Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Família: educando para independência segura



         
         Uma das nossas preocupações de pais e educadores nos dias atuais tem sido como preparar nossos filhos para a vida com autonomia, iniciativa e gestão de suas individualidades assumindo responsabilidade diante da própria vida.
        Os direitos dos filhos aumentaram, em detrimento de seus deveres.
        Temos tido dificuldade para estabelecer as regras necessárias para uma educação saudável e eficiente, que estruture relações de respeito mútuo e a noção de hierarquia dentro e fora do contexto familiar. Devemos oferecer limites. Mas, cuidado, existem “vários tipos de limites”:
      Nos limites coerentes os pais exercem seus papéis de forma definida e funcional, respeitando as necessidades e possibilidades dos filhos em cada fase de seu desenvolvimento, levando em conta as alterações do meio externo. A relação afetiva é satisfatória; a rotina é estabelecida desde o nascimento através dos cuidados básicos (horário e local de sono, alimentação e higiene); no aprendizado dos valores morais e éticos, os pais são coerentes em relação ao que falam e fazem; a hierarquia dentro do contexto familiar é estabelecida com papéis definidos, onde pais são “pais” e filhos são “filhos” e as regras e frustrações são adequadas, ficando claro para os filhos a noção do “sim” e do “não” e qual vai ser a conseqüência de seus atos.
      Como conseqüência de uma educação baseada em limites coerentes, favorece aos filhos uma estabilidade e maturidade emocional; organização temporal e espacial;  internalização de valores coerentes que vão nortear sua conduta moral e ética; direitos e deveres coerentes; internalização de regras e tolerância à frustração, com o desenvolvimento da autonomia e da independência relativa da vida adulta.
       Nos limites são incoerentes os pais exercem seus papéis de forma confusa e disfuncional, por apresentarem uma inconstância em suas atitudes e desrespeitam as necessidades e possibilidades dos filhos e as alterações do meio externo. A relação afetiva é insatisfatória; a rotina é precariamente estabelecida; o aprendizado de valores morais e éticos os pais são incoerentes em relação ao que falam e fazem; a hierarquia é estabelecida com papéis confusos; as regras e frustrações são ineficazes, incoerentes, por não se manterem ou por não se adaptarem às necessidades reais dos filhos. 
      Com limites incoerentes favorecemos aos filhos uma instabilidade e imaturidade emocional; desorganização temporal e espacial; internalização de valores confusos; dificuldade na percepção dos seus direitos e deveres; internalização de regras confusas e baixa tolerância à frustração.
      Os limites são rígidos quando os pais exercem seus papéis de forma rigidamente definida e disfuncional, por desconsiderarem as necessidades e possibilidades dos filhos em cada fase de seu desenvolvimento, não levando em conta as alterações do meio externo. A relação afetiva é empobrecida pela rigidez dos pais que bloqueiam a expressão de pensamentos e emoções dos filhos; a rotina é rigidamente estabelecida, propiciando que os filhos se tornem exigentes consigo mesmos e com os outros; o aprendizado dos valores morais e éticos, os pais passam para os filhos valores distorcidos por sua inflexibilidade; a hierarquia é rigidamente estabelecida, com pais autoritários e filhos reprimidos; as regras e frustrações são exageradas. 
      Como conseqüência de uma educação baseada em limites rígidos, favorece aos filhos um bloqueio e imaturidade emocional; excessiva organização temporal e espacial; senso crítico exagerado; deveres maiores que os direitos; uma internalização de regras rígidas, com aparente tolerância à frustração, pelo excessivo controle racional.
      Os limites são escassos quando os pais exercem seus papéis de forma invertida e disfuncional, considerando excessivamente as necessidades dos filhos, em detrimento das suas e da realidade externa. A relação afetiva é inadequada, pois os filhos ocupam um espaço exagerado, “deformando” o espaço dos pais, que acabam sendo uma extensão de seus desejos; a rotina é precariamente estabelecida, pois os pais priorizam os desejos da criança, em detrimento das regras estabelecidas; no aprendizado dos valores morais e éticos, os pais não proporcionam aos filhos os parâmetros necessários à internalização de valores, por suas atitudes sempre condescendentes com seus desejos; a hierarquia é invertida, onde os pais agem como “filhos” e os filhos como “pais”; as regras e frustrações são escassas, não favorecendo aos filhos a noção de causa e efeito.
      Como conseqüência de uma relação baseada em limites escassos, favorece aos filhos uma imaturidade emocional; desorganização temporal e espacial; internalização de valores morais e éticos precários; mais direitos que deveres; uma precária internalização de regras e baixa tolerância à frustração, mantendo-se heterônomos, dependentes e exigentes.
  O que é muito importante e deve ficar bem claro é o seguinte: na prevenção de problemas na educação: pai e mãe têm de ser um só, uma unidade, na orientação dos filhos. Os pais podem ter idéias diferentes, podem até brigar para fazer prevalecer seu posicionamento. Mas uma vez decidido o caminho, os dois devem unir-se e, na frente dos filhos, deve ser um só o direcionamento, conduzindo, orientando, educando. Caso contrário, ambos perdem o respeito dos filhos, que não sabe qual dos dois obedecer.
      Finalizando, a adequada colocação de limites com uma predominância dos limites coerentes estruturando as relações, favorece o caminho da dependência para a independência, do absoluto infantil (onipotência) para o relativo da vida adulta (potência), em que a pessoa já internalizou regras e valores (autonomia) e pode responsabilizar-se pela própria vida, respeitando a si mesma e ao outro (amadurecimento emocional).


Como posso ajudar meu filho a se ajudar

Algumas atitudes dos pais podem ser muito devassadoras na educação dos filhos:        

1 - Vá contra vizinhos e outras pessoas que se mostram contra as atitudes dele;
2 - Aceite ou ignore as atitudes de desrespeito às autoridades, pessoas mais velhas, parentes...
3 - Tome sempre partido de seu filho, quando lhe reclamarem que agiu mal;
4 - Deixe o tempo passar para corrigi-lo, acreditando que é muito cedo para isto;
5 - Procure desculpar sua criança, todas as vezes que comete erros, acreditando que estão implicando com ela;
6 - Faça todas as vontades de seu filho para que não se sinta contrariado;
7 - Admite que ele grite e se imponha, estando certo ou errado;
8 - Procure poupa-lo e resolva você mesmo o que é de responsabilidade dele;
9 - Esconda as falhas e erros de seu filho para não criar desavenças em casa;
10 - Não faça nada e aceite as desculpas dele, sempre que estiver agindo errado.


Nenhum comentário: