egocentrismo, o desejo de gratificar o seu "eu" sempre egoísta, faz-lhe viver só e miserável. 
Na impossibilidade de dar, de realizar, de fazer, de proporcionar, destruir, agredir, violentar e aniquilar.
Exaspera-se e se lança contra o mundo, por não poder retirar dele as satisfações, o gozo, as delícias com que sonha, exigências de sua personalidade imatura, rudimentar. 
Não estando a serviço de sua função natural de satisfazer a uma necessidade imperiosa, as forças instintivas transformam-se em angústia, ansiedade e opressão. O próprio prazer sexual se altera e faz mudar a agressividade em sadismo, a carícia, a ternura, em tortura e a maldade para os com quem ele convive. 
No aspecto familiar o adicto luta contra a superioridade, o autoritarismo. Através de seus sintomas, o adicto comunica aos pais e irmãos que está lutando para ser o contrário do que eles são, mas, ao mesmo tempo, as características dessa sua luta evidenciam que diferença está exclusivamente no elemento usado e não no método, ou seja, a droga. 
Quando se comprova que em sua tentativa de se revolta e ser diferente do modelo familiar, acaba fazendo o que aprendeu de seus pais, a oposição destes, torna-se muito comprometida.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Frases para amar - Dia dos namorados -



Não ser amado é uma simples desventura. A verdadeira desgraça é não saber amar.
(Autor desconhecido)

Amar não é mais que morrer em si para renascer no outro.
(Autor desconhecido)

Omnia vincit amor - o amor vence tudo.
(Virgílio)

O amor não tem idade, está sempre a nascer.
(Blaise Pascal)

A medida do amor é não ter medida.
(Santo Agostinho)

Há apenas um remédio para o amor: amar ainda mais.
(David Thoreau)

O inferno é já não amarmos.
(Georges Bernanos)

Amar alguém é ser o único a ver um milagre invisível para outros.
(Mauriac)

O segredo para dar mais relevo às coisas mais humildes, mesmo às mais humilhantes, é amar.
(Josemaría Escrivá)

Quando o amor enche o coração, não deixa nele lugar para mais nada. Nem para o ódio, nem para o rancor, nem para o orgulho.
(José Mallorqui)

É quando nos esquecemos de nós mesmos que fazemos coisas que merecem ser recordadas.
(Autor desconhecido)

Um homem tem a idade da mulher a quem ama.
(Provérbio chinês)

O amor por uma pessoa deve incluir os corvos do seu telhado.
(Provérbio chinês)

Quem tiver dó de mim, não mo diga, mas venha e tenha dó.
(Sebastião da Gama)

O amor não deve ser apenas uma chama: deve ser também uma luz.
(Henry David Thoreau)

O amor não se conjuga no passado: ou se ama para sempre, ou nunca se amou verdadeiramente.
(Autor desconhecido)

A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.
(Madre Teresa de Calcutá)

Suba alto; Suba longe. Seu objetivo é o céu; Seu alvo, as estrelas.
(Inscrição no Williams College)

Aquele que tentou e nada conseguiu é superior àquele que não tentou.
(Bud Wilkinson)

Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada.
(Helen Keller)

Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida. . .
(Soren Kiekegaard)

O medo do perigo é mil vezes pior do que o perigo real.
(Daniel Defoe - in Robison Crusoe)


Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. . . Se não houver flores, valeu a sombra das folhas . . . Se não houver folhas, valeu a intenção da semente . . .
(Maurício Francisco Ceolin)

O ruído faz pouco bem, o bem faz pouco ruído.
(S. Francisco de Sales)

Os bons pensamentos produzem bons frutos, os maus pensamentos produzem maus frutos. . . e o homem é seu próprio jardineiro.
(James Allen)

Ó beleza! Onde está tua verdade?
(Shakespeare - Tróilo e Cressida)

Todas as maravilhas de que precisas estão dentro de ti.
(Sir Thomas Browne)

Quando procuraste a companhia de uma satisfação sensual... - depois, que solidão!
Por que debruçares-te a beber nos charcos dos gozos mundanos, se podes saciar a tua sede em águas que brotam para a vida eterna?
(S. Josemaría Escrivá)

Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso.
(Platão)

Sem o seu riso, um aposento cheio de gente tagarelando parece frio e vazio.
N. Naidoo

É fácil conquistar uma mulher a cada dia. O difícil é conquistar a mesma mulher todo dia!
(Autor desconhecido)

Construir o "Nós" - reflexão para o dia dos namorados




Já faz alguns anos! Mas ainda vêm-me à memória os olhos brilhantes de tantas alunas e alunos meus de 7ª e 8ª séries, quando, aproveitando a comemoração do Dia dos Namorados, abríamos parênteses na programação de Língua Portuguesa para conversar, por alguns instantes, sobre namoro. O nível de interesse pela aula tornava-se inigualável! Explica-se: tocávamos em aspectos fundamentais das suas vidas; falávamos do amor. Mais: das exigências do amor.

Aos poucos, através de alguns exemplos e comparações, ia-se delineando a finalidade do namoro: elaborar um projeto de vida que se inicia numa comunidade a dois. Fase de preparação, portanto, em que cada um aprofunda no conhecimento próprio e do outro, exercitando a capacidade de se tornar um ser humano melhor, para o bem do outro. Tarefa, aliás, altamente prazerosa, para a qual nunca falta motivação. Fazia-lhes ver que a reciprocidade dessa atitude, desse empenho em buscar as afinidades, compreender as diferenças e as limitações e colaborar na superação das dificuldades, é que constrói a confiança mútua. Confiança mútua: um simples olhar capaz de dizer pode contar comigo. Talvez seja a descoberta mais importante para o crescimento no amor, e que fundamentará, em boa medida, a decisão que se há de tomar com total liberdade. Coincidíamos, afinal, em que toda escolha pressupõe renúncia e, nesse caso especificamente, é necessário ter muito em conta tal pressuposto: o homem, tendo encontrado a sua mulher, renuncia a todas as outras, e a mulher, tendo encontrado o seu homem... idem! Perde-se então a liberdade? Não! Entrega-se a liberdade em razão de um fim; assume-se um compromisso de lealdade: Pode contar comigo! Jamais vi assomar em seus lábios qualquer sorriso de ironia ou descaso. Eram jovens, afinal, com plena capacidade de sonhar.


De fato, o afã de grandes realizações é marca peculiar da juventude e, a tal ponto a nutre e robustece que, com o passar dos anos, aquele que consegue conservar essas aspirações mantém-se jovem em espírito. O jovem tem sempre um ímpeto de superação que, quando devidamente incentivado, encorajado, torna-se a base da sua alegria, uma alegria que nada nem ninguém consegue arrancar porque está enraizada na disposição de enfrentar, por um ideal, todos os sacrifícios.


Formam-se, assim, os grandes atletas, os profissionais talentosos. Quando da morte de Ayrton Senna, ouvi os especialistas dizerem que ele tivera meio segundo para brecar, tempo insuficiente para levar o pé ao freio (Ah! os cálculos dos especialistas!!!). No entanto, revelou-se depois, através da "caixa-preta", que o brilhante piloto freou meio segundo na intensidade máxima antes de bater. Incríveis capacidades revelam-se quando o homem aplica-se a uma façanha ou é exposto ao inesperado. E mais ainda quando as duas circunstâncias coincidem...


Excluindo-se o estrelismo que acompanha os grandes feitos e "massageia o ego" dos que se exercitam, perguntamos: por que a natureza humana, tão rica de possibilidades em tantas situações, revela-se tantas vezes incompetente no que diz respeito à família? Por que tanta tacanhice, futilidade, leviandade, inconseqüência, irresponsabilidade... e derrotismo desde o ponto de partida, uma vez que já não é incomum que, desde o namoro, o pressuposto seja tentar, quem sabe dá certo!? Ora, no namoro se estabelecem e se aceitam as regras, ditadas não tanto por diferenças de temperamento, como pelo sentido de compromisso e responsabilidade que se tenha. E se as regras não são reciprocamente aceitáveis, é hora de romper. Decisão difícil, sem dúvida... Mas, quem sabe, ajude a amadurecer, a reavaliar... Afinal, é melhor romper o namoro para não romper depois o casamento, episódio muito mais traumático e de conseqüências muito mais sérias. Ou pretenderá alguém consolar-se, dizendo: Tentamos tudo; até casamos! ?


Se poucos chegam ao estrelato das pistas, aos recordes atléticos, enfim, às façanhas contempladas pela imprensa, basta sermos pessoas para nos defrontarmos com as exigências de agir com altruísmo, dignidade, grandeza interior... Na vida a dois, não apenas suportar as alfinetadas das pequenas contrariedades, mas aprender a observar, reconhecer e apreciar, antes de tudo, os aspectos favoráveis do outro, interpretar benevolamente as suas faltas, socorrê-lo nas suas necessidades materiais, emocionais, espirituais... Saber ultrapassar as barreiras interiores do egoísmo, superar sentimentos de independência e de superioridade, crescer na paciência, paciência, paciência... No dizer de São Josemaría Escrivá: converter a prosa do teu dia em decassílabos, em poesia heróica. Chegamos, portanto, ao heroísmo. Os aplausos? Esses ficam por conta da vida, quem sabe passados quarenta anos...


O panorama geral, no entanto, é inquietante. Pode-se dizer que há uma maciça propaganda contra essa educação para o altruísmo, contra os ideais de pôr o outro, no caso do amor conjugal, ou os outros, no caso do amor ao próximo, no centro das nossas atenções. E, invertida a equação, somos arrastados pelo individualismo, pela mentalidade utilitarista, que encara o mundo e inclusive as pessoas como instrumentos, objetos a serem utilizados enquanto correspondem às nossas expectativas. Trata-se de uma sombra medonha a escurecer os horizontes da família, principalmente porque dá-se como inevitável que o relacionamento sexual (no sentido mais estrito do termo) esteja condicionado, simplesmente, à experimentação, justamente a esse "uso" do outro. Irresponsavelmente, incentiva-se o jovem a uma atitude dirigida à corporalidade, facilitando-lhe uma bebedeira sexual que pode levá-lo a encalhar na fase inicial, primitiva, do despertar da sexualidade. Num total desrespeito e miopia, ensina-se a não contrair o vírus HIV e a evitar gravidez - que a isso se resume a educação sexual nos nossos dias -, como se no físico não interviesse o psíquico, o emocional, e vice-versa.


Aqueles jovens que deveriam ser incentivados a grandes realizações, até porque é de ideais nobres que carecem, vão sendo levados pelo primitivismo de seus instintos mais elementares, expondo-se a perder de vista as possibilidades de um amor perene, substituído pela superficialidade e futilidade dos "casos passageiros", do mero contato animal entre duas epidermes, como dizia Voltaire. Ou seja, destituídos de uma meta ideal (difícil e trabalhosa, sem dúvida, mas ainda assim ideal), os casais desprezam as suas grandes possibilidades de se vivenciar na fronteira do total, do exclusivo, do definitivo, para se perder nas desilusões do banal e do medíocre, apesar do tão falado prazer, a cada dia mais exigente nos seus requintes. E, então, o que fazer com o sentimento de "só para ti, com todas as minhas forças e para sempre", tão latente nos desejos de entrega do coração humano, principalmente na afetividade feminina? Correm o risco de jamais descobrir a magia que envolve o prazer em uma relação verdadeiramente amorosa, sustentada pela consciência do bem-querer-se.


Se é verdade que a sexualidade feminina e a masculina buscam completar-se, é preciso ter presente o valor da pessoa na sua integridade. A sexualidade é apenas uma propriedade do ser, embora informe e caracterize substancialmente o modo masculino e feminino de ser. Em outras palavras, homem e mulher imprimem a sua sexualidade a tudo o que fazem, e o amor propriamente dito dirige-se à pessoa integral. Assim como é uma pessoa na sua totalidade quem se entrega ao amor. No dizer de Viktor Frankl: "o amor é aquela relação entre dois seres humanos, que os põe em condições de descobrir o outro em todo o seu caráter de algo único e irrepetível." Ou, no dizer poético de Mário Quintana: "Amar é mudar a alma de casa."

Namora-se para conhecer e dar-se a conhecer, para ter um tempo de reflexão, alimentar as expectativas mútuas... E crescer em ternura... Não resisto a copiar umas palavras: "A ternura é muito necessária no matrimônio, nessa vida comum, em que não só o "corpo" necessita do "corpo", mas sobretudo o ser humano necessita do outro ser humano. A ternura estreitamente unida ao genuíno amor da pessoa, desinteressado, será capaz de conduzir o amor através dos diversos perigos do egoísmo dos sentidos e da atitude de prazer. A ternura é a arte de sentir o homem todo, toda a sua pessoa, todas as vibrações da sua alma, até as mais profundas, pensando sempre no seu verdadeiro bem [...]. Tanto na mulher como no homem, a ternura cria a convicção de que não estão sozinhos e de que a própria vida é compartilhada pelo outro. Tal convicção ajuda enormemente e reforça a consciência da união." (Karol Wojtyla - que viria a ser João Paulo II - Amor e responsabilidade).


Eis que o "eu " capta um "tu". Criam-se vínculos. Constrói-se o "nós". O amor, alicerçado na ternura, supera os obstáculos... O utilitarismo apenas troca por outro o objeto que já não lhe serve. Porque nada sobra do caráter unitivo do ato conjugal nas vivências amorosas efêmeras... 


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Este pensamento de Saint-Exupèry em seu O Pequeno Príncipe fez as doçuras de muitas gerações. Indicava aos apaixonados um ideal elevado e os jovens entusiasmavam-se com a magnitude de um amor tão exigente. Não há de ser menor, hoje, a aspiração daqueles que, jovens ou menos jovens, procuram cativar-se para desfrutar das alegrias de doar-se numa sólida e fecunda união.





A tradição do dia dos namorados






No Brasil comemorarmos o dia dos namorados no dia 12 de junho.

Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos), um santo devotado à idéia do amor.

Na verdade, há dois santos "Valentino". Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família , e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi tão longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do "dia dos namorados". Mas não existe nenhum registro histórico disso.

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.

No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória - na época na Agência Standard Propaganda - sob encomenda da extinta loja Clipper.

Para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:

"Não é só de beijos que se prova o amor".

A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons....uma infinidade de opções para se dizer "Eu Te Amo!".

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve".

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.

Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.

Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.




Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer "Eu Te Amo!"

Sobre o aborto dos anencéfalos



Nos últimos dias temos visto à nossa volta uma grande polêmica: a questão do aborto dos anencéfalos. Diversos núcleos apresentam argumentos prós e ontras, em uma discussão extremamente importante, pois se trata de tornar institucional a decisão sobre a continuidade ou não de um evento referente à vida. Considerando o parecer francamente favorável do Ministro da Saúde ao aborto, tenha o feto encéfalo ou não, causa-me preocupação alguns argumentos mencionados pelos grupos pró-aborto. Vou abrir um parêntesis, para enfatizar o uso do termo "aborto", pois considero um eufemismo essa recente substituição por "antecipação programada do parto".

Pois bem, os grupos pró-aborto enfatizam o sofrimento da gestante de um feto anencéfalo, alegando uma 'agressão à dignidade da pessoa humana'. Seguramente essas mães sofrem e a preocupação com o sofrimento alheio é sempre meritória. No entanto, pergunto: qual mãe não sofre por seus filhos? Sofre mais a mãe cujo recém-nascido vem óbito em um curto período, ou aquela mãe que vê seu filho morrer lentamente, nos descaminhos da droga? Sofre mais a mãe cuja gestação enfrenta sérios riscos, ou aquela mãe que vê seu filho, saudável e bem-formado, contrair uma doença causada pela falta de saneamento básico?

Aliás, é possível mensurar o sofrimento?

Há outro aspecto muito sério. Os atuais recursos diagnósticos permitem a identificação de centenas de alterações durante a vida fetal. Síndromes diversas podem ser diagnosticadas relativa segurança. Então, depois do anencéfalo, qual será a próxima alteração fetal a justificar o aborto?

Isso me traz à mente qualquer coisa de "pureza racial" enrustida. Saber da surdez, cegueira, agenesia de membros, retardo mental, intersexualidade etc. não são situações capazes de causar sofrimento nas mães e pais, de "agredir a dignidade da pessoa humana?" Mas o mundo hoje tem se empenhado tanto na inclusão dos portadores de necessidades especiais, então como estabelecer quais anomalias podem ou não ser mantidas durante a gestação?

A ação pró-aborto é movida por um sindicato ligado aos profissionais da saúde. Fico surpreso com isso, seria de se esperar ações pró-vida dessas pessoas. Algo como cobrar do Ministério mais investimentos no diagnóstico precoce de anomalias embrionárias e fetais. E incentivar pesquisas para, a partir do diagnóstico, haver medidas capazes de atuar na ativação ou repressão dos genes responsáveis por tais alterações. Afinal, a seqüência gênica não pode ser alterada, mas a epigenética hoje nos mostra ser possível modular a ação dos genes. Gostaria de ver o Ministro defendendo mais recursos para a Saúde, eliminando doenças vinculadas à falta de saneamento básico. Gostaria de ver os profissionais desse sindicato promovendo uma educação de qualidade aos jovens e adolescentes, para permitir o exercício da sexualidade de maneira saudável e equilibrada.

Finalmente, enfatizo minha estranheza à afirmação do Ministro, afirmando uma acurácia de 100% no diagnóstico da anencefalia. Em geral, os profissionais das ciências da vida evitam sistematicamente o "100%", porque todos os dias somos surpreendidos com fatos inesperados. Mais ainda, me recordo de um fato amplamente noticiado pela mídia há alguns anos. Por apresentar aumento de volume abdominal, dor e náuseas, uma mulher recebeu o diagnóstico de um tumor maligno, confirmado por ultra-sonografia. Meses de angústia depois, o suposto tumor "se transformou" em um bebê saudável, após parto normal.

Será mesmo tão eficiente assim o nosso atual sistema de saúde?

Não a qualquer tipo de aborto



Esclarecimento neurológico a respeito da analogia entre morte encefálica e o estágio embrionário (anterior ao surgimento das células nervosas) como justificativa para a prática do aborto


A sociedade brasileira vivencia atualmente a intensificação do debate entre indivíduos que defendem a legalização do aborto e aqueles que manifestam sua impossibilidade de legalização. Verifica-se que os primeiros têm utilizado o argumento de que o período inicial de desenvolvimento do embrião humano seria análogo ao estado de morte encefálica, indicando equivocadamente a ausência de células nervosas na fase embrionária inicial como fundamento para tal analogia.

Em realidade, os próprios argumentos que têm sido utilizados para justificar a prática do diagnóstico de morte encefálica contrariam diametralmente a prática do aborto. Entre esses argumentos, defendidos pela maioria dos médicos, encontra-se o de que o diagnóstico de "morte encefálica" traria consigo um prognóstico fechado, de perda irreversível da consciência ou personalidade. Ao contrário, o embrião guarda em si todo o potencial de desenvolvimento, inclusive da personalidade, desde a fecundação. Se não for abortado, via de regra deverá completar seu desenvolvimento, passando também pelo o estágio fetal, nascendo, atravessando a infância e a adolescência, desenvolvendo a própria personalidade talhada também pelas vivências afetivas, familiares e sociais que vier a experimentar, ocupando, finalmente, um lugar único na sociedade, integrando-a, influenciando-a, modificando-a pelo próprio comportamento e pela expressão das suas idéias.

Por outro lado, devido ao fato de que as funções encefálicas orquestram ou organizam a atividade dos diversos órgãos e sistemas do organismo, argumenta-se que a ausência de algumas das funções encefálicas, própria do estado de "morte encefálica", provocaria desorganização e desintegração progressiva das funções dos demais órgãos, levando a um prognóstico de morte tradicional (por colapso circulatório - parada cardíaca) em até cerca de uma semana, ao longo da qual a vida seria transitoriamente sustentada de forma artificial, mediante a utilização de aparelhos, frutos da tecnologia humana. Estaria, assim, segundo esse ponto de vista, justificada a interrupção antecipada das funções vitais ainda presentes, com objetivo de evitarem-se tratamentos considerados inúteis, ou mesmo para o aproveitamento de órgãos para a doação. Ao contrário, desde a fecundação o embrião comporta-se como um organismo unificado e individualizado, apenas transitoriamente dependente do organismo materno. Se não for abortado, seguirá mostrando ampla integração entre as células que o constituem, as quais se diferenciarão progressivamente, transformando-se nas células próprias de cada tecido, e que migram, interagem, se re-organizam continuamente, formando órgãos e sistemas que se desenvolvem e se mantêm trabalhando harmoniosamente para a sustentação da vida em um organismo autônomo e independente de aparelhos.

Assim, a vida do embrião, mesmo no estágio anterior ao surgimento das células nervosas, nada tem a ver com "morte encefálica" ou com um prognóstico de morte. Justamente ao contrário, desde a fecundação, o embrião guarda em si o prognóstico da continuidade do florescimento da vida humana em toda a sua complexa expressão - orgânica, afetiva, social, intelectual.

Cícero G Coimbra, MD, PHD
Médico Neurologista e Professor Livre-Docente da Universidade Federal São Paulo - UNIFESP

Por que azul é para meninos e rosa para meninas?



Atualmente é comum associarmos a cor azul a meninos, e a cor rosa às meninas. Já no nascimento dos filhos, muitos pais preparam o enxoval do bebê tendo por base essas cores, conforme o sexo da criança. Há também o senso comum que diz que o verde e o amarelo são cores neutras, que podem ser usadas por ambos os sexos.

Mas você já se perguntou de onde surgiu essa associação de cores? Aliás, você sabia que nem sempre foi assim? Que já houve época em que o rosa era para meninos, e o azul para meninas?

Na verdade, o que hoje consideramos "normal" é fruto apenas de uma convenção criada no início do século 20 e que, pasmem, pode ter começado de forma contrária ao que temos hoje.

De fato, segundo o site "Gender Specific Colors", parece que a associação de cor a determinado sexo é uma tendência do mundo da moda que só começou no início do século 20 nos países ocidentais, tornando-se uma questão cultural, sem se saber muito bem o motivo.

O que se sabe é que, no início, a cor rosa, por ser considerada um tipo de vermelho claro, era associada com a força e a dramaticidade dessa cor (vermelho), o que claramente influenciou sua indicação para ser usada em meninos. Um jornal norte-americano, em 1914, aconselhava as mães: "Se você gosta de adotar cores nas roupas das crianças, use rosa para o menino e azul para a menina" [The Sunday Sentinal, March 29, 1914].

Veja essa outra dica, publicada em 1918: "Tem havido uma grande diversidade de opinião sobre o assunto, mas a regra geralmente aceita é usar rosa para o menino e azul para a menina. A razão é que, sendo o rosa uma cor mais forte, que denota pessoas decididas e com coragem, ela é mais adequada para o menino, enquanto o azul, que é mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina" [Ladies Home Journal, junho de 1918]

Mas parece que assim que as cores começaram a ser usadas como um identificador de gênero, começou também uma tendência a inverter essa associação de cores, até chegar ao que hoje consideramos "normal".

De acordo com Jo B. Paoletti e Carol Kregloh, no artigo "The Children's Department", publicado no livro "Men and Women: Dressing the Partem Kidwell" (Claudia Brush e Valerie Steele, Smithsonian Institution Press, 1989), nos Estados Unidos, a convenção de rosa para as meninas e azul para os meninos não era unanimidade até a década de 1950. A análise de quadros e fotos antigas mostra que não havia uma forte associação entre um sexo a uma dessas cores.

Diversas hipóteses tentam explicar o início da associação de cores ao sexo. Eis algumas delas.

O primeiro uniforme escolar observado na Inglaterra data do século XVI, composto de casacos azuis usados por meninos pobres em escolas mantidas por instituições religiosas, o que acabou estabelecendo uma convenção. Eram dessa cor porque, na época, a tintura azul era mais barata que as tinturas de outras cores.

Outra possibilidade é que houve época em que o uniforme da marinha era azul, e a moda era que todo menino queria ter uma roupa de marinheiro. Por outro lado, essa hipótese não explica a escolha da cor rosa para as meninas.

O que sabe é que durante séculos os europeus vestiam os meninos e as meninas com um mesmo estilo de vestimenta. Roupas com estilos específicos, conforme o sexo das crianças, só começou a surgir no final do século XVIII, conforme se pode observar em quadros de pintura que retratam crianças. Conta-se que, na análise desses quadros antigos, é possível observar que entre os diversos povos não havia uma convenção aceita referente a estilos ou cores específicos para meninos e meninas.

Mas, naquela época, o intercambio cultural entre os povos não era tão rápido quanto hoje em dia, que conta com a televisão, cinema e internet. Por isso mesmo, a moda não era tão massificada quanto hoje.

A artista sul-coreana JeongMee (1969) criou o projeto "The Pink and Blue Project" como tema para a sua tese. O projeto Rosa e Azul é uma reflexão sobre a relação entre gênero e consumismo. Ou seja, um trabalho sobre a ligação entre o ser do sexo feminino ou ser do masculino e a preferência pela compra de objetos rosa ou azul, respectivamente.
A grande responsável pela escolha é a sua filha de cinco anos "Gosta tanto de rosa que apenas quer vestir e brincar com objetos dessa cor", afirma a mãe.

Mas JeongMee descobriu que não é a única. Nos Estados Unidos, na Coréia do Sul e noutros países, a maioria das crianças do sexo feminino adora tudo o que seja cor-de-rosa: roupas, acessórios e brinquedos. Segundo ela, nem mesmo o caso de pertencer a grupos sociais ou étnicos diferentes, com padrões e bases culturais distintas, altera essa tendência.
Nos dias de hoje, com a publicidade cada vez mais influente, essas cores impuseram-se como mundialmente padronizadas. É essa padronização que a máquina de JeongMee tenta captar. Talvez as populares e universais "Barbie" e "Hello Kitty" tenham contribuído para desenvolver essa tendência: as meninas interiorizam de forma consciente ou inconsciente que para ser ou parecer femininas devem usar rosa.

Acrescenta ainda que as diferenças entre esses objetos afeta o pensamento das crianças e o seu comportamento perante os seus pares. Por exemplo, os livros ou brinquedos para elas são normalmente rosa, roxos ou vermelhos e estão relacionados com maquiagem, moda, receitas ou tarefas domésticas. Já para eles, são de diferentes tons de azul e falam sobre robôs, indústria, ciência e dinossauros.

Preparativos para festa junina




Junho é mês de festa junina no Brasil inteiro, e estas festas têm grandes características nacionais. A festa junina é uma grande festa onde se comemora o dia de São João, as pessoas fazem fogueiras, preparam barracas, se vestem de caipiras e fazem a maior algazarra, procurando sempre se divertir e inventar uma maneira diferente de mostrar a outras festas que o Brasil também tem as suas culturas. Na festa junina há muitas coisas consideradas como características, ou seja, diversas coisas quando aparecem já são atração e já tem nomes próprios dentro da festa, na parte alimentícia podemos lembrar do milho, suco de milho, bolo de milho, cural, pamonhas, sorvetes de milho, etc. Entre estes alimentos gostosos a paçoca e seus derivados também são considerados como grandes referencias de festa juninas, lembrando sempre que os doces como pé de moleque, pé de moça e paçoca de rolha, são os mais famosos quitutes dentro desta categoria. A festa junina geralmente acontece em escolas, igrejas e galpões fechados onde as pessoas se reúnem para se divertir, assistir alguns shows de cantores e artistas locais e contar com a presença de amigos para fazer de tudo aquilo uma grande brincadeira.

Os preparativos da festa consistem em barracas, bambus, comidas, bebidas como vinho quente e quentão, também se lembrando dos trajes dos participantes que devem sempre estar vestidos de caipiras. Em festas juninas que ocorrem em escolas os alunos e professores se vestem de caipiras e fazem a quadrilha aparecer e ser destaque na escola inteira, fazendo com que os pais e alguns convidados especiais façam parte desta grande festa. Incluído nos preparativos, não podemos esquecer-nos do bom e velho Bingo, onde há uma grande reunião de pessoas que ficam torcendo atentamente para que as bolinhas sorteadas sejam de mesmo numero que os de suas cartelinhas. Os presentes do bingo as vezes envolvem dinheiro, as vezes envolvem alimentos, as vezes envolvem brindes e até mesmo cestas de café da manhã e cestas românticas para presentear. A festa junina é uma grande referência e dificilmente sairão de moda aqui no Brasil, todos os anos estão sendo renovadas novas festas e novos trajes, fazendo com que se torne sempre uma nova marca entre os fãs desta época.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tolerância religiosa.



Nunca se falou tanto em tolerância religiosa como hoje. Há, decerto, uma razão para esse apreço do conceito, que reside em ser o tempo atual um período de “extremos”, qualificação que se justifica pelos seus paradoxos: paz e violência, tecnologia e miséria, desenvolvimento e injustiça social etc. Por um lado aguça-se entre religiões e culturas a sensibilidade pela dignidade humana.

O discurso sobre a inviolabilidade dos direitos humanos fundamentais pauta-se como imperativo para todos os povos. Por outro lado, a dignidade humana jamais esteve tão ameaçada, seja pelo armamento nuclear, pela fome, pela manipulação genética, pelos conflitos políticos, religiosos, étnicos ou seja por razões múltiplas. A realidade confirma, portanto, a atualidade da reflexão sobre a tolerância. Nesse debate uma questão crucial que se aborda é saber qual o limite da tolerância? Ou dito de outra maneira, é possível ser tolerante com o intolerável? Existe um meio-termo nessa história, uma terceira via que se tece para além da mera aceitação ou do recurso à violência?

O limite da tolerância torna-se cada vez mais evidente. Tolerância não significa tolerar o intolerável, o que seria a própria negação da tolerância, sendo que esta consiste na aceitação mínima do diferente como tradução da coexistência pacífica. Se a tolerância não equivale a tolerar o intolerável, que via se lhe aponta, já que a utilização das mesmas armas da intolerância rejeitaria pelo oposto a própria tolerância? Em termos concretos, com que atitude enfrentar as ações do braço de terrorismo do fundamentalismo religioso e político? O recurso às armas da intolerância comprovou-se historicamente como gerador de mais violência. A ofensiva de Bush, em resposta às ações terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, não trouxe nenhuma resolução para a questão, pelo contrário, desencadeou um processo gradativo de violência e insegurança.

O exercício da tolerância exige o difícil equilíbrio entre razão e emoção. Tarefa que se torna ainda mais desafiadora quando se está diante do impacto provocado pelo intolerável (11 de setembro de 2001, EUA; 11 de março de 2004, Espanha; julho de 2005, Inglaterra). Mas é exatamente nesse momento que a busca do consenso racional pode contribuir, evitando-se a traição pela emoção e, consequentemente, uma justificativa cuja lógica possui em sua estrutura a mesma forma de pensar fundamentalista: o império do bem contra o império do mal.

Com que atitude, então, enfrentar o fundamentalismo? O caminho que se vislumbra racionalmente é o do diálogo incessante, do acordo justo e transparente e parece não haver outro meio sensato. Leonardo Boff afirma em seu livro Fundamentalismo: a globalização e o futuro da humanidade ser necessário dialogar até a exaustão, “negociar até o limite intransponível da razoabilidade”, na esperança de que o fundamentalismo venha a reconhecer o outro e o seu direito de existência. Talvez essa estratégia possibilite romper as bases de sustentação de qualquer fundamentalismo, instaurando uma comunidade de povos.

Embora rejeita-se por inteiro o método, a justificativa e a finalidade das violentas ações fundamentalistas, elas não deixam de indicar algo. Conforme o teólogo Hans Küng, elas apontam os “débitos de uma Era Moderna muitas vezes individualista-libertinista”, que deveriam ser levados em conta quando se rejeita as soluções do fundamentalismo. Enzo Pace e Piero Stefani, no livro,Fundamentalismo religioso contemporâneo, argumentam que as ações fundamentalistas denunciam a fragilização do pacto social “(...) e, por isso, [tornam-se] uma espécie de sinal de alarme que indica níveis baixos de solidariedade social e níveis total de desconfiança no sistema político (...)”. Esses aspectos devem ser considerados ao se buscar uma razão para as ações intolerantes decorrentes dos fundamentalismos.

A terceira via, o como enfrentar o intolerável se constrói pela sensibilização pacífica, através de protestos e outras atitudes e, sobretudo, pela busca incessante de diálogo como tentativa de encontrar um meio-termo para os extremos. O exemplo de Jesus ao convidar seus discípulos para baixar a espada é inspirador. Contudo, além da atitude democrática e tolerante, é necessário também que sejam suprimidas as condições que fazem surgir as atitudes intolerantes, principalmente, aquelas originárias do fundamentalismo. Do contrário, também a tolerância será insuficiente.
Rivelino Santiago de CarvalhoProfessor de Ensino Religioso – Colégio Ibituruna – Governador Valadares - MG.

Histórias que ensinam valores para crianças



História que ensina o valor da confiança em si mesmo

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O cavalo no poço

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O fazendeiro foi rapidamente ao local do acidente e avaliou a situação. Certificando-se de que o animal não se machucara, mas, pela dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.

Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.

E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.

Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu sair.

Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao dono da fazenda.

Se você estiver “lá embaixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se desse cavalo. Não aceite a terra que cai sobre você. Sacuda-a e suba sobre ela. E, quanto mais terra, mais você vai subindo…subindo…subindo, e aprendendo a sair do poço.




1- Qual foi o problema defrontado pelo fazendeiro?

2- Qual solução ele achou para o problema?

3- Como o cavalo se comportou diante dessa solução?

4- Qual é a lição principal dessa historieta?

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História 3

História que ensina o valor da persistência, do esforço próprio e do trabalho duro

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O Office boy

Um homem desempregado se candidata para o cargo de “office boy” de uma grande empresa. O gerente de RH ao entrevistá-lo, pede um teste: limpar o chão. Ao final disse: “você está contratado, me dê o seu endereço de e-mail e eu lhe enviarei o aplicativo para preenchimento e avisarei quando você vai começar”. O homem respondeu: “Eu não tenho um computador, nem um e-mail”.

Lamento muito, disse o gerente de RH, se você não tem um email, significa que você não existe. Já que não existe, não pode ter o trabalho. O homem saiu sem esperança. Ele não sabia o que fazer, com apenas 10 dólares no bolso.

Ele então decidiu ir ao supermercado e comprar uma caixa de tomate de dez quilos. Ele então vendeu os tomates de porta em porta. Em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar seu capital. Ele repetiu a operação três vezes, e voltou para casa com 60 dólares. O homem percebeu que ele podia sobreviver dessa maneira, e começou a ir todos os dias cedo e voltar tarde. Assim, o dinheiro duplica ou triplica a cada dia. Pouco tempo depois, ele comprou um carro, em seguida, um caminhão, e então ele teve a sua própria frota de veículos de entrega.

Cinco anos depois, o homem já é um dos maiores distribuidores de alimentos dos E.U.A. Nessa época ele começou a planejar o futuro de sua família, e decidiu fazer um seguro de vida.

Chamou um corretor de seguros, e escolheu um plano de proteção. Quando a conversa acabava, o corretor lhe pede o e-mail. O homem respondeu: “Eu não tenho um e-mail”. O corretor disse curiosamente: “você não tem um e-mail, e ainda assim conseguiu construir um império. Você imagina o que poderia ter sido se você tivesse um e-mail?”

O homem pensou um pouco e respondeu: office-boy!

Moral da história: 1: Internet não é a solução para sua vida.
2: Se você não tem internet e você trabalhar duro você pode ser um milionário.
3: O maior fraqueza do homem havia se tornado sua maior força.

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História 4

História que ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo


A ùltima corda

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível

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1- Na época do ocorrido Paganini era um desconhecido violinista ou já tinha muita fama?
2- O que fez Paganini diante das dificuldades que surgiam durante a apresentação?
3- A maioria das pessoas reagiriam diante das adversidades como fez Paganini? Qual é a reação da maioria das pessoas diante de dificuldades crescentes?
4- Um violinista menos treinado conseguiria fazer o que Paganini fez? Por que você acha isso?
5- A que se deve a fama de Paganini?
6- Qual é a moral dessa história?
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História 5 – (relato).
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História que ensina o valor da persistência e do esforço próprio


Vencendo as Dificuldades

Meu maior defeito, nos tranquilos dias da infância, consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer me parecia difícil. Eu podia ser tudo, menos um menino persistente.

Foi quando, numa noite, meu pai entregou-me uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete, e me pediu que, com este, riscasse uma linha a toda largura da tábua. Obedecí a suas instruções, e, em seguida, tábua e canivete foram trancados na escrivaninha de papai.

A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim de uma semana eu não agüentava mais de curiosidade.
A história continuava. Toda noite eu tinha que riscar com o canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.
Chegou afinal um dia em que não havia mais mais sulco. Meu último e leve esforço cortara a tábua em duas. Papai olhou longamente para mim, e depois disse:

- Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz.
Foi essa uma lição-de-coisas impossivel de esquecer, e que mesmo um garoto de dez anos podia aproveitar.

Relato de: N. Semonoff - Londres

1- Cortar uma tábua de madeira com uma pequena faca é tarefa fácil?

2- Como o menino conseguiu cortá-la afinal?

3- O que o pai do menino quis ensinar a ele (será que foi: até os preguiçosos conseguem seus objetivos)?
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História 6

História que ensina o verdadeiro valor das pessoas

Você é inestimável para aqueles que te amam


Um conhecido professor começou sua palestra segurando uma nota de vinte dólares ($ 20), numa sala com duzentas pessoas. Ele perguntou: “Quem gostaria de ganhar esta nota de vinte dólares?” Mãos começaram a se levantar.

O professor disse: “Eu vou dar a esta nota de vinte dólares a um de vocês, mas em primeiro lugar, deixe-me fazer isso. “Ele começou a amassar o papel. Ele perguntou: “Quem ainda a quer?” Ainda muitas mãos se levantaram.

“Bem, se eu fizer isso?” Ele jogou a nota no chão e começou a pisá-la com seu sapato. Ele pegou-a, agora amassada e
suja e perguntou: “Quem ainda quer?” Ainda assim as mãos se levantaram no ar.

Meus amigos, nós todos aprendemos uma lição muito valiosa. Não importa o que foi feito com a nota, ela ainda era desejada por muitos, porque não houve redução no valor. Ela ainda vale vinte dólares.

Muitas vezes em nossas vidas, nós somos ignorados, amassados e moídos na sujeira, que são as decisões que tomamos e as circunstâncias que vêm em nosso caminho. Nós podemos nos sentir como se estivéssemos sem valor e inúteis.
Mas não importa o que aconteceu ou vai acontecer, você nunca perderá o seu valor: sujo ou limpo, totalmente amassado ou levemente enrugado, você ainda é inestimável para aqueles que te amam.
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. Pergunte às crianças:
1- Você gostaria de ganhar uma nota de vinte reais? Para que?
2- Se esta nota estivesse amassada você aceitaria assim mesmo? Por que?
3- A atitude de amassar a nota e sujá-la diminuiu o seu valor? Por que?
4- Qual é a principal lição que esta história nos ensina?
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História 7
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História que ensina o valor da prudência e da escolha certa das pessoas com as quais nos associamos
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A história do escorpião e da tartaruga


Um escorpião, não sabendo nadar, pediu a uma tartaruga que o carregasse em suas costas através de um rio.


“Você está louco?” exclamou a tartaruga.

“Você vai me picar, enquanto eu estiver nadando e eu vou me afogar.”

“Minha querida tartaruga”, riu o escorpião, “se eu a picasse, você se afogaria, e obviamente eu me afundaria com você. Agora, onde está a lógica nisso? “

“Você está certo!” exclamou a tartaruga. ” Suba aí!”

O escorpião subiu nas costas da tartaruga e na metade da travessia do rio deu uma forte picada na tartaruga. Como ambos iriam se afogar, a tartaruga resignadamente disse:

“Me responda seu louco! Você disse que não haveria lógica em me picar. Então por que você fez isso? “

“Não tem nada a ver com a lógica nem com loucura”, disse o escorpião se afogando, e acrescentou: ”É apenas o meu caráter.”
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1- O que levava a tartaruga a temer “dar carona” ao escorpião?
2- Por que mesmo com medo a tartaruga resolver ajudar o escorpião a atravessar o rio?
3- Será que o escorpião queria mesmo atravessar o rio? Ele conseguiu atravessar o rio?
4- Por que o escorpião picou a tartaruga?
5- Que conclusão a tartaruga deve ter tirado do que lhe aconteceu (mesmo que tarde demais)?
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Moral da história: Crianças, cuidado com quem você se associar.
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História 8
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História que ensina o valor da sabedoria e da solidariedade

Para ser um lago

Um velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse. ”Qual é o gosto?” perguntou o mestre. ”Horrível”, disse o aprendiz. O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal para jogá-lo num lago ali perto. Os dois caminharam em silêncio até perto do lago e quando o jovem jogou sal no lago, o velho disse: “Agora bebe do lago.”Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o mestre perguntou: “Qual é o gosto?” ”Bom!”disse o aprendiz. ”Você sente o gosto do sal?” perguntou o Mestre. “Não”, disse o jovem.
O mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse: “A dor da vida é puro sal, nem mais, nem menos. A quantidade de dor na vida permanece a mesma, exatamente a mesma. Mas o “tamanho” da dor que se sente depende do recipiente em que for colocada. Então, quando você está sofrendo por alguma razão, a única coisa que você pode fazer é aumentar o sentido das coisas ….. Pare de ser um copo. Torne-se um lago!


1- Você já passou por um problema grave que o entristeceu muito?

2- Você acha que já superou essa tristeza?

3- Como você acha que conseguiu superar a tristeza que você enfrentou?

4- É fácil deixar de ser copo para ser lago? Como se pode fazer isso? (o que o mestre disse a respeito dessa mudança na história?)



História 9

Historia que ensina o valor da reflexão e da perseverança

O corvo sedento

Em um dia muito quente um corvo sedento voou por todo o campo à procura de água. Por um longo tempo, ele não conseguiu encontrar nenhuma gota. Ele se sentia muito fraco, quase desistindo de manter a esperança.

De repente ele viu um jarro de água abaixo dele. Ele voou direto para baixo para ver se havia alguma água no interior. Sim, ele podia ver um pouco de água no interior do jarro!

O corvo tento enfiar a cabeça dele dentro do jarro. Infelizmente ele descobriu que o pescoço do jarro era muito estreito. Depois ele tentou empurrar a jarra para baixo para que a água fluísse para fora. Ele descobriu, contudo que o jarro era pesado demais.

O corvo pensou seriamente durante um tempo. Então olhando em volta ele viu umas pedrinhas. De repente, ele teve uma boa ideia. Ele começou pegando as pedrinhas um por vez, deixando-as cair dentro do jarro. A medida que mais e mais pedras enchiam o jarro, o nível da água ia subindo. Logo ficou alto o suficiente para o que o corvo a bebesse. Seu plano tinha funcionado!

Moral da história: Se você tentar o suficiente, você pode rapidamente encontrar uma resposta para seu problema.

Pergunte às crianças

1- Quais eram as opções que o corvo tinha diante de um calor tão intenso e uma sede tão grande?

2-O que aconteceria se o corvo desistisse de procurar água?

3- O que o corvo fez para solucionar seu problema?

4- A partir do que ele achou a solução? Como será que ele chegou a essa solução?

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História 10

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História que ensina o valor de cada um de nós, da cooperação, do trabalho conjunto, da coletividade, da falta que fazemos



Apenas uma letra

Apxsar dxstx txclado sxr dx um modxlo antigo, xlx funciona muito bxm, xxcxto por uma txcla. Vocx podx achar qux com todas as outras txclas funcionando bxm, uma sxm funcionar dificilmxntx sxria notada. Mas apxnas uma txcla funcionando mal podx arruinar todo um xsforço.
Alguma vxz vocx podx já txr dito para si mxsmo: “Xu sou apxnas uma pxssoa. Ninguxm vai notar
sx xu não fizxr o mxu mxlhor. Mas isso faz difxrxnça, porqux o bom funcionamxnto
dx uma, uma organização, dx um nxgócio x atx dx uma família prxcisa da complxta
participação de todos para sxr alcançado.
Xntão sx vocx xstá txndo um daquxlxs dias quando vocx pxnsa qux simplxsmxntx não x muito
importantx x vocx xstivxr pxnsando xm a cair fora, lembrx-sx dxstx vxlho txclado.
Vocx x uma pxssoa-chavx, x quando vocx não faz o sxu mxlhor, nada mais xm torno dx vocx rxndx o qux x xsperado.



Apenas uma letra

Apesar deste teclado ser de um modelo antigo, ele funciona muito bem, exceto por uma tecla. Você pode achar que com todas as outras teclas funcionando bem, uma sem funcionar dificilmente seria notada. Mas apenas uma tecla funcionando mal pode arruinar todo um esforço.
Alguma vez você pode já ter dito para si mesmo: “Eu sou apenas uma pessoa. Ninguém vai notar
se eu não fizer o meu melhor. Mas isso não faz diferença, porque o
bom funcionamento de uma organização, de um negócio e até de uma família precisa da completa
participação de todos para ser alcançado.
Então se você está tendo um daqueles dias quando você pensa que simplesmente não é muito
importante e você estiver pensando em cair fora, lembre-se deste velho teclado.
Você é uma pessoa-chave, e quando você não faz o seu melhor, nada mais em torno de você rende o que é esperado.



Obs- o texto para o aluno é apenas o primeiro.



1- Qual é o problema no texto acima? Por que a leitura dele foi difícil?

2- Muitas letras ficaram faltando no texto? Quanta diferença faz uma letra que não pode aparecer num texto?

3- Um empregado que falta ao trabalho, numa firma grande faz diferença? E faltar às aulas apenas uma vez por semana?

4- Que falta você faria se sumisse hoje?

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Como Vermos Realizados os Nossos Desejos



História que ensina o valor do esforço próprio para alcançar objetivos




Estava eu olhando o velho João, entretido em varrer as folhas secas do jardim. A área era grande, e o velho caprichava em não deixar nem uma folha no gramado.
- João, disse eu sorrindo, que maravilha se você pudesse, só a um desejo seu, ver todas estas folhas, de repente, empilhadas num monte!
- E posso mesmo, disse o velho prontamente.
- Se você pode, vamos ver! desafiei.
- Folhas! Juntem-se todas! disse o velho, numa voz de comando. E lá continuou limpando a relva até que as folhas ficaram juntas num só monte.

Viu? Disse-me, sorrindo - É este o melhor meio de vermos realizados os nossos desejos. Trabalhar, com afinco, para que aquilo que queremos seja feito.
O incidente calou-me no espírito. Mais tarde, ao estudar a biografia dos cientistas e de todos aqueles cujas obras nos parecem, por vezes, milagres verdadeiramente sobre humanos, descobrí que adotavam geralmente o sistema do velho jardineiro.
Todas as suas realizações resultaram do fato de que estes homens, desejando fortemente chegar a certo objetivo, nunca cessaram de lutar por alcançá-lo.


Perguntas para iniciar uma conversa com nossos filhos depois de contada a história:

1- Qual foi o desafio que a criança propôs ao velho?

2- Esse desejo foi alcançado?

3- Como o desejo foi alcançado?

4- Qual é a lição dessa história?

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Criança também sofre de depressão



Quem já enfrentou uma crise de depressão sabe que não é fácil sair dela. O que dizer, então, quando a doença atinge uma criança? Ver o filho chorando, longe dos amigos ou com o olhar perdido é de arrasar qualquer mãe...

Nem mesmo os mais novinhos estão livres, desse mal. "A depressão no bebê está quase sempre ligada à mudança ou à perda do responsável por cuidar dele", comenta a psicóloga Maria Cristina Capobianco.
Preste atenção no seu filho: depressão não é a mesma coisa que tristeza. Pode acontecer de ele ficar desanimado por um período ou por um motivo específico, como a morte de alguém ou uma decepção amorosa. "Nesses casos, espere um mês. Se a tristeza não passar, procure ajuda", aconselha a psicóloga Suzy Camacho. 


Como descobrir se a criança tem depressão?

Medo, insegurança, dependência emocional, falta de diálogo e ausência de amigos aumentam a possibilidade de depressão. Jovens também têm sido alvo. "Alguns sofrem com medo de engordar e por não gostar da própria aparência, ou com decepções amorosas e conflitos familiares", alerta Maria Cristina Capobianco. 


Se a depressão não for tratada que mal pode trazer para meu filho no futuro?

Ele pode se tornar uma pessoa tímida, irritada ou agressiva. Talvez tenha dificuldade em alcançar objetivos e estabelecer relacionamentos no futuro. Por isso, é melhor ficar de olho nele. Quanto mais cedo a criança for tratada, melhor. 


Como posso ajudar meu filho?

Pais e familiares são fundamentais no processo de cura. Lembre-se: seu filho precisa de atenção, com ou sem depressão. Caso a doença seja detectada, demonstre ainda mais amor e carinho. Mesmo que ele tenha acompanhamento médico, o afeto de quem ele mais ama é importantíssimo. 




Como agir quando meu filho estiver mal?

A depressão atingiu seu pequeno e você não sabe como agir? Veja cinco dicas que a psicóloga Maria Cristina Capobianco dá para ajudar você a tirá-lo dessa situação

Não ignore os sintomas: Depois que a depressão for diagnosticada, é hora de agir. Leia histórias com finais felizes para ele e invente atividades, como pintar ou montar um quebra-cabeças. Isso aumenta a união familiar e a confiança entre vocês dois. 

Perceba se ele está estressado: É sempre bom reavaliar a rotina do seu filho. Pode ser que ele esteja sobrecarregado, o que traz cansaço e estresse. Ou talvez ele esteja entediado por não fazer nada. Procure ajudá-lo seja qual for o caso. 

Estabeleça rotinas diárias: Não tenha medo de impor regras e horários na sua casa e seja firme no cumprimento deles. Quando ele fizer tudo certinho, recompense-o com elogios. Crie rotinas gostosas, como ler para ele antes de dormir e cobri-lo já na cama. "Assim, você está mostrando que os problemas não são culpa dele, que tudo continua como antes, e que ele é importante", diz a psicóloga. 

Fique atenta às pistas que ele dá: Há comportamentos frequentes entre crianças e adolescentes. Um deles é se achar inferior aos amigos. Se ele chegar da escola e disser "Sou um tonto", pergunte por que pensa assim ou se aconteceu algo lá. "Ele precisa de atenção, ele quer que você se interesse", alerta Maria Cristina. 

Busque ajuda profissional: Se você perceber que o comportamento do seu filho passou dos limites e que ele não consegue melhorar, mesmo com seus cuidados e providências, é hora de pedir ajuda profissional de um médico psiquiatra. Esse especialista irá avaliar a situação e receitar remédios se necessário. 




Quais os sinais que demonstram que ele está com depressão?

- Fica constantemente triste e chora com facilidade. 
- Tem sensibilidade ou irritação em exagero. 
- Comporta-se de maneira agressiva e violenta. 
- Dorme muito ou quase nada. 
- Perde o interesse pelas atividades favoritas. 
- Isola-se dos amigos e da família. 
- Fica aborrecido e se cansa com facilidade. 
- Não consegue se concentrar. 
- Diminui o próprio valor e mostra baixa autoestima. 
- Reclamar de dores de cabeça e de estômago. 
- Não come direito ou fica com o apetite desordenado. 
- Não quer mais ir à escola.